Europa

18 times que fazem um início de temporada excepcional nas ligas europeias

Aproveitamos a pausa da Data Fifa para destacar 18 times que começam a temporada com expectativas altas na Europa

A Data Fifa é um momento de pausa importante para os clubes europeus, especialmente para manter os acertos de um bom trabalho. As ligas nacionais ainda estão no início, mas é possível destacar vários times que conseguem superar os prognósticos iniciais. Equipes que não eram tão cotadas, mas que, por enquanto, brigam pelas cabeças. E há inúmeros exemplos espalhados pelo continente. Abaixo, destacamos 18 times das grandes ligas e também de competições secundárias.

Falamos principalmente sobre quem eleva o patamar em relação aos últimos anos, ainda que algumas sensações mantenham um nível alto em relação ao que já vinham fazendo – como Brighton e Aston Villa, não mencionados nesta lista por não serem exatamente uma novidade em relação a 2022/23. A ideia é apresentar times que ou estavam fora do radar ou que superam muito as expectativas ou que ainda podem quebrar grandes hegemonias e grandes jejuns. Confira:

Jogadores do Tottenham celebram (Icon Sport)

Tottenham

O Tottenham não é um clube de investimentos modestos, ainda que abaixo de outros concorrentes no Big Six da Premier League. O que destaca os Spurs é a transformação do cenário, especialmente depois de uma última temporada desoladora, em que o time parecia à deriva no fim da passagem de Antonio Conte. Ange Postecoglou chegou como uma aposta no comando e renovou completamente o cenário, com uma equipe de jogo vistoso e muito mais tranquilidade nos vestiários. Nem mesmo a venda de Harry Kane atrapalhou as ambições dos londrinos, que se reconstruíram a partir de reforços com os pés no chão, mas que se adaptam rapidamente. Resultado disso é uma campanha excelente, de 20 pontos em oito rodadas, com o topo da tabela compartilhado ao lado do Arsenal. Son Heung-min segue como uma liderança clara em campo, deslocado como centroavante. James Maddison não levou tempo para se transformar em maestro. Enquanto isso, muitos dos novatos desabrocham, a exemplo de Micky van de Ven e Destiny Udogie. Destaque também a jogadores que já estavam no grupo e passaram a render muito mais, como Pape Matar Sarr e Yves Bissouma.

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Fenerbahçe

O Fenerbahçe está com 100% de aproveitamento na temporada. E o desempenho impecável leva em conta não apenas os resultados no Campeonato Turco, com 24 pontos em oito rodadas, mas também os oito triunfos na Conference League. Os Canários podem ser uma potência local, mas não vencem a Süper Lig há quase dez anos. Parece o momento certo de encerrar o jejum, ainda que o Galatasaray venha muito forte e esteja no encalço, com 22 pontos. O mercado do Fener esteve entre os melhores da Europa. Dusan Tadic e Edin Dzeko são as novas referências do time, que ainda ganhou bons nomes como Dominik Livakovic, Fred e Sebastian Szymanski. Olho também em quem já estava lá, como o lateral Ferdi Kadioglu e o volante Ismail Yüksek. É um baita início de trabalho do técnico Ismail Kartal, que possui uma longa história com o clube, desde os tempos de jogador e também de assistente. Agora, parece capaz de garantir o tão esperado troféu no Campeonato Turco, mesmo que os principais clássicos ainda não tenham ocorrido.

PSV

A Eredivisie começa com o Ajax amargando a zona de rebaixamento, mas é preciso exaltar o excelente trabalho dos quatro primeiros colocados. Todos eles somam de 20 a 24 pontos, com boas largadas de Feyenoord, Twente e AZ. Porém, o único com 100% de aproveitamento é o PSV, somando oito vitórias em oito partidas. Peter Bosz pode gerar desconfianças por outros trabalhos, mas conseguiu 27 gols anotados e só dois sofridos neste início fantástico. Ainda faltam confrontos de mais peso, mas o time já emplacou quatro goleadas por 4 a 0 nesta arrancada. A classificação para a fase de grupos da Champions também referenda os Boeren. Luuk de Jong atravessa um momento inspirado, com sete gols e cinco assistências na liga. Muita gente participa desse volume de gols dos alvirrubros, com menções também a Noa Lang, Joey Veerman e Johan Bakayoko. Mais atrás, figuras como Jordan Teze e Olivier Boscagli seguram as pontas. Os confrontos diretos ainda podem ser determinantes, mas por enquanto o PSV é perfeito em sua proposta.

