Eliminatórias da Eurocopa
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Cazaquistão buscou a virada aos 44 minutos do segundo tempo e conseguiu vitória enorme contra a Dinamarca

Rasmus Hojlund caminhava para ser a história da partida, chegando a cinco gols em dois jogos pelas Eliminatórias, mas os cazaques tinham outros planos

Rasmus Hojlund, jovem atacante da Atalanta, marcou seus primeiros gols pela seleção dinamarquesa na última quinta-feira e foram logo três de uma vez. Ele deveria estar comemorando ter chegado a cinco em duas partidas das Eliminatórias da Eurocopa 2024, mas o Cazaquistão não permitiu. Perdendo por 2 a 0 até os 28 minutos do segundo tempo, conseguiu a virada para 3 a 2 e alcançou talvez a sua maior vitória desde que se tornou independente.

Não é difícil checar porque são poucas. O Cazaquistão não chega a ser San Marino, mas não ganhou muitos jogos de futebol desde que trocou a Ásia pela Europa em 2002. Nunca se classificou para uma grande competição e alguma das suas tentativas terminaram sem vitórias. A sua mais representativa foi provavelmente contra a Sérvia, em 2007. Em 2019, conseguiu uma bem expressiva, por 3 a 0, contra a Escócia – que também não é exatamente uma potência. Em junho do ano passado, ganhou da Eslováquia pela Liga das Nações.

A Dinamarca ainda não explicou por que fez uma Copa do Mundo tão fraca, depois de ser semifinalista da Eurocopa, mas está entre as seleções mais competentes (geralmente) da Europa, em segundo ou terceiro patamar, dependendo de como você quiser configurar o primeiro. E parecia que colocaria isso em prática no primeiro tempo, quando Hojlund abriu o placar com um belo gol, tocando por cima do goleiro Igor Shatskiy, após belo lançamento de Simon Kjaer. Ampliou, aos 36 minutos, pegando um rebote dentro da área, após um tremendo bate e rebate.

Um pênalti na metade do segundo tempo começou a mudar o panorama. E um daqueles pênaltis que dá para discutir. Jonas Wind errou a cabeçada para cortar um escanteio, e a bola acabou pegando em seu braço, quase no ombro. Baktyiar Zanyutdinov cobrou bem e descontou. A Dinamarca ainda segurou a vitória por um bom tempo, até os 41 minutos, quando Askhat Tagybergen encontrou o empate com um golaço. Ele dominou pela meia esquerda e soltou a perna. Um chute venenoso que foi abrindo até morrer na lateral das redes de Kasper Schmeichel.

O Cazaquistão aproveitou o embalo e conseguiu a vitória com Abat Aimbetov, que apareceu nas costas de Jens Stryger Larsen para cabecear o cruzamento de Yan Vorogovskiy e fazer um pouco de história para a sua seleção.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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