Eliminatórias da Eurocopa

Tchouaméni assinou uma pintura no passeio da França diante da Irlanda em Paris

A França teve amplo domínio na partida, embora o placar não traduza tão bem, e se aproximou da Euro 2024

A França não deve ter problemas para se classificar à próxima edição da Eurocopa. Os Bleus encaminham a vaga em seu grupo das eliminatórias da Euro 2024, com 100% de aproveitamento em cinco rodadas. A quinta vitória veio nesta quinta-feira, dentro do Parc des Princes. Os vice-campeões do mundo sobraram contra a Irlanda, mesmo que o placar de 2 a 0 não dimensione tanto a superioridade. Tchouaméni abriu o caminho com uma pintura de fora da área e foi o melhor em campo, enquanto Marcus Thuram celebrou seu primeiro gol pela equipe nacional.

A França contou com sua base principal neste novo ciclo de trabalho com Didier Deschamps. Mike Maignan vinha protegido por uma linha de defesa com Jules Koundé, Dayot Upamecano, Lucas Hernández e Theo Hernández. No meio, Aurélien Tchouaméni e Adrien Rabiot formavam a dupla principal. Antoine Griezmann era o eixo de ligação, com Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé nas pontas, além de Olivier Giroud centralizado. Já a Irlanda, com uma equipe jovem, tinha entre seus destaques o goleiro Gavin Bazunu, o zagueiro Nathan Collins e o meio-campista Josh Cullen. Pouco para intimidar os Bleus.

O golaço de Tchouaméni

O primeiro tempo já se tornou um ataque contra defesa. A Irlanda se enclausurava, enquanto a França pressionava, com bom volume pelos lados do campo. Theo Hernández aparecia bastante pelo lado esquerdo. A primeira finalização veio num chute de longe de Adrien Rabiot, que Bazunu pegou. Os franceses apostavam nos cruzamentos e eram travados, até que o placar fosse aberto pelo golaço de Tchouaméni aos 19 minutos. Mbappé foi muito inteligente ao ajeitar na entrada da área e o volante pegou na veia, num chute cruzado certeiro que não deu chances a Bazunu.

O gol não mudou muito a situação, com a França em cima por mais. A equipe precisou se virar sem Giroud, lesionado aos 26 minutos. Marcus Thuram entrou no comando do ataque e chegou a dar uma assistência para Mbappé marcar, mas o reforço da Internazionale estava impedido e o tento não valeu. Griezmann também teve uma batida perigosa que saiu por cima do travessão. Era uma atuação bastante tranquila dos Bleus, que precisavam de mais para garantir o resultado.

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Thuram completa a festa

A França aumentou a pressão na volta do intervalo e capitalizou cedo, com o segundo gol aos três minutos. Numa trama pela esquerda, Mbappé foi travado na hora do chute. A sobra ficou com Thuram, que girou bonito e mandou um tiro no alto, fora do alcance de Bazunu. Foi seu primeiro gol pela seleção adulta. A Irlanda só acordou na sequência e poderia ter descontado aos sete. Chiedozie Ogbene cabeceou cruzado e parou num milagre de Maignan. Todavia, a iniciativa dos irlandeses não se sustentou por tanto tempo.

Tchouaméni quase anotou outro golaço aos 22, em mais um chute de longe que deu trabalho a Bazunu. Dembélé também quis aprontar aos 26, num lindo drible dentro da área, antes de estalar a bola na trave. Logo vieram mudanças no time, com a saída do próprio Dembélé e Lucas Hernández, para as entradas de William Saliba e Kingsley Coman. Benjamin Pavard e Eduardo Camavinga foram outras novidades na reta final. Os franceses rondaram e esboçaram o terceiro, mas faltou mais precisão. Das 25 finalizações, só cinco foram no alvo. Thuram, Mbappé e Coman perderam bons lances para fechar a fatura nos acréscimos.

A França abre nove pontos de vantagem no Grupo B, com mais três partidas pela frente. Holanda e Grécia somam seis pontos logo abaixo, mas com partidas a menos, enquanto a Irlanda tem somente três pontos. Os Bleus folgam na próxima rodada das eliminatórias e aproveitarão para disputar um amistoso contra os anfitriões da Euro 2024, a Alemanha. O clássico acontecerá na próxima terça-feira, em Dortmund. A volta ao qualificatório ocorrerá em outubro, na visita à Holanda em Amsterdã.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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