Esqueçam a Superliga da Europa… Pelo menos por enquanto
Quando o papo da criação de uma superliga europeia veio à tona, lá no início dos anos 2000, não teve torcedor que não ficou ao menos curioso para saber como funcionaria. A proposta era a de reunir as maiores forças do continente em uma competição anual e que ocupasse o calendário europeu. A concretização dela, no entanto, passou longe de acontecer, mas por diversas vezes a ideia foi reerguida desde que foi exposta pela primeira vez, indicando que a qualquer momento a tal Superliga da Europa poderia tomar corpo. Esta semana, porém, Karl-Heinz Rummenigge, gerente-executivo do Bayern de Munique, presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA) e um dos defensores da criação da superliga, revogou a ideia de um novo campeonato entre clubes europeus. Pelo menos por enquanto, já que as transformações na Champions League a partir de 2018 agradam.
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“Nós concordamos plenamente com a reforma do ciclo de 2018 a 2021 da Champions League. Temos um projeto em comum para defender”, disse Rummenigge após conversas em Atenas com o diretor de competições da Uefa, Giorgio Marchetti, e representantes dos clubes-membros da ECA. “Estamos satisfeitos com a mudança no formato da competição. Estamos felizes em permanecer debaixo do guarda-chuva da Uefa. Portanto, não há mais discussão sobre a Superliga europeia”, complementou. A fala do dirigente vem uma semana após a entidade que cuida do futebol europeu ter se oposto à ideia da competição com os 20 principais times da Europa, que seria realizada de maneira independente e como um jeito de contrariar a forma como são montados os dois torneios entre clubes europeus. Além de que, claro, a superliga encheria os cofres das agremiações diretamente, e isso seria ótimo para os clubes que têm mais dificuldade de prosperar financeiramente.
Rummenigge elogiou as reformas promovidas pela Uefa na estrutura da Champions e falou sobre o benefício que elas trarão para todos os times, não somente os mais poderosos e gloriosos. “As equipes medianas são as que mais se beneficiarão com isso. É uma decisão justa, qualitativa e séria, que fala sobre a nossa solidariedade no futebol europeu. A reforma vai fazer a Champions League mais emocionante e ainda mais forte do que antes “, afirmou. O cartola, no entanto, encerrou seu discurso pedindo que a Fifa e que a Uefa reduzissem seu número de competições, já que o calendário anual do jeito que está “acaba causando muito estresse nos jogadores”.



