Champions League 2026/27

Endrick justifica confiança de Mourinho e salva deserto de ideias do Real Madrid

Jovem brasileiro recebe apenas segunda oportunidade pelo time espanhol e constrói virada sobre a Roma pela Champions League

Após um enorme voto de confiança de José Mourinho, Endrick justificou a moral com seu treinador. Nesta quarta-feira (14), o brasileiro saiu do banco de reservas logo quando a Roma abriu dois gols de vantagem, participou de dois gols e pavimentou outra virada merengue, 4 a 3, pela segunda rodada da fase de liga da Champions League.

Até esse jogo, o jovem atacante só tinha atuado 10 minutos pelo time espanhol na temporada. As especulações sobre seu futuro aumentaram com o interesse de Milan, Roma e Aston Villa para a janela de transferências de janeiro. Então, após Mourinho dizer que teriam que “brigar” com ele pelo jogador, o ex-Palmeiras brilhou.

Antes de transformar o placar, quase fez um golaço, fintando adversários na ponta direita até cair em dividida com o goleiro. Seu momento de gala estava guardado para mais tarde.

Pelo alto, deu o empate ao Real. Aos 37 minutos do segundo tempo, Endrick subiu mais do que todo mundo, cabeceou e obrigou que Pierluigi Gollini soltasse o rebote nos pés de Carlos Espí para diminuir a vantagem. Depois, o próprio brasileiro marcou: em escanteio perfeito de Arda Güler, ele testou para o fundo das redes no meio da área.

No abafa, a equipe de Mourinho confirmou a virada com mesmo roteiro, mas dessa vez com Antonio Rüdiger concluindo de cabeça. O Estádio Olímpico viu outra noite europeia histórica do Real. E foi exatamente na mística porque, coletivamente, há muito pouco trabalho nos Merengues.

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Real Madrid já deve se preocupar com Barcelona

O Real Madrid de Mourinho não tem soluções ofensivas. Não há movimentação coordenada ou repertório para atacar além da qualidade individual de seus jogadores. A saída de bola, com Fede Valverde e Aurélien Tchouaméni, é falha e precisa recorrer ao jogo direto, ainda mais com um adversário que pressiona tanto como a Roma.

Quando Yan Diomande e Vinicius Junior baixaram no campo de defesa para tentar ajudar, falharam e deram os dois primeiros gols dos italianos: em bomba de fora da área com Marten de Roon no primeiro tempo e, no segundo, com Donyell Malen na cara do gol após enfiada de Rodrio Mora.

Ainda teve um contra-ataque que Matías Soulé acionou em profundidade para Malen fazer o terceiro. Ainda na etapa inicial, Kylian Mbappé tinha empatado a partida em uma rara oportunidade merengue após uma sequência de falhas da defesa romana.

O excesso de cruzamentos, a pressão pelo resultado e a qualidade individual de Endrick e Güler mudaram a partida. Só assim.

O Real ainda precisa evoluir muito até 25 de outubro, quando enfrenta o rival Barcelona, com 100% de aproveitamento na temporada e autor de 43 gols em 10 jogos. Nesses 11 dias, enfrentam o Sevilla e o RB Leipzig. Quem sabe a virada sobre a Roma diminui a pressão em um time que estava com o alerta ligado após revés para o Atlético de Madrid e vitória difícil sobre o Villarreal.

Roma domina, mas Mbappé pune na única no 1º tempo

Os donos da casa amassaram o Real Madrid, em especial nos primeiros 23 minutos, quando acumulou oito finalizações. Em segundos, lá estava Soulé na área na primeira finalização para fora.

Thibaut Courtois teve trabalho, pegando com a ponta do dedo uma finalização colocada de Mario Hermoso, espalmando dois cruzamentos e, por centímetros, não engolindo um frango em finalização de Donyell Malen no meio do gol que quase entrou.

A justiça foi feita no placar aos 20, mas Mbappé, na última grande chance merengue na primeira parte, puniu quatro minutos depois. A Roma baixou o ritmo, o lado espanhol teve mais a bola, mas ainda pouco fazia. No máximo, Jude Bellingham bateu cruzado na área e a bola passou perto.

Roma celebra gol de De Roon
Roma celebra gol de De Roon (Foto: IMAGO / Gribaudi/ImagePhoto)

Endrick conduz Real Madrid para virada

A Roma voltou mortal para a etapa final. Em 11 minutos, marcou duas vezes, aproveitando-se de erros do adversário. A partir daí, porém, recuaram demais. E o Real sentiu o cheiro de sangue.

Endrick quase sofreu pênalti, Mbappé chegou a marcar em passe de Diomande, mas estava impedido, e a entrada do trio Bernardo Silva, Álvaro Carreras e Espí consolidou o caminho para a virada.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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