De novo, Portugal faz uma partida dominante, mas tropeça pela falta de eficiência
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Por aquilo que apresentou em seus dois primeiros jogos, Portugal desponta como uma das seleções mais ofensivas desta Eurocopa. Mas a menos eficiente. E, como o que vale no futebol é “bola na casinha”, os tugas correm risco na competição, depois de dois empates consecutivos. Nenhum outro time arriscou mais a gol até o momento: foram 49 arremates, bem mais do que França, Espanha e Croácia, em segundo no quesito, com 36 finalizações cada. Somente neste sábado, contra a Áustria, foram 23 tentativas. Contudo, a Seleção das Quinas parou na atuação inspirada do goleiro Robert Almer, assim como nas traves. Nada suficiente para ir além do 0 a 0 no Parc des Princes.
Portugal enfrentou as mesmas dificuldades que já tinha encontrado contra a Islândia, na estreia. A Áustria se fechou bem na defesa, com nove jogadores formando um paredão à frente da área. Ainda assim, os portugueses conseguiam encontrar espaços para arriscar, especialmente pelo lado esquerdo do ataque, com André Gomes. Só que a pontaria falhou nos melhores momentos. Almer parou uma bomba de Nani, pouco antes de Cristiano Ronaldo errar o alvo por centímetros. Já aos 29, na melhor oportunidade da etapa inicial, Nani cabeceou sozinho e acertou a trave.
A Áustria jogava por uma bola. E ela quase veio no primeiro lance do segundo tempo, com Rui Patrício parando o chute de Ilsanker. Depois disso, contudo, só deu Portugal, se impondo na posse e no bombardeio. Foi quando Cristiano Ronaldo começou a chamar mais a responsabilidade. E quando Almer se destacou mais, operando duas grandes defesas para impedir o artilheiro. Fernando Santos, por sua vez, demorou a mexer, sem demonstrar tanta confiança nas opções que tinha no banco.
Já o momento decisivo do jogo aconteceu aos 33 minutos da etapa final. Hinteregger abraçou Cristiano Ronaldo na área e o derrubou. Pênalti que o camisa 7 não aproveitou. A cobrança caprichosa bateu na trave, valendo a comemoração efusiva dos austríacos. Depois disso, Portugal se perdeu em campo. Começou a insistir nas bolas aéreas, sistematicamente afastadas pelos adversários. Quando Cristiano Ronaldo finalmente balançou as redes, completando de cabeça uma cobrança de falta, a arbitragem marcou corretamente o impedimento.
Ainda há mais uma partida na fase de grupos e, embora a Hungria seja líder do grupo, Portugal possui um time melhor para o confronto com os magiares. Resta saber se o ataque, enfim, vai corroborar esta superioridade em gols. Mesmo que até três times possam avançar por chave, a situação dos tugas é delicada. Mais do que se impor e martelar, a equipe de Fernando Santos precisa de eficiência na frente do gol. Algo que faltou, e muito, depois de dois resultados decepcionantes.
Portugal 0x0 Áustria
Portugal: Rui Patrício, Vieirinha, Pepe, Ricardo Carvalho e Raphaël Guerreiro; Ricardo Quaresma (João Mário), William Carvalho, João Moutinho e André Gomes (Éder); Cristiano Ronaldo e Nani (Rafa Silva). Técnico: Fernando Santos.
Áustria: Almer, Klein, Prödl, Hinteregger e Fuchs; Ilsanker (Wimmer) e Baumgartlinger; Sabitzer (Hinterseer), Alaba (Schöpf) e Arnautovic; Harnik. Técnico: Marcel Koler