(Icon Sport)

Monaco

O Monaco também passou por uma mudança de comando nesta temporada, ao trazer Adi Hütter para o principado. E os resultados do novo treinador são imediatos, com uma ideia de jogo bem assimilada e aproveitamento consistente nestas primeiras rodadas. Os alvirrubros ocupam a liderança da Ligue 1, com 17 pontos. É uma disputa apertada, mas que já inclui vitórias contra oponentes como Lens, Olympique de Marseille e Stade de Reims. A única derrota aconteceu apenas num clássico maluco com o Nice. Hütter mantém seu esquema tradicional com alas, o que vinha garantindo destaque a Vanderson e Caio Henrique – apesar das lesões. O time possui uma mescla interessante entre jovens e nomes mais tarimbados, exemplificada pela dupla de ataque formada por Wissam Ben Yedder e Folarin Balogun. Outros como Philipp Köhn, Ismail Jakobs, Takumi Minamino, Youssouf Fofana e Aleksandr Golovin também começam em alta. Será necessária regularidade contra adversários que têm elencos mais badalados, mas o começo promete.

Brest

A situação aberta da Ligue 1 permitiu que o Brest ocupasse a liderança por uma rodada. A equipe caiu de ritmo nas partidas mais recentes, com empates contra Nice e Toulouse, mas ainda assim possui vitórias contra Lens, Stade de Reims e Lyon em seu cartel. Nada mal para quem vem de um 14° lugar e agora aparece na quarta posição, na briga por Champions. O técnico Éric Roy chegou com o time justamente na zona de rebaixamento, na virada dos turnos da última temporada, e conseguiu um crescimento que agora ganha notabilidade. Já em campo, o camisa 10 Romain del Castillo lidera os ótimos resultados, como principal inspiração ofensiva. O goleiro Marco Bizot e o volante Pierre Lees-Melou são outros destaques, num clube que buscou vários jovens na última janela de transferências. O efeito inicial é positivo.

Bayer Leverkusen

O Bayer Leverkusen é uma das sensações da temporada, e com todos os motivos. Basta sentar diante da televisão e assistir ao time de Xabi Alonso para se empolgar, com um futebol bastante vertical e ofensivo. A liderança da Bundesliga não é por acaso, diante da qualidade dos jogos de uma equipe que venceu o RB Leipzig e poderia ter ido além do empate contra o Bayern de Munique. Há uma transformação clara na BayArena, em relação ao quadro que começou o campeonato passado ameaçado pelo rebaixamento, e que vai além de seu elogiado treinador. A começar pela recuperação de talentos e o crescimento de jogadores nas mãos do comandante. Jérémie Frimpong e Exequiel Palacios são dois que deram saltos notáveis, enquanto a volta do lesionado Florian Wirtz foi importantíssima. Além do mais, os Aspirinas foram excepcionais no mercado. A perda de Moussa Diaby não pesou. Foram várias pechinchas na janela de transferências, com destaque à capacidade de convencer talentos como Granit Xhaka, Jonas Hofmann e Alejandro Grimaldo. Victor Boniface se tornou um achado, por um preço módico, antes de se tornar um dos maiores temores dos beques na Alemanha.

(Icon Sport)

