Europa

Diego Costa: ‘Joguei pela Espanha, mas nunca deixei de me sentir um estrangeiro’

Centroavante relembra decisão de jogar por La Roja em meio à interesse da seleção brasileira para Copa do Mundo de 2014

Em alta no início de LaLiga em 2013/14, Diego Costa caminhava a passos largos rumo à Copa do Mundo, mas, em outubro daquele ano, a dúvida do centroavante era qual camisa vestir: a da seleção brasileira, ou da espanhola?

Mesmo tendo disputado dois amistosos pelo país de origem meses antes, Diego Costa escolheu se naturalizar à nação espanhola, onde disputou os Mundiais de 2014 e 2018. Entretanto, mesmo com uma história sólida na Espanha, o atacante se sentia diferente de seus companheiros.

Durante participação no podcast “El camino de Mario”, de Mario Suarez, com quem dividiu o vestiário no Atlético de Madrid, o jogador de 37 anos foi sincero ao compartilhar sua experiência de jogar por La Roja em detrimento da Amarelinha.

— Joguei pela Espanha, mas nunca deixei de me sentir um estrangeiro — admitiu Diego Costa.

Ao todo, o centroavante fez 24 jogos oficiais e 10 gols pela seleção espanhola, incluindo amistosos, Eliminatórias para Copa do Mundo e para Eurocopa.

Por que Diego Costa trocou Brasil pela Espanha?

Nascido em Lagarto, no Sergipe, Diego Costa se profissionalizou no futebol europeu, tanto que fez sua estreia pelo Braga, em 2006. No ano seguinte, o atacante trocou Portugal pela Espanha ao assinar com os Colchoneros, onde acumulou empréstimos até se destacar.

Diego Costa chegou a jogar pelo Brasil em amistosos de março de 2013 (Foto: Imago)
Diego Costa chegou a jogar pelo Brasil em amistosos de março de 2013 (Foto: Imago)

Em março de 2013, Diego Costa foi convocado por Felipão para os amistosos contra Itália e Rússia. Como substituto saindo do banco de reservas, ele jogou 40 minutos, porém, as atuações não foram suficientes para render uma vaga para a Copa das Confederações, vencida pelo Brasil.

Enquanto os brasileiros ainda buscavam por um camisa 9 para o Mundial, Diego Costa manifestou interesse em representar a equipe de Vicente del Bosque. As regras da Fifa para esses casos eram diferentes de hoje.

À época, o centroavante era o artilheiro do campeonato com 11 gols em 10 partidas pelo Atlético de Madrid, à frente de Lionel Messi, no Barcelona, e Cristiano Ronaldo, no Real Madrid.

Ciente da possibilidade de perder o goleador para a campeã da Copa do Mundo em 2010, a seleção brasileira chegou a chamar Diego Costa às pressas para os amistosos contra Chile e Honduras, que seriam disputados em novembro. Só que o atacante definiu, em outubro, que sua prioridade eram os espanhóis.

A escolha pelos europeus causou desconforto na CBF, tanto que Carlos Alberto Parreira, então coordenador técnico, rechaçou a chance de tentar fazer com que o centroavante mudasse de ideia. Em coletiva posterior, o treinador da Seleção criticou Diego Costa por “dar as costas” para a pentacampeã do mundo.

No final, o atacante acabou eliminado com a Espanha ainda na fase de grupos do Mundial sem balançar as redes. Já o Brasil, que tinha Fred, do Fluminense, e , do Atlético-MG, como referências de área, foi goleado pela Alemanha por 7 a 1 na semifinal.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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