Eliminatórias da Eurocopa

Holanda sofreu, mas conseguiu vitória crucial que a deixa a um passo da Euro 2024

Não foi fácil, mas a Holanda conseguiu vencer e segue perto de se classificar para a Eurocopa do ano que vem

Não foi fácil, e nem bonito, mas a Holanda conseguiu uma vitória crucial por 1 a 0 sobre a Grécia em Atenas nesta segunda-feira que praticamente a coloca na Eurocopa de 2024. O goleiro Vlachodimos, do Nottingham Forest, defendeu um pênalti cobrado por Wout Weghorst no primeiro tempo, mas não o de Virgil van Dijk aos 48 minutos da segunda etapa.

A combinação de resultados que tiraria a Holanda da Eurocopa é altamente improvável. Está atualmente no segundo lugar, empatada em pontos com os gregos, mas com vantagem no confronto direto. Precisa de apenas três pontos nas duas rodadas finais, contra Irlanda, em casa, e Gibraltar, como visitante. E mesmo se conseguir a proeza de perder ambas, a Grécia ainda teria que não perder da França.

A Grécia até conseguiu ser competitiva em um grupo encardido. Ganhou as partidas que tinha que ganhar contra Gibraltar e Irlanda do Norte e perdeu apenas por 1 a 0 em Paris. Complicou-se sendo amplamente batida pela Holanda (3 a 0) em Eindhoven e a derrota em casa desta segunda-feira a deixa com chances mínimos de voltar a disputar a Eurocopa. A última foi em 2012.

Holanda precisou de dois pênaltis

Não é muito exagerado dizer que a Grécia não fez nada além de se defender no primeiro tempo. Pelo menos fez isso de maneira competente, no geral, e limitou as chances criadas pela Holanda, que manteve 68% de posse de bola. A primeira situação mais perigosa foi uma batida de fora da área de Tijjani Reijnders aos 19 minutos. Um lapso, porém, deu aos visitantes uma chance de ouro de abrir o placar.

Quilindschy Hartman lançou à segunda trave, onde Konstantinos Koulierakis achou que deveria segurar a camisa de Van Dijk para impedir que ele chegasse à bola. O árbitro Alejandro Hernández não hesitou em marcar o pênalti. Mas Wout Weghorst bateu mal, rasteiro, sem tanta força, e Vlachodimos fez a defesa. O bom goleiro do Nottingham Forest também trabalhou bem em uma finalização de primeira Steven Bergwijn, após um lindo passe longo de Van Dijk.

A Holanda retornou melhor do intervalo e novamente recebeu uma chance de presente da Grécia. Deu tela azul em Konstantinos Mavropanos, que errou um passe simples na saída de bola. Bergwijn carregou pelo meio e decidiu bater da entrada da área, para boa defesa de Vlachodimos, em vez de rolar na direita, onde Weghorst aparecia sozinho. Weghorst não curtiu muito a decisão do companheiro.

Fotis Ioannidis tomou uma decisão parecida em uma das raras chegadas dos mandantes até então. Recebeu na ponta direita, dominou bem, deu um tapa para passar por Nathan Aké e entrou na área. Ficou cara a cara com Bart Verbruggen pela direita. Van Dijk conseguiu fechar, e ele preferiu chutar sem muito ângulo a tentar o cruzamento. Mandou para fora. Reijnders exigiu outra intervenção importante de Vlachodimos, por baixo, antes da partida entrar em uma modo um pouco mais morno na última meia hora.

A Grécia conseguiu chegar um pouco mais, mas a sensação de que a partida terminaria 0 a 0 foi aumentando a cada minuto, até outro vacilo defensivo abrir o caminho para a Holanda. Foi uma boa jogada, com Brian Bobbey fazendo a parede na entrada da área antes de soltar na direita. Denzel Dumfries invadiu a área e foi puxado por Vangelis Pavlidis.

Não foi uma infração tão clara, e o árbitro até foi ao monitor, o que costuma ser raro no futebol europeu para um lance de interpretação. Após rever a jogada, confirmou a sua decisão. Weghorst há muito tempo havia sido substituído, e a responsabilidade de bater um pênalti tão importante foi dada ao portador da braçadeira de capitão. Embora não costume cobrar com frequência, Van Dijk chutou muito bem e praticamente classificou a Holanda para a Eurocopa.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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