Champions League

Vitória sobre o Dynamo Kiev fora de casa deixa o Barcelona em boa condição para se classificar

Golaço de Ansu Fati foi o bastante para a vitória magra, mas crucial na disputa do Barcelona por uma vaga nas oitavas de final

O Barcelona venceu pela segunda vez o Dynamo Kiev, desta vez na Ucrânia, e fica em situação muito melhor pensando em classificação para a próxima fase da Champions League. O placar foi magro, 1 a 0, assim como tinha sido no Camp Nou, mas a importância dos três pontos é enorme. Com uma vitória na próxima rodada diante do Benfica, os blaugranas estarão classificados.

Foi um jogo difícil, como era de se esperar, e o futebol do clube da Catalunha não foi dos melhores, mas ao menos o time atuou coletivamente um pouco melhor. Diante de um rival que é o mais fraco da chave, o time, comandado interinamente por Sergi Barjuán, conseguiu uma segunda vitória sobre os ucranianos que é crucial. Até porque o Benfica perdeu pontos para os ucranianos.

Há um ponto importante deste time do Barcelona: a escalação de muitos jovens em campo. Entre os titulares, Nico González, 19 anos, Gavi, 17 anos, e Ansu Fati, 19 anos. Três adolescentes que o clube confia que podem ser muito importantes para o futuro próximo do clube. Isso sem falar em Óscar Mingüeza, de 22 anos, e dos que entraram no segundo tempo, Ronald Araújo, 22 anos, e Alejando Baldé, 18 anos.

A melhor notícia do jogo, porém, foi a entrada de Ousmane Dembélé. O atacante voltou a campo e conseguiu mudar o time, dando muita velocidade e tornando a equipe mais perigosa.

Primeiro tempo

O primeiro tempo em Kiev mostrou pouca coisa. O Barcelona teve bons 15 minutos iniciais, em que se colocou no campo de ataque e tentando pressionar. Só que o ritmo caiu, pareceu esfriar junto com a temperatura na Ucrânia – 7 graus, com chuva. Os ucranianos conseguiram bons lances, mas não conseguiram aproveitar.

Logo no começo do jogo, o Barcelona teve uma boa chance aos três minutos. Em uma jogada que começou na esquerda, chegou em Ansu Fati, que foi travado, e sobrou para Memphis Depay finalizar, mas também foi travado. Era uma grande chance. O camisa 9 foi o mais ativo nesses primeiros minutos em que o Barcelona foi melhor. Mas o bom momento foi efêmero.

A estratégia do Dynamo era ficar bem fechado e sair em contra-ataques. O melhor deles veio aos 32 minutos, em uma descida com Viktor Tsygankov, que cruzou rasteiro, para trás, e Mykola Shaparenko finalizou com perigo, mas a bola bateu e foi para escanteio.

Pouco depois, em uma bola que sobrou após escanteio, Carlos De Pena finalizou com força, mas o goleiro Marc-André Ter Stegen conseguiu defender. O chute não foi em cheio e ficou mais fácil para o goleiro. O perigo dos contra-ataques ucranianos continuou. Em uma jogada rápida, Carlos De Pena rolou para Shaparenko finalizar com força, mas errar o árbitro.

No final do primeiro tempo, o Barcelona até melhorou, jogou mais coletivamente, mas ainda sem conseguir criar chances claras. Perto do que o Barça já fez nessa fase de grupos, o nível foi até razoável. Dá para melhorar muito. Ao Dynamo Kiev, resta aprimorar a finalização para aproveitar as chances.

Segundo tempo

Precisando da vitória para ficar em situação tranquila, o Barcelona começou a segunda etapa mais presente no campo de ataque, mas sem conseguir fazer muito com a bola nos pés. Foram alguns cruzamentos para a área, sem causar tanto perigo, mas o time tentava causar algum perigo.

Com 18 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Barcelona. Ansu Fati foi chutar uma bola que sobrou dentro da área e acabou chutando o adversário. O VAR chamou para a revisão e o árbitro mudou a sua decisão. Nada de pênalti.

Logo depois, entrou o atacante Ousmane Dembélé, que voltava de um longo período parado por lesão. O francês, rápido e habilidoso, seria mais uma opção para melhorar o time no ataque, sofrendo diante da defesa fechada do Dynamo.

Gol de Ansu Fati

Aos 24 minutos, saiu o gol do Barcelona. Óscar Mingüeza chegou pela direita, cruzou rasteiro uma bola que ia para Dembélé, mas a defesa desviou no caminho e sobrou para Ansu Fati encher o pé, no alto, e marcou um belo gol: 1 a 0.

Em um momento melhor, o Barcelona poderia ter feito o segundo gol, especialmente porque Dembélé era um perigo toda vez que tocava na bola. O francês mostrou o quanto pode ser importante para este time, mesmo ainda longe da melhor condição física, retornando de lesão, mas já causando uma correria imensa na defesa dos ucranianos.

Saldo positivo

O que se viu em campo foi um time ainda pouco melhor que o de Ronald Koeman, mas com um senso coletivo um pouco melhor. Ainda pouco para dizer que realmente algo mudou. O que mudou, efetivamente, foi a presença de Ansu Fati por mais tempo em campo e ele faz bastante diferença. Além disso, Dembélé, que voltou, é um jogador que tem potencial para ajudar demais o ataque do clube.

Tudo indica que o Barcelona deve ter Xavi no comando em breve, ao menos se os relatos de veículos da Catalunha estiverem certos. A situação para a próxima rodada é muito melhor do que se esperava depois da pesada derrota para o Benfica na segunda rodada. O Barcelona precisa melhorar muito, mas ao menos tem alguns jogadores que dão indício que podem melhorar a equipe. Veremos os próximos passos do clube.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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