Eliminatórias da Eurocopa

Dinamarca sofre gol da “pior seleção do mundo”, mas vence sem muito esforço nas Eliminatórias

San Marino marcou seu primeiro gols nas Eliminatórias para Euro, mas a Dinamarca não se esforçou muito para garantir a vitória por 2 x 1

San Marino, a 207ª seleção do Ranking da Fifa (dentre 207 países), marcou seu primeiro gol nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2024 nesta terça-feira (17) em jogo contra a Dinamarca no Estádio Olímpico de Serravalle. Porém, isso não foi o suficiente para superar os dinamarqueses, que venceram por 2 x 1 com gols de Rasmus Højlund e Yussuf Poulsen.

A vitória pela 8ª rodada do grupo H das Eliminatórias colocou um pé da Seleção Dinamarquesa na Euro, pois soma 19 pontos na segunda colocação, mesmo número da líder Eslováquia, e ostenta vantagem de quatro de pontuação para o Cazaquistão, que precisa vencer as duas últimas rodadas e contar com um empate e uma derrota da Dinamarca.

Sem considerar amistosos, San Marino não marcava um gol em Eliminatórias (para Copa do Mundo ou Euro) ou Nations League desde setembro de 2021, quando perdeu por 7 x 1 da Polônia em jogo para classificação ao Mundial de 2022. Vale destacar que os sanmarinenses só venceram um jogo em sua história: 1 x 0 em amistoso com Liechtenstein, em 28 de abril de 2004, há pouco mais de 19 anos.

Apesar de susto, Dinamarca domina boa parte do jogo e consegue vitória

Mesmo enfrentado um adversário extremamente inferior, a Dinamarca teve dificuldades para infiltrar na defesa adversária. Taticamente, a seleção treinada por Kasper Hjulmand colocava todo mundo no campo de ataque no momento com bola: os dois zagueiros, Joachim Andersen e o capitão Simon Kjaer (em seu jogo 130º pelo país), para fazer a saída de bola e o estreante lateral-esquerdo Elias Jelert dava amplitude por um lado, enquanto Mohamed Daramy fazia essa função pelo outro. Os meio-campistas da equipe, Christian Nørgaard, Pierre-Emile Højbjerg e Christian Eriksen, sendo os jogadores mais técnicos, buscavam apoiar a saída e encontrar passes que pudessem furar o bloqueio de San Marino, que se fechava em um aplicado 5-3-2.

Mas a Seleção Sanmarinense não apenas se fechou nos minutos iniciais e até conseguiu dois escanteios. Em um deles, Michael Battistini recebeu na segunda trave e cabeceou em cima de Joakim Maehle, que quase bateu com o braço na bola, mas conseguiu bloquear com o corpo e o árbitro mandou seguir, apesar das reclamações dos mandantes.

Após os pequenos sustos, o domínio foi soberano dos dinamarqueses, que terminaram a etapa inicial com 84% de posse de bola. Apesar disso, só foi finalizar ao gol de Elia Benedettini pela primeira vez aos 42 minutos – e mostrou efetividade. O gol veio em um lance de transição, em um dos raros momentos com bons espaços na defesa de San Marino. Eriksen iniciou a jogada pela esquerda, deu para Daramy, que tocou na medida para Højlund, dentro da área, mandar uma bomba de canhota e superar o goleiro adversário.

O segundo tempo voltou de forma parecida, com muita posse do lado dinamarquês e foco na defesa dos donos da casa. As primeiras alterações vieram pelo técnico Fabrizio Costantini, ao promover as entradas de Manuel Battistini (no lugar do irmão Michael) e Lorenzo Capicchioni (para saída de Alessandro D'Addario).

Não apenas pelas mudanças, mas San Marino foi se soltando e conseguiu falta na intermediária direita do ataque. A cobrança fraca foi tranquilamente nas mãos de Kasper Schmeichel, que complicou um lance fácil e soltou a bola para Michele Cevoli tentar de cabeça e ser impedido apenas por Kjaer, em cima da linha, afastando para a linha de fundo. Essa que era a melhor chance seria superada logo no escanteio. Cobrança fechada foi mal afastada pela defesa da Dinamarca, sobrando para Alessandro Golinucci finalizar com força e Kjaer atrapalhar a defesa de Schmeichel, dando o empate a San Marino. A comemoração do gol foi como se fosse um gol da final da Copa do Mundo, e no fim das contas, para os sanmarinenses, talvez seja nesse nível.

O relógio marcava 16 minutos do segundo tempo nesse momento histórico, mas não teria muito tempo para comemorar. Aos 25, bola mal tirada pela defesa chegou em Jonas Wind (vindo do banco minutos antes), que carregou para ponta esquerda e cruzou, na medida, para Yussuf Poulsen – outro que começou como reserva – marcar. Após o gol, uma discussão entre jogadores resultou em cartão amarelo para Højlund e Filippo Fabbri.

Apesar dos esforços de Costantini para dar um novo ânimo à San Marino após sofrer o gol com duas novas mudanças, a equipe não tinha mais forças para incomodar a Dinamarca, que seguiu dominando a posse até os minutos finais e administrando a vantagem.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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