Europa

Federação veta clube norueguês que queria trocar a bandeira de escanteio pela do arco-íris

Um gesto simbólico, nada mais do que isso. Não mexeria no dólar. O Brann quis atender ao pedido de alguns torcedores e usar a bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade LGBT, no lugar da tradicional bandeira de escanteio, na partida deste sábado contra o Nest Sotra, pela segunda divisão noruguesa. Seria uma extensão da campanha #tacklehomophobia, que o clube está realizando junto com uma fundação de direitos de humanos. Mas a Federação de Futebol do país não permitiu.

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A entidade alegou que regras internacionais do futebol impedem qualquer tipo de mensagem nas bandeiras de escanteio e nas redes dos gols. Existe também a recomendação da Fifa de impedir a política de entrar dentro do estádio, o argumento usado pela federação para impedir bandeiras LGBTs e cartazes pró-Ucrânia no amistoso entre Noruega e Rússia, em maio do ano passado.

Agora, se a campanha for da própria federação, a história muda de figura. Em todas as partidas do futebol norueguês, há o “Aperto de mãos pela paz” entre os capitães da equipe, uma medida interessante para incentivar um espírito de amizade durante os jogos. Ela também apoia a “Dê um cartão vermelho para o racismo”, e esse slogan nunca foi proibido nos estádios noruegueses.

Sem falar que, em 2013, a torcida do Portland Timbers, da Major League Soccer, portanto, dentro das mesmas “regras internacionais” que regem a Noruega, fez um enorme mosaico a favor dos direitos LGBT, e ninguém foi banido do futebol.

No caso das bandeira, acaba sendo um questão de padronização, embora, ironicamente, a federação não perceba que é justamente os padrões da sociedade que a campanha do Brann quer atacar. Se isso fosse desculpa, os movimentos anti-homofobia não fariam muito barulho.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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