Eurocopa 2024

Empate no fim foi cruel castigo à Islândia e prêmio à insistência da Hungria

A corajosa Islândia arrancava a sua primeira vitória na história da Eurocopa, com o jogo que sabe fazer: muita defesa e poucos, mas cirúrgicos ataques. Seriam três pontos que deixariam a seleção do pequenos país de 330 mil pessoas bem colocada para se classificar às oitavas de final. Mas, aos 43 minutos do segundo tempo, veio o castigo para os islandeses e o prêmio para a Hungria, que nunca desistiu de buscar algo melhor na partida. Saevarsson fez contra, e o placar ficou no 1 a 1.

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A Islândia tem um plano de jogo muito bem definido pelo técnico Lars Lagerback. Não quer a bola. Tanto que a Hungria, longe de ser um Barcelona, terminou a partida com 68% de posse. Mais que uma imposição do adversário, trata-se de uma estratégia para não correr muitos riscos. O segundo passo da tática é aproveitar bem as poucas chegadas à frente.

E isso a Islândia até que conseguiu fazer. Executou poucas jogadas ofensivas, mas sempre levou bastante perigo. A primeira grande chance saiu aos 31 minutos do primeiro tempo, quando Gudmundsson ganhou no corpo da marcação húngara e ficou cara a cara com Kiraly, mas acertou a perna direita do moletom do experiente goleiro húngaro. Oito minutos depois, o árbitro marcou pênalti para a Islândia, em um lance em que caíram dois islandeses dentro da área. Sigurdsson converteu e abriu o placar.

 

A Hungria tinha a bola, mas era inofensiva. Tocava para cá, tocava para lá, e levava pouco perigo ao goleiro Halldórsson, que fez apenas quatro defesas. E a Islândia continuava perigosa, quase ampliando o placar com uma cabeçada de Sigthorsson, em bom cruzamento de Sigurdsson.

Quando a vitória da Islândia já parecia garantida, a Hungria finalmente encaixou uma boa jogada pela direita, e Nikolic cruzou rasteiro. Saevarsson tentou cortar, mas acabou mandando a bola para as próprias redes.

 

A Islândia quase voltou à frente no último lance da partida, em uma falta perigosa da entrada da área. Sigurdsson cobrou muito mal, rasteiro e na barreira. Mas o rebote ficou com o eterno Gudjohnsen, de frente para o goleiro. O chute, porém, desviou na defesa húngara e foi para fora.

A Islândia está ciente dos riscos de levar esse tipo de gol ao se submeter a uma pressão prolongada durante tanto tempo. Já a Hungria colheu os frutos por não ter desistido de buscar o empate até o fim e já soma quatro pontos no seu grupo, perto de disputar as oitavas de final.

Escalações

Islândia:  Halldórsson; Saevarsson, Arnason, Sigurdsson e Skúlason; Gunnarsson (Hallfredsson), G. Sigurdsson, Bjarnason e Gudmundsson; Sigthorsson (Eidur Gudjohnsen) e Bödvarsson (Finnbogason). Técnico: Lars Lagerback.

Hungria: Kiraly; Lang, Juhász (Adam Szalai), Guzmics e Kadar; Gera, Kleinheister e Nagy; Dzsudzsák, Stieber (Nemanja Nikolic) e Priskin (Daniel Bode). Técnico: Bernd Storck.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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