Real Madrid recorre à cavalaria para mais uma virada, mas Mourinho recebe recados negativos
Pela Champions League, Merengues lutaram para sair com vitória por 3 a 2 sobre o AEK
Em meio à maratona de três jogos em seis dias, o Real Madrid lutou para sair com os três pontos na quarta rodada da fase de liga da Champions League nesta quarta-feira (4). Na Allwyn Arena, em Atenas, na Grécia, o time espanhol virou no último minuto sobre o AEK, 3 a 2, em uma atuação irregular, com o time titular mexido.
A vitória só veio graças à “cavalaria”: Jude Bellingham, com um golaço de letra, Kylian Mbappé, empurrando às redes um cruzamento de Denzel Dumfries, e Fede Valverde, que saiu do banco de reservas para mandar uma bomba para o gol aos 46 minutos do segundo tempo.
Os Merengues tiveram que buscar o empate duas vezes. Aboubakary Koita foi o nome do lado mandante: abriu o placar aos 11 minutos de partida com um belo gol de canhota, na frente de Marc Cucurella, e deu a assistência para o segundo, na etapa final, em contra-ataque finalizado por Stavros Pilios.
No fim, como no 4 a 3 sobre a Roma, fica o aspecto positivo de mais uma vitória e a manutenção dos 100% de aproveitamento. Já para José Mourinho, recados negativos dos reservas.
Reforço do Real Madrid surpreende Bellingham: ‘Não sabia que ele conseguia fazer isso’
Reservas do Real Madrid não dão conta do recado
O técnico português poupou a zaga e o lateral direito titulares, além de não contar com Arda Güler e Aurélien Tchouaméni por questões físicas. Boa parte dos substitutos, porém, não entregou à altura. Antonio Rüdiger e Éder Militão — apenas a primeira titularidade do brasileiro desde lesão no joelho — não trouxeram a segurança que Ibrahima Konaté e Dean Huijsen vinham entregando.
O alemão, em especial, se mostrou afobado e com pouca noção de cobertura. No primeiro gol de Koita, poderia ter ajudado Cucurella e fechado o chute. Inclusive, esse gol também poderia ter sido o apoio defensivo de Vinícius Junior, titular na ponta esquerda, mas novamente em uma atuação não tão dedicada defensivamente.
No ataque, o camisa 7 também não brilhou: não acertou nenhum drible e perdeu cinco de sete duelos no chão disputados.
Dumfries, apesar da assistência, foi mais um reserva inconsistente que não agregou no ataque — quase não associou com Yan Diomande na direita — e comprometeu na defesa. Sua recomposição no segundo gol foi menos dedicada até que a de Militão, ainda sem ritmo e, mesmo assim, tendo mais fôlego após 74 minutos.
No meio-campo, Eduardo Camavinga talvez tenha sido a única boa notícia. Apesar de ser passivo na marcação do pivô de Luka Jovic, autor da assistência do gol que abriu o placar, o meia francês foi participativo na saída de bola a todo instante e agressivo em outros desarmes.
A maioria dos reservas testados ilustrou suas condições na hierarquia do elenco merengue. Cada vez mais, Mourinho ganha certeza de qual é a melhor versão para o time.
Como foi AEK x Real
A primeira etapa foi agitada e com cenário até improvável. O AEK começou com tudo, quase impossível de parar nos ataques rápidos. Assim abriu o placar aos 11 minutos, mas antes já havia exigido defesa com o pé de Courtois em jogada pelo lado e cruzamento para trás para Mijat Gacinovic. Já com o 1 a 0, o goleiro belga também parou batida quente de Jovic, além de ter encaixado cabeçada de Harold Moukoudi.
O Real demorou até acordar, enquanto a equipe grega baixou o ritmo e não finalizou mais depois dos 17 minutos. Um gol anulado por impedimento de Bellingham em escanteio que teve chute de Vinícius Junior foi o ponto de virada a partir dos 27.
O visitante empatou pouco depois de meia hora e quase virou em cruzamento de Denzel Dumfries, que foi tocado por Vini Jr e desviado por Bernardo Silva para fora.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F11%2Fkoita-aek-real-madrid.jpg)
Na etapa final, o domínio merengue foi quase completo. O gol de Pilios, em contra-ataque, foi uma rara subida do lado grego ao ataque. No restante, o Real, com sua qualidade individual, foi acumulando chances. A defesa mandante tirou em cima da linha o que seria um gol certo de Cucurella aos nove.
Com 16, Mbappé quase fez um gol de placa. Pouco depois de meia hora, na esteira do gol sofrido, o centroavante francês empatou e poderia ter virado em chance aos 40, quando Endrick o lançou e o camisa 9 acertou o travessão. Dumfries também teve sua chance na pequena área, em sobra de escanteio, mas a missão da vitória ficou para os pés de Valverde, saindo do banco de reservas.