Champions League 2026/27

PSG goleia o City em jogo histórico de Haaland e mostra como ‘maluquice’ sobressai o controle

Norueguês quebra recordes de Aguero e Messi, mas City é goleado por 4 a 2

Manchester City e Paris Saint-Germain se enfrentaram nesta quarta-feira (14), no Etihad Stadium, pela segunda rodada da fase de liga da Champions League. Os franceses venceram por 4 a 2, com gols de Desiré Doué, Ousmane Dembélé, Vitinha e Maghnes Akliouche, além de dois de Erling Haaland.

Entre os brasileiros possíveis na partida, todos exceto Marquinhos, capitão parisiense, começaram no banco de reservas. Vitor Reis e Allan, ambos ex-Palmeiras, pelo lado mandante, e Lucas Beraldo entre os bicampeões europeus.

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PSG domina o City e mostra como é favorito na Champions League

No primeiro jogo de Champions League depois de todo o caos interno envolvendo a condenação por 114 violações financeiras na Premier League, o Manchester City sucumbiu de forma que não havia ainda acontecido na temporada.

No retorno da Data Fifa pós-condenação, os Citizens venceram o Liverpool por 3 a 0 em um clássico equilibrado, mas que consolidou ainda mais a liderança da equipe no campeonato inglês. Contra o PSG, no entanto, voltaram para o vestiário no intervalo perdendo pelo mesmo placar.

Atuais bicampeões da Europa, o time de Luis Enrique dominou desde o início com sua forma já característica: um futebol muito intenso, sufocante e que não permitia ao City construir com calma. Aos 13 minutos, o PSG transformou um erro de saída de bola em uma recuperação imediata que rapidamente virou uma construção sofisticada, com tabelas, trocas de posição e, no fim, gol.

Akliouche comemora gol do PSG
Akliouche comemora gol do PSG (Foto: Daniel Derajinski/Icon Sport)

Os meias se movimentavam para puxar marcação, Ousmane Dembélé recuava para apoiar a saída de bola e aproximações pelos lados fizeram a bola rapidamente chegar ao ataque com campo aberto, como os franceses gostam. Desiré Doué avançou e chutou cruzado no canto de Gianluigi Donnarumma.

Um minuto depois, a intensidade voltou para recuperar a bola e acelerar. Dembélé encontrou Doué, que cruzou de volta para o camisa 10, que atacou as costas da defesa para marcar de cabeça. O City nada conseguiu fazer e sentiu o baque: só conseguiu chegar com algum perigo em bola parada, com cabeceio de Josko Gvardiol.

Antes mesmo de fazer o terceiro gol, o PSG ainda chegou com uma bola na trave de Achraf Hakimi, instantes antes de Vitinha marcar um belo gol — novamente fruto de uma escapada em velocidade pelo lado.

Haaland faz história no Manchester City, mas diferença é escancarada

O segundo tempo ainda contou com uma singela recuperação dos Citizens. Enzo Maresca fez o time voltar do intervalo com três substituições que deram mais ânimo e ajudaram na pressão alta, o que dificultou o jogo parisiense.

Tanto que, aos sete minutos, quando Erling Haaland descontou para 3 a 1, o City já havia chegado com perigo mais de uma vez. E o gol do norueguês foi histórico: Haaland ultrapassou Sergio Aguero e se tornou o maior artilheiro da história do clube na Champions League, com 37 gols em 41 jogos.

Haaland após gol do PSG
Haaland após gol do PSG (Foto: PA Images / Icon Sport)

No entanto, o ânimo não durou muito tempo. O PSG manteve seu estilo elétrico e, apesar dos erros de passe ocasionais, e voltou a marcar menos de dez minutos depois. Donnarumma falhou em um chute de Maghnes Akliouche e “aceitou” a finalização de fora da área. Haaland marcaria ainda mais um aos 75 minutos — tornando-se o jogador que precisou de menos jogos (60) para chegar a 60 gols na competição, superando Lionel Messi (80) –, seguindo o ritmo frenético que tomou conta do jogo.

O resultado escancarou a diferença entre os dois projetos. Maresca lidera a Premier League, mas ainda tem está no início do trabalho. Luis Enrique, por sua vez, se deu o luxo de ir ao jogo com dois dos grandes craques do time — Khvicha Kvaratskhelia e João Neves — no banco de reservas. E ainda assim o time manteve o padrão.

Mas mais do que isso, o 4 a 2 ilustra como os estilos mais acelerados e intensos sobressaem os de controle. O PSG construiu um 3 a 0 rapidamente com um futebol pressionante, com muitas trocas de posição e agressivo. O City, por sua vez, só conseguiu criar mais chances e se tornar um time perigoso justamente quando abraçou esse estilo também.

Durante o segundo tempo, era comum ver Elliot Anderson abrindo como um lateral-esquerdo para receber a bola, Antoine Semenyo caindo quase como volante e Enzo Fernández abrindo na ponta direita. Haaland teve mais envolvimento e os defensores avançavam mais. E isso, claro, abria mais espaços. Ferrán Torres chegou até mesmo a perder um pênalti no fim do jogo.

No fim, tornou-se um futebol caótico, mas altamente ofensivo — que, como consequência gerou mais gols. Foi assim que o PSG dominou a Europa nos dois últimos anos, e assim o City conseguiu, mesmo que brevemente, se recuperar no jogo.

A próxima partida do Manchester City será diante do Ipswich Town, novamente em casa, no próximo sábado (17), pela Premier League, às 11h no horário de Brasília. O PSG, por sua vez, volta a campo contra o Strasbourg, também fora de casa e igualmente no sábado, às 12h15 de Brasília, pela Ligue 1.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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