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Estados Unidos ainda tem um longo caminho, mas chegar à Copa ainda é bem possível

O temor dos Estados Unidos ficar fora da Copa segue vivo, embora não tão forte. Os americanos empataram por 1 a 1 com o Panamá fora de casa na noite de terça e continuam fora da zona de classificação direta nas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2018. Mais que o resultado, o que preocupa é a atuação do time. O resultado, por si, não seria tão ruim em uma situação comum, mas vindo de duas derrotas e só uma vitória, era importante vencer. Ofensivamente, o time pouco produziu. Defensivamente, sofreu um gol patético. E a ameaça de não ir à Copa segue.

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O técnico Bruce Arena reestreou pela seleção dos Estados Unidos na rodada passada das Eliminatórias, na quinta, com uma goleada por 6 a 0 sobre Honduras. O otimismo foi às alturas, mas o jogo com o Panamá, na Cidade do Panamá, colocou os pés dos americanos no chão novamente. O time está longe de funcionar bem. Com quatro rodadas disputadas, o time segue com uma vitória, um empate e duas derrotas, ambas ainda com o treinador Jürgen Klinsmann, demitido após o péssimo início.

A vitória contra o Panamá era muito importante porque os adversários são justamente os terceiros colocados. Se vencessem, os americanos chegariam a seis pontos e deixariam os panamenhos com quatro. Assumiriam, portanto a terceira posição na tabela. México, com 10 pontos, e Costa Rica, com sete, estão bem encaminhados. O que pesou contra também foram os desfalques. Christian Pulisic segue como o grande destaque e é a aposta para os Estados Unidos na Copa – se, claro, chegarem até lá, como devem chegar. É um jogador que pode decidir jogos. Dempsey é o artilheiro das Eliminatórias da Concacaf até aqui, com quatro gols, e também segue sendo muito útil.

A linha defensiva americana estava completamente desfalcada e isso pesa. Ainda mais levando um gol de arremesso lateral que a zaga se atrapalhou tanto. Graham Zusi, que é bom jogador, atuou improvisado de lateral e não foi nada bem. Jorge Villafaña também não foi bem pela esquerda. O time precisará de mais criatividade no meio, porque Bradley e Jones, embora experientes e tecnicamente bons, não conseguem fazer isso.

Altidore segue como um jogador que não parece ter capacidade de ser titular da seleção americana. Será preciso arranjar um outro jogador para atuar por ali. Mas com a volta de Johnson, Yedlin, John Anthony Brooks, Geoff Cameron e Bobby Wood podem ajudar muito os americanos a serem um time melhor, tecnicamente, e mais capaz de dominar e vencer adversários mais fracos, como o próprio Panamá.

Só que não há motivo para se desesperar. Os Estados Unidos terão mais três jogos em casa nestas Eliminatórias: Costa Rica, Panamá e Trinidad e Tobago. Se vencer os três jogos, o time está na Copa do Mundo. Não é, de fato, desesperador. Os jogos fora de casa serão México, Honduras e Trinidad e Tobago. Ou seja: os americanos terão dois confrontos com os trinitinos, os últimos colocados (três pontos em quatro jogos). Aliás, conseguiram com uma vitória diante do Panamá.

Bruce Arena tem tudo para melhorar o time. Empatar com o Panamá não seria desastroso se o início dos americanos não fosse tão ruim. Então é possível imaginar que o time vá crescer, melhorar e ficar com uma das três vagas que levam à Copa. Ficar em quarto é um risco, porque aí tem a repescagem pela frente. Este ano, a Concacaf irá enfrentar um time da AFC. Com a situação de momento, Austrália e Uzbequistão duelariam na Ásia por uma vaga nesta repescagem contra os americanos. Seria bom não arriscar.

México de Osorio nada de braçada

México venceu Trinidad e Tobago fora de casa (Photo by Ashley Allen/LatinContent/Getty Images)
México venceu Trinidad e Tobago fora de casa (Photo by Ashley Allen/LatinContent/Getty Images)

A rodada também teve confronto do primeiro com o segundo colocado. O México viajou até Trinidad e Tobago e venceu o time da casa por 1 a 0, gol de Diego Reyes. O time já tinha vencido, na última quinta, a Costa Rica em casa por 2 a 0.

Com 10 pontos em quatro jogos, o time tem a classificação bem encaminhada, diferente da última Copa. Naquelas Eliminatórias, o México só conseguiu uma vaga na repescagem na última rodada, graças aos Estados Unidos. Na repescagem, os mexicanos venceram com facilidade e garantiram a viagem ao Brasil. Aliás, acabaram no nosso grupo e fizeram um jogo duro em Fortaleza que acabou em um 0 a 0, no dia que o Castelão pareceu o Azteca e o Brasil se sentiu fora de casa.

A vaga não está garantida, mas o México pode já pensar na Rússia, porque tem tudo para estar lá. Enquanto isso, Panamá, Estados Unidos e Honduras devem brigar para ficarem com a terceira vaga, direta, e a quarta, que leva à repescagem.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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