Europa

‘Se Cristiano Ronaldo fosse de chocolate, ele comeria a si mesmo’

Van der Vaart revela histórias de vestiário no Real Madrid e comenta o ego e o profissionalismo do astro português

Rafael van der Vaart, um dos talentosos meias holandeses da última década, voltou a falar sobre sua temporada ao lado de Cristiano Ronaldo no Real Madrid, revelando bastidores que misturam admiração, surpresa e um toque de provocação.

Em entrevista ao canal holandês “SBS6”, o ex-jogador detalhou como o português era ao mesmo tempo um colega reservado, um profissional obcecado por desempenho e alguém excepcionalmente atento à própria aparência.

O ex-Tottenham e Real Madrid compartilhou atitudes que mostram não apenas o comportamento diário de CR7 no vestiário, mas também a percepção que os companheiros tinham da personalidade do craque. Van der Vaart foi direto: o ego do atual astro do Al-Nassr sempre chamou atenção, embora estivesse acompanhado de um nível de dedicação raríssimo.

A obsessão de Cristiano Ronaldo com aparência e rotina isolada

Van der Vaart descreveu Cristiano como um colega cordial, porém distante. Segundo ele, o camisa 7 vivia em sua própria rotina, quase sempre isolado do restante do elenco.

“Ele era um colega muito legal, mas não o víamos muito. Estava sempre focado em si mesmo”, afirmou. Foi nesse contexto que o holandês relembrou a piada que gerou repercussão — especialmente em Portugal.

Cristiano Ronaldo comemora gol de Portugal
Cristiano Ronaldo comemora gol de Portugal (Foto: Imago)

“Uma vez, fiz uma piada dizendo que ele era o único jogador de quem eu nunca tinha visto as partes íntimas, porque ele era sempre o primeiro a chegar e o último a sair. Não gostaram muito disso em Portugal, e ele também não”, explicou.

A brincadeira veio acompanhada de outro detalhe que ele garante nunca ter esquecido: “Ele tinha mais cremes na bolsa do que todos nós juntos. Era muito bizarro.”

Mesmo com as tiradas, Van der Vaart deixou claro que tudo isso fazia parte da personalidade singular de Cristiano. Reforçou que o ex-companheiro era um atleta que tratava o próprio corpo como instrumento de trabalho e, por isso, levava seu cuidado ao extremo.

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Profissionalismo absoluto e um ego do tamanho do talento

Apesar de brincar com o ex-companheiro, Van der Vaart não poupou elogios ao profissionalismo do português.

“Ele era um fenômeno, preste atenção. Se não marcasse, ficava mal-humorado. No entanto, poder treinar com ele todos os dias e ver o que ele fazia… Eu, em comparação, não fazia nem cinco por cento”, admitiu.

A devoção de Cristiano Ronaldo ao rendimento e à imagem sempre alimentou discussões públicas sobre seu ego. E quando o atacante comparou sua relevância global à de David Beckham em recente entrevista a Piers Morgan, muitos interpretaram ironia. Van der Vaart garante que, conhecendo o ex-colega, não havia nenhuma:

“Não, nada disso. Se ele fosse de chocolate, ele comeria a si mesmo”, disparou o holandês.

Entre crítica, humor e reconhecimento, a fala de Van der Vaart reforça algo que atravessa toda a carreira de Cristiano Ronaldo: o equilíbrio, às vezes improvável, entre vaidade, competitividade extrema e um profissionalismo quase inatingível.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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