Stuttgart

O Stuttgart lutou contra o rebaixamento na temporada passada e se safou por pouco, com a necessidade de disputar os playoffs de salvação. Porém, a equipe já vinha dando sinais positivos desde a chegada de Sebastian Hoeness ao comando técnico. E, ainda que se esperasse uma campanha mais segura na atual temporada, o nível de desempenho se sai muito melhor do que a encomenda. Os suábios ocupam a vice-liderança, com só uma derrota para o Leipzig e seis vitórias – incluindo até uma goleada sobre o Freiburg. Nada mal para quem perdeu três jogadores centrais, como Wataru Endo, Kostas Mavropanos e Borna Sosa. Serhou Guirassy faz chover no ataque. O início de 13 gols em sete rodadas é inédito na Bundesliga, algo que nem Gerd Müller ou Robert Lewandowski conseguiram. Impressiona a frieza do guineense nas definições, com alguns golaços. Mas ele não está sozinho, claro. Chris Führich é um dos melhores pontas da Alemanha na atualidade e oferece frequentes assistências. Alexandre Nübel dá conta do recado no gol, enquanto outros nomes que merecem elogios são Angelo Stiller, Hiroki Ito e Waldemar Anton. Não dá para saber se os alvirrubros manterão a toada, mas apenas a distância da rabeira já é um alívio.

Sturm Graz

O Campeonato Austríaco possui uma das hegemonias mais difíceis de se quebrar na Europa. Não é apenas que o Red Bull Salzburg tem mais dinheiro, mas também sobra na capacidade de formar talentos. O Sturm Graz, no entanto, parece empenhado em romper o ciclo na Bundesliga. Os alvinegros aparecem na primeira colocação, com 24 pontos em dez rodadas, um a mais que os Touros Vermelhos. O primeiro confronto direto aconteceu em Graz, com empate por 2 a 2. O Sturm está invicto na campanha, com triunfos sobre Austria Viena e LASK Linz em sua contagem. É uma competição que não oferece muita margem de erro. O técnico Christian Ilzer está no clube desde 2020 e liderou a conquista da última Copa da Áustria. Já entre os destaques aparecem nomes como Szymon Wlodarczyk, Otar Kiteishvili e Manprit Sarkaria no ataque, além do goleiro Kjell Scherpen.

Lokomotiv Plovdiv

A maior hegemonia da Europa atualmente se vive no Campeonato Búlgaro. E o reinado do Ludogorets parece mais ameaçado do que nunca. Se na temporada passada quase os alviverdes não conseguiram o 12° troféu consecutivo, desta vez se encontram em crise e tomaram até um 7 a 1 do Nordsjaelland na Conference League. Melhor para o Lokomotiv Plovdiv, que lidera com 30 pontos, uma vantagem de sete sobre os multicampeões, embora o Cherno More apareça na cola. O Loko até perdeu fôlego nas rodadas recentes, inclusive por uma derrota para o CSKA Sofia, mas chegou a ganhar nove partidas consecutivas no começo da campanha. Alguns brasileiros aparecem entre os destaques, com a liderança de Giovanny no ataque, além de Léo Sena e Ewandro Costa mais atrás. O Lokomotiv não é campeão desde 2003/04, enquanto o Cherno More persegue uma taça que não vem desde 1937/38, quando ainda se chamava Ticha.

(Icon Sport)

Girona

O Girona vinha de uma boa campanha por La Liga, em que sonhou com a vaga nas competições continentais até o final. O mercado de transferências significou algumas perdas importantes, mas os catalães foram ainda melhores nas contratações. E o rendimento fantástico deu até a liderança aos alvirrubros por uma rodada em 2023/24, apesar da derrota para o Real Madrid que os tirou do topo. De qualquer maneira, essa arrancada deixa o Girona como um candidato à Champions. O técnico Míchel realiza um trabalho exemplar desde a segunda divisão. Já dentro de campo, há bons talentos à disposição dos catalães. As laterais se destacam com Arnau Martínez e Miguel Gutiérrez, além do brasileiro Yan Couto também servindo como um curinga. A zaga ganhou Eric García e Daley Blind. Aleix García e Yangel Herrera são ótimos no meio-campo. Já o melhor do time está nas pontas, com Viktor Tsygankov e especialmente Savinho, este entre os melhores de La Liga até o momento. O brasileiro é um terror nos dribles, especialmente no mano a mano. Na frente, Artem Dovbyk chegou para garantir gols. Dá para entender a empolgação.

