Champions League

Real Madrid soube decidir com Rodrygo e fez Inter pagar pela incompetência

Após dominar o primeiro tempo e desperdiçar chances, Inter não conseguiu o gol, o Real Madrid melhorou e arrancou a vitória no final com Rodrygo

O Real Madrid conseguiu sair de uma situação difícil para uma vitória importante mesmo fora de casa. Contra o adversário teoricamente mais difícil do Grupo D, venceu por 1 a 0 em San Siro contra a Internazionale, que teve o domínio do jogo no primeiro tempo. Os italianos foram muito bem na etapa inicial, criaram chances, mas não aproveitaram. No segundo tempo, o Real Madrid inverteu o jogo, foi melhor e, já no final, conseguiu o gol da vitória com Rodrygo, que entrou na segunda etapa.

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Uma derrota dolorida para a Inter, que teve bons momentos no jogo. Faltou a contundência que teve em outros momentos na temporada passada – na Serie A, ao menos, já que na Champions foi um retumbante fracasso – e desperdiçou as chances e o momento melhor em campo. Com a volta para a segunda etapa, viu o rival crescer em campo e o técnico Simone Inzaghi não conseguiu mudar o jogo, embora tenha tentado. Com isso, mais uma vez a Inter perdeu em casa para o Real Madrid, como aconteceu na temporada passada – e que também teve gol de Rodrygo.

A vitória é importante para o Real Madrid porque é um adversário direto e ainda fora de casa. Na temporada passada, a Inter perdeu as duas para o Real Madrid, o que teve um grande peso na classificação final. E olha que a Inter teve o apoio da torcida em Milão, com a presença de cerca de 37 mil pessoas, 50% da capacidade do estádio, conforme liberado na cidade.

Os times

Simone Inzaghi armou o time com a escalação esperada. Alessandro Bastoni, que era dúvida, foi titular e formou o tradicional trio titular com Milan Skriniar e Stefan De Vrij. Edin Dzeko foi o escolhido no ataque, onde havia alguma dúvida, e forma dupla com Lautaro Martínez.

Hakan Çalhanoglu começou no meio ao lado do Nicolò Barella e Marcelo Brozovic. Matteo Darmian continuou como titular pela direita, com Denzel Dumfries, contratado para o lugar de Achraf Hakimi, continua na reserva.

No Real Madrid, a surpresa foi a escalação de Nacho Fernández como lateral esquerdo, com David Alaba como zagueiro. Isso porque está sem os dois laterais esquerdos do elenco, Marcelo e Ferland Mendy, ficaram fora, machucados.

No meio-campo, Carlo Ancelotti escalou Federico Valverde, já que Toni Kross ficou fora, machucado. Ele atuou ao lado de Casemiro e Luka Modric. No ataque, Lucas Vázquez, Karim Benzema e Vinícius Júnior.

Domínio interista, mas sem gols

Com 18 minutos, a Inter chegou com perigo pela esquerda. Ivan Perisic cruzou da esquerda e Lautaro Martínez, bem posicionado dentro da área, tocou de cabeça e exigiu uma ótima defesa do goleiro Thibaut Courtois.

Com um time veloz no ataque, o Real Madrid parecia ter como estratégia sair rápido para o ataque. Era a Inter quem mandava nas ações, chegava mais ao ataque e levava perigo. Os nerazzurri conseguiam encontrar mais espaços pelos lados do campo, especialmente em cima de Nacho Fernández do lado esquerdo. Matteo Darmian era bastante acionado na partida e levava perigo.

Em um cruzamento para a área, o Real Madrid reclamou de pênalti depois que Milan Skriniar chegou atrasado e chutou a bola, mas acertou Lucas Vázquez. O árbitro não considerou lance faltoso.

Aos 42 minutos, em mais uma jogada construída pelos lados do campo, Barella cruzou, Perisic jogou de primeira para o meio, a bola tocou na defesa e sobrou para Edin Dzeko, que bateu de primeira. Courtois, mais uma vez, fez uma ótima defesa.

O Real Madrid reage

O Real Madrid voltou melhor na segunda etapa. Conseguia atacar mais, trabalhando mais a bola pelos lados do campo e chegando com algum perigo. Faltava a última bola, um passe com mais precisar para que houvesse a finalização, mas se no primeiro tempo nem chegar com perigo na área acontecia, no segundo tornou-se mais frequente.

A Inter tentava controlar o jogo com posse de bola, mas tinha mais dificuldade. Simone Inzaghi resolveu trocar os dois alas: sacou Darmian e Perisic e colocou Denzel Dumfries e Federico Dimarco. Ambos ofensivos, para tentar chegar mais.

O meio-campo da Inter sofria mais, com Brozovic sem espaço e Çalhanoglu apagado na partida. Até por isso, o técnico mudou mais uma vez. Colocou em campo Arturo Vidal no lugar do turco e sacou também Lautaro Martínez para colocar o compatriota Joaquín Correa.

Com presença ofensiva, a Inter não encontrava espaços no ataque. Trocava passes buscando encontrar uma forma de entrar e o Real Madrid se armava para os contra-ataques, especialmente com a entrada de Rodrygo. Com ele e Vinícius Júnior pelos lados do campo, os merengues tinham uma velocidade alucinante para avançar. Camavinga também fez a sua estreia pelo Real Madrid na Champions League. Substituiu o camisa 10, Modric.

Jovens decidem

A partida ficou com o Real Madrid pronto a matar o jogo em um erro da Inter. Em um dos contra-ataques, já aos 42 minutos, Rodrygo avançou com velocidade, tocou para Benzema, que rolou para Vinícius Júnior. O brasileiro chegou chutando, mas o zagueiro Milan Skriniar foi preciso para bloquear a finalização. O domínio nerazzurri não era traduzido em chances, enquanto toda bola nos pés merengues gerava correria e sufoco na defesa italiana.

Só que no final, não teve jeito. Contra uma Inter que tinha a bola, mas não conseguia fazer mais o goleiro Courtois trabalhar, o Real Madrid fez o gol nos instantes finais. Em uma boa jogada de Eduardo Camavinga, que tocou de primeira um lançamento que recebeu pelo alto, Rodrygo pegou de primeira, de canhota, e marcou um belo gol: 1 a 0, placar final.

Será preciso trabalhar para se recuperar na próxima rodada, daqui a duas semanas. A Inter vai até a Ucrânia visitar o Shakhtar Donetsk, que perdeu na primeira rodada para o Sheriff. Já o Real Madrid recebe, no Santiago Bernabéu, o clube da Transnístria.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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