Esta é a verdade sobre o terror que a Internazionale viveu nos pênaltis
Internazionale desperdiçou três de cinco cobranças de pênaltis e deu adeus na Champions League
O gol marcado por Federico Dimarco, aos 32 minutos do primeiro tempo, pareceu encaminhar a classificação da Internazionale para as quartas de final da Champions League na última quarta-feira (13). Só parecia porque o Atlético de Madrid, em um quente Cívitas Metropolitano, buscou a virada e levou a eliminatória aos pênaltis. Nas cobranças na marca da cal, a equipe de Simone Inzaghi mostrou não estar tão preparada, seja técnica ou mentalmente, e erraram três tentativas com Alexis Sánchez, Lautaro Martínez e Davy Klassen — e há um motivo para esse desempenho pífio nas penalidades. No fim, 3 a 2 aos Colchoneros, que agora estão entre os oito melhores da Europa nesta temporada.
A verdade é que por conta das substituições em um desgastante jogo de 120 minutos, não sobraram muitos especialistas para Inzaghi escolher para bater os pênaltis e ele colocou quem mais tinha familiaridade com as cobranças a 11 metros do gol. Vale citar que familiaridade não é sinônimo de efetividade, e o trio que falhou (Alexis e Klassen pararam em Jan Oblak, enquanto Lautaro isolou) demonstrou isso ao longo da carreira. Aos 35 anos, o chileno, em média, acerta uma cobrança para errar outra (falhou em 11 de 21), já o meio-campista holandês possui desempenho ainda pior: desperdiçou cinco de 15 em toda trajetória no futebol. Desde que veste a camisa nerrazurri (2018), Lautaro demonstra dificuldades para marcar em penalidades e errou 8 de 22 tentadas.
Falando de quem acertou, Hakan Çalhanoğlu, um conhecedor da marca da cal com 36 convertidas de 40 ao longo da carreira, abriu as cobranças com uma bomba no ângulo de Oblak. Enquanto o zagueiro Francesco Acerbi, que cravou a quarta após dois erros, tinha apenas duas cobranças em toda sua trajetória profissional. O mais irônico é que o defensor italiano era o mais experiente batedor de pênaltis dentre as seis opções restantes. Ele não ficava nessa situação há mais de cinco anos, quando, pela Lazio, converteu um que ajudou a eliminar a Inter na Copa da Itália. A experiência anterior salta quase uma década atrás, em 2016, ao marcar um pelo Sassuolo.
Dos que sobraram em campo, o jovem Davide Frattesi, de 24 anos, só acertou uma cobrança na carreira profissional, pelo Monza, em 2020. Antes, pelo sub-23 do Sassuolo, converteu duas, mas ainda em 2018. O goleiro Yann Sommer e o zagueiro Yann Aurel Bisseck nunca cobraram pênaltis, enquanto o trio Stefan De Vrij, Benjamin Pavard e Matteo Darmian só tiveram essa sensação uma vez, todas elas em disputas de penalidades como a de ontem. Os dois primeiros acertaram, no caso do holandês ainda em 2012 e o francês 2017. Já Darmian errou sua única tentativa pela Eurocopa 2016, quando a Itália caiu para Alemanha nas quartas de final.
Ou seja, Inzaghi tinha nas mãos escolher entre quem tinha experiência, mesmo que negativa, ou jogadores com quase nada de histórico na marca da cal. No fim, nada deu certo para Internazionale, que agora fica apenas com a Serie A pelo restante da temporada.
Serie A será “prêmio de consolo” para Internazionale
Já campeã da Supercopa e eliminada na Copa da Itália para o Bologna de Thiago Motta, sobrou apenas um título para Inter. E não há demérito em ter “apenas” o Campeonato Italiano. A equipe ainda não venceu a competição com Inzaghi, que substituiu Antonio Conte, em 2021, quando o clube nerrazurri era o atual campeão nacional. Atualmente, eles têm praticamente nove dedos na taça pela vantagem espetacular de 16 pontos na liderança após 28 rodadas. O Milan soma apenas 59 no segundo lugar, seguido pela Juventus, com 58.
Caso (ou quando) conquiste a Serie A, a Internazionale poderá, enfim, colocar a segunda estrela em seu escudo porque será o 20º Scudetto e, na Itália, pode-se adicionar uma nova estrela a cada 10 títulos do Campeonato Italiano.



