Liga Europa

Antony no sacrifício e mister Liga Europa mantém estigma: Brasileiros brilham de olho na Seleção

Atacante revelado pelo São Paulo marca e dá assistência em meio a questionamentos na Espanha

A última rodada da Liga Europa serviu de palco para dois recados bem claros endereçados a Carlo Ancelotti nesta quinta-feira (29). No sacrifício físico e com protagonismo técnico, Antony foi decisivo na vitória do Real Betis sobre o Feyenoord por 2 a 1, mesmo atuando com pubalgia.

O brasileiro marcou um golaço de fora da área e ainda deu assistência açucarada para Abde Ezzalzouli, conduzindo o time espanhol à quinta colocação geral e à vaga direta nas oitavas de final — atuação de líder, mesmo longe da condição ideal.

Na Inglaterra, Igor Jesus voltou a transformar noite europeia em vitrine pessoal. O atacante marcou o segundo e terceiro gol da vitória do Nottingham Forest sobre o Ferencváros, por 3 a 0, no City Ground, e segue empilhando boas atuações em sua primeira temporada no futebol europeu.

Elogiado por torcida e imprensa local, o ex-Botafogo sabe que ainda não tem lugar garantido na Copa do Mundo, assim como Antony. Mas ambos seguem vivos na disputa, sob observação constante de Ancelotti, técnico que já os convocou e que vê, rodada após rodada, brasileiros insistirem em não sair do radar.

Antony supera questionamentos sendo decisivo de novo

Com apenas 16 minutos do primeiro tempo, marcar um gol que tinha 0,03% chance de acontecer (segundo a estatística de gols esperados, chamada de xG) é a forma perfeita de retomar a confiança.

O brasileiro, mesmo participando de gols com três assistências nos últimos seis jogos, vinha há semanas sendo questionado sobre sua forma física na mídia sevilhana. Nos últimos 11 jogos, ele foi titular em 10, mas acabou substituído em sete oportunidades em um provável controle de minutagem.

“O que está acontecendo com Antony”, apontou manchete do jornal “Diario de Sevilla” na última terça (27), em matéria que detalha os problemas do jogador com uma pubalgia e questionando sua gravidade.

— A sua lesão está melhorando. É um incômodo, uma pubalgia que ele vai trabalhando dia após dia. Se ele está convocado para a partida, é porque está em condições de jogar — disse Pellegrini antes do duelo da Liga Europa.

No fim, o atacante ex-São Paulo deu o recado para quem duvidava de sua capacidade física. Além do gol em uma batida colocada antes da meia-lua, ele recebeu na ponta direita, partiu para cima de dois marcadores e cortou para dentro antes de assistir Ezzalzouli em cruzamento na medida. A pubalgia costuma afetar isso tipo de jogada no mano a mano, mas o jogador pareceu a vontade com isso.

Foi uma atuação muito participativa do brasileiro, com mais de 70 ações com bola, trazendo perigo constante com dribles e finalizações (exigiu boa defesa do goleiro adversário na etapa final). Antony aumentou para oito gols sua marca em competições europeias pelo Betis, terceiro maior artilheiro do clube nesse recorte.

A equipe, vice-campeã da Conference na última temporada, avança direto às oitavas da Liga Europa e está entre as principais candidatas ao título.

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Igor Jesus faz da Liga Europa seu território

Igor Jesus celebra gol pelo Forest
Igor Jesus celebra gol pelo Forest (Foto: Imago)

Discreto na Premier League, mas letal quando o palco é continental, Igor Jesus vai construindo uma relação particular com a Liga Europa — daquelas que alimentam rótulos e mantêm estigmas. Enquanto no campeonato inglês soma apenas dois gols em 22 jogos, na competição europeia os números saltam aos olhos: são seis tentos em seis partidas.

A boa temporada com o Nottingham Forest, porém, vai além da frieza estatística. Igor não é um atacante de volume, mas de impacto. Precisa de poucas chances para marcar e entende bem o papel que lhe é pedido no time comandado por Sean Dyche, que privilegia o jogo físico, rústico e de ligação direta.

Nesse contexto, ele não só se adapta como se destaca: segura a bola, ganha duelos e dá oxigênio a um time que aposta mais na força do que na construção paciente. Forte no pivô e dominante pelo alto, Igor virou peça funcional — e valiosa — em um Forest que sabe exatamente onde pode machucar o adversário.

Esse desempenho mantém o camisa 19 inserido em uma disputa que segue aberta na seleção brasileira. A vaga de centroavante ainda carece de um dono definitivo, e o cenário favorece perfis que ofereçam soluções distintas dentro de um mesmo elenco.

Forte, competitivo e eficiente em jogos de pouca margem, Igor apresenta características que podem ser úteis ao time de Carlo Ancelotti, especialmente em contextos de confronto físico, jogo aéreo e enfrentamentos mais travados.

Enquanto segue construindo seu nome na Europa, o atacante transforma cada noite continental em argumento para não ser apenas uma alternativa — mas uma possibilidade real.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.
Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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