Rijeka

O Dinamo Zagreb é outro clube que dificilmente perde o troféu no Campeonato Croata. Desde 2005/06, apenas um título não ficou nas mãos do clube da capital: em 2016/17, quando o Rijeka foi o campeão. É o clube do noroeste do país que lidera na pausa da Data Fifa, com 22 pontos, contra 21 do Hajduk Split e 19 do Dinamo. O grande resultado do Rijeka veio na rodada passada, ao ganhar exatamente do Hajduk por 1 a 0 dentro de casa e tomar a liderança. No primeiro turno, porém, a equipe havia perdido os dois confrontos diretos. Zeljko Sopic dirige o time que ganhou o reforço do rodado Marko Pjaca na atual temporada. Por enquanto, os meias Niko Jankovic e Toni Fruk são as duas grandes armas ofensivas da equipe. O único título nacional do Rijeka é exatamente aquele de 2016/17, com sete vices no Campeonato Croata. Já o Hajduk Split não fatura a liga desde 2004/05.

Partizan Belgrado

O Campeonato Sérvio também virou de um time só nos últimos anos. O Estrela Vermelha vive uma sequência de seis títulos, a maior de sua história, que ainda pode se tornar a maior da história do campeonato com mais uma taça. Será missão do Partizan Belgrado tentar evitar o feito inédito dos rivais, num jejum que vem desde 2016/17. Os alvinegros lideram com 25 pontos em nove rodadas, quatro a mais que os alvirrubros – com o ascendente TSC Backa Topola cinco pontos atrás. Igor Duljaj é o treinador, em seus primeiros trabalhos da carreira. Já entre os destaques do time está o brasileiro Matheus Saldanha, centroavante trazido do JEF United Chiba, autor de seis gols e três assistências. Outro nome notável é do interminável Bibras Natcho no meio-campo. O clássico contra o Estrela Vermelha pelo primeiro turno ainda não aconteceu e serve sempre como um bom termômetro, até pela influência dos confrontos diretos numa liga de poucos pontos perdidos pelas forças principais.

(Icon Sport)

Fiorentina

A Fiorentina não é exatamente uma novidade por seu desempenho. A Viola disputou a final da última Conference League e teve bons momentos na Serie A passada, apesar da demora para pegar no tranco. Desta vez, Vincenzo Italiano consegue uma excelente largada, com sua bem treinada e agressiva equipe. Os violetas ainda não conseguem acompanhar a dupla de Milão, num ritmo muito forte, mas aparecem dentro do G-4 com 17 pontos. O resultado principal aconteceu antes da pausa para a Data Fifa, com uma emblemática vitória sobre o Napoli dentro do Estádio Diego Armando Maradona, afundando um pouco mais os atuais campeões em seu momento de incerteza. Protagonistas deixaram Florença, sobretudo Arthur Cabral e Sofyan Amrabat. Nico González vive um momento espetacular com seus gols frequentes, enquanto Giacomo Bonaventura também faz grandes partidas no meio-campo. Outros como Pietro Terracciano, Lucas Martínez Quarta e Michael Kayode estão em alta, com menção ainda à recuperação de Arthur Melo, enfim apresentando consistência depois de tantas temporadas em baixa na Europa.

Frosinone

O oitavo lugar na tabela pode parecer pouca coisa para grande parte dos times da Serie A. Ao Frosinone, é um resultado espetacular, já com 12 pontos somados em oito rodadas. Os atuais campeões da Serie B eram vistos como favoritos ao rebaixamento e conseguem negar os prognósticos. Eusebio Di Francesco garantiu alguns excelentes resultados, com direito a vitórias sobre Atalanta e Sassuolo, além do empate contra a própria Fiorentina. E os Canarini também ofereceram algumas das melhores atuações individuais desse início de Italianão. O clube buscou muitos jogadores emprestados, em especial garotos de destaque em clubes de peso. O principal talento nesta largada é Matías Soulé, cedido pela Juventus e pronto a ambições maiores. Reinier é outro que começa a mostrar serviço, enquanto há a opção de Kayo Jorge. Olho ainda em jogadores menos renomados, como o goleiro Stefano Turati e o volante Luca Mazzitelli. Por enquanto, a arrancada dos azarões soa como um verdadeiro conto de fadas.

