Champions League

Tuchel ressalta postura do Chelsea diante do Real Madrid: “Não baixaram a cabeça”

Diante do maior campeão da Champions, o Chelsea de Tuchel não se intimidou, venceu e vai decidir o título contra o Manchester City, que venceu recentemente na Copa da Inglaterra

O Chelsea de Thomas Tuchel está na final da Champions League, e isso é algo que poucos esperavam, mesmo com a competência já conhecida do alemão. Vindo de uma demissão no PSG, onde teve problemas para criar alternativas táticas, apesar de ter ido à final da última Champions, Tuchel consertou rapidamente os problemas dos Blues, montou uma defesa muito difícil de ser batida e tem um ataque que, se não é um às de eficiência, consegue os gols que precisa.

O curioso é que o adversário será o Manchester City, um duelo inglês. Os dois times se enfrentaram pela semifinal da Copa da Inglaterra no dia 17 de abril, e a atuação excelente dos comandados de Tuchel rendeu vitória por 1 a 0. O gol naquele dia foi marcado por Hakim Ziyech, que só entrou no final da vitória por 2 a 0 sobre o Real Madrid, em Stamford Bridge, pela semifinal da Champions. A boa combinação de Timo Werner e Mason Mount, porém, foi algo que se viu repetido no jogo europeu.

Depois do jogo, Tuchel foi perguntado se o fato de ter vencido o Manchester City tão recentemente em um jogo eliminatório dava uma vantagem ao seu time, o Chelsea. “Não, isso não nos dá vantagem, mas nos dá uma boa sensação e nos dá confiança. Nós jogamos a semifinal no limite. Eles são uma referência e nós queremos diminuir a diferença para o Manchester City. Nós precisaremos do mesmo nível de desempenho de novo. Isso nos dá confiança, porque é o mais alto nível que você pode enfrentar”, afirmou o treinador.

“Nós chegaremos com autoconfiança e energia positiva em Istambul, e iremos chegar a Istambul para vencer, não para ser um dos participantes. Chegaremos com um claro foco para vencer”, disse o técnico alemão, enfatizando bastante o ponto sobre a busca pela vitória.

Um dos pontos cruciais deste Chelsea de Tuchel, que só tem quatro meses de trabalho desde que chegou em janeiro, é a defesa. Dos 24 jogos que disputou, em 18 não sofreu gols. “Valeu a pena cada dia até agora, eu trabalho em um clube incrível desde o primeiro dia, eu sinto um enorme apoio desde o primeiro dia e eu estou grato de estar no banco deste time. Esse foi outro desempenho energético cheio de atitude positiva e com vontade, ânimo para ir”.

“Eles nunca estiveram com a cabeça baixa. Mesmo depois dessas grandes chances, eles continuaram positivos. Nós ainda não acabamos. Estamos em duas finais agora, e o sacrifício, que eu pessoalmente dei e valeu a pena desde o primeiro dia”, afirmou o técnico. “Eu estou muito feliz com o que eu vejo. Quando eu cheguei, eu pensei individualmente e como grupo que eles estivessem fortes e tivemos um grande comportamento. Isso nunca parou. É um prazer estar nesse vestiário”.

“Nós resistimos e lutamos para sobreviver, usamos nossos corpos e muito trabalho, e se não pudéssemos superá-los jogando, os superaríamos no trabalho. Eles [os jogadores] não recuaram, nunca se frustraram, nunca vi uma mudança na mentalidade ou na linguagem corporal, foi muito positivo e muito corajoso. Não regredimos. Queríamos muito, queríamos demais”.

“Pura qualidade individual, aguentar firme, continuar com uma linguagem corporal positiva, aguentar fisicamente e a atitude mental como a de hoje, permanecer agressivo e ativo, nunca parar de tentar jogar pela segunda bola, nunca permitir que o Real nos empurrasse para a defesa, isso é realmente enorme. Estou absolutamente encantado com esse espírito, e muito crédito, grandes parabéns à equipe”.

Mason Mount comentou sobre como o Chelsea foi superior na partida e poderia ter feito ainda mais gols. “Eu nem consigo colocar em palavras.  Foi um grande desempenho. Nós provável mente deveríamos ter marcado cinco. Eu deveria ter feito uns 20 minutos antes do que eu marquei. Nós tivemos desejo. Queríamos vencer”, continuou. “Não acabou ainda. Eu não ganhei nada ainda, mas nós temos duas finais de Copa que queremos ganhar”.

Neste sábado, 8 de maio, Manchester City e Chelsea farão uma prévia da final da Champions League em um duelo pela Premier League. O jogo é importante para o time de Tuchel, que é o quarto colocado e busca uma vaga na próxima Champions – está sendo perseguido por West Ham e Tottenham. O City, por sua vez, está com uma mão na taça e pode ser campeão já nesta rodada, caso vença.

O Chelsea tem duas finais pela frente. No dia 15 de maio, o sábado seguinte a este duelo com o Manchester City pela Premier League, o time tem a final da Copa da Inglaterra contra o Leicester, em Wembley. Depois disso, tem os dois últimos jogos pela Premier League, antes de encarar novamente o Manchester City na final da Champions League, no dia 29 de maio, em Istambul.


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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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