FCSB

O FCSB é o antigo Steaua Bucareste, que não pode mais usar seu nome histórico por questões legais – embora mantenha a torcida e o legado do campeão europeu de 1986. Os tempos recentes, contudo, são de seca para o clube. O último título no Campeonato Romeno aconteceu em 2014/15, enquanto a gestão caótica de Gigi Becali sempre sabota o próprio time. Desta vez, porém, a equipe de Bucareste imprime um ritmo muito intenso para reconquistar o troféu. São 29 pontos em 12 rodadas, o que confere uma vantagem de três pontos, mesmo que o Romenão possua uma fase final. Os triunfos sobre U Craiova, Cluj e o rival Dinamo logo de cara consolidaram o desempenho, enquanto também derrotou o atual campeão Farul Constanta, de começo instável desta vez. O técnico é Ilias Charalampous, jovem de 43 anos mais conhecido por seus tempos como jogador da seleção do Chipre. Já a equipe conta com o talento do ponta Florinel Coman, além dos gols do meia Darius Olaru para largar tão bem. Olho ainda no jovem Octavian Popescu, que aos 20 anos já constrói sua história na seleção adulta.

Sporting

O Sporting passou por sucessivas perdas no mercado de transferências e, até por isso, não conseguiu sustentar a toada em relação ao último título. Os leoninos, em compensação, asseguraram a permanência de Rúben Amorim no comando. Com um dos melhores treinadores fora das cinco grandes ligas, a equipe redescobre sua força na atual edição do Campeonato Português. São 22 pontos em oito rodadas, à frente do Benfica mesmo com a badalação maior ao redor dos rivais. A tabela, entretanto, ainda não providenciou os principais embates aos alviverdes. Os investimentos no mercado de transferências dão resultados. Os sportinguistas gastaram alto para os seus padrões, com Viktor Gyökeres e Morten Hjulmand, que correspondem – em especial o atacante, autor de seis gols na liga nacional. Também continuam importantes figuras como Hidemasa Morita, Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio e Sebastián Coates. Mesmo Paulinho consegue se recuperar, enquanto Ousmane Diomande pinta como revelação na zaga.

Union St. Gilloise

Agora vai? É a pergunta que fica para a Union St. Gilloise, que possui 11 títulos no Campeonato Belga, mas não leva a taça desde 1934/35. A ascensão do clube nos últimos anos é marcante, especialmente após o acesso em 2020/21, quando encerrou um hiato de 48 anos fora da elite. O time começou muito bem em 2021/22, mas perdeu o fôlego e terminou com o vice. Já em 2022/23, a taça escapou na rodada maluca que consagrou o Royal Antwerp. O atual mercado levou muitos destaques, sobretudo Victor Boniface e Teddy Teuma. Mesmo assim, o clube é bem gerido por Tony Bloom, também proprietário do Brighton. A USG lidera o Campeonato Belga com 22 pontos em dez rodadas, com Anderlecht e Gent na cola. O alemão Alexander Blessin assumiu o comando e vê novos protagonistas pintarem. O atacante Mohamed Amoura e o meia Cameron Puertas aparecem entre as revelações recentes. Um desafio será conciliar a campanha com a fase de grupos da Liga Europa.

Kryvbas Kryvyi Rih

O Campeonato Ucraniano continua realizado de maneira bastante limitada, em meio à guerra no país, com jogos concentrados em poucas cidades e adiamentos causados pelos conflitos. Fica a margem para surpresas, por mais que o Shakhtar Donetsk continue como equipe mais forte. Ainda assim, quem lidera no momento é o Kryvbas Kryvyi Rih, com um jogo a mais, mas louváveis 20 pontos em dez rodadas. A equipe fundada em 2020 é herdeira do antigo Kryvbas, figurante costumeiro do Campeonato Ucraniano em suas primeiras décadas, mas que fechou as portas em 2013. Apesar de certa tradição, o clube original nunca passou da terceira colocação na liga, restrito a um vice na copa e a um troféu na segunda divisão. Nesta atual encarnação, o time voltou à elite na temporada passada e ficou no sétimo lugar. Seu técnico é um figurão: Yuriy Vernydub, reconhecido por um trabalho espetacular no Zorya Luhansk e depois por levar o Sheriff Tiraspol à fase de grupos da Champions, vencendo o Real Madrid no Bernabéu. O comandante voltou para a Ucrânia a fim de participar dos combates, antes de assumir o Kryvbas em junho de 2022.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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