Vitória imponente do PSG deixa recado aos favoritos da Champions League
Foi uma vitória acachapante do PSG sobre o Manchester City, líder da Premier League e que vinha de 100% de aproveitamento em todas as competições, na última quarta-feira, pela Champions League. O resultado de 4 a 2 — poderia ter sido cinco, mas Ferran Torres perdeu pênalti — pode dar a impressão de certo equilíbrio, mas boa parte da partida mostrou que há um degrau de diferença entre os dois postulantes ao título.
O esperado era ver um equilíbrio maior entre forças. A “BBC” disse, em sua análise do jogo, que o “City foi trazido de volta à realidade uma aula de futebol do Paris Saint-Germain”. A análise faz jus ao que foi o confronto. O PSG precisou de pouco para abrir incríveis 3 a 0 na primeira meia hora de jogo.
Vale dizer que os Citizens mostraram valências importantes na partida, afinal foram 27 a 15 em finalizações e 6 a 4 em grandes chances criadas, segundo a plataforma de estatísticas “Sofascore”. O City até mostrou bom poder de reação na partida em um momento que o PSG baixou seu ritmo de jogo. Ainda assim, franceses e ingleses parecem em patamares diferentes, mesmo que ambos sejam apontados como dois dos favoritos ao título da Champions League.
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É uma vitória do PSG que manda recado. Em um duelo entre favoritos a ganhar a Champions League, o PSG mostrou que não é atual bicampeão europeu à toa. O jogo aberto lembrou — em partes e em menor escala — o empolgante duelo com o Bayern na edição passada que terminou em 5 a 4.
O desempenho do PSG na última quarta-feira foi uma atuação de uma equipe que sabe exatamente o que fazer nesse cenário. A intensidade dos franceses não foi parâmetro para o time de melhor desempenho em um Campeonato Inglês marcado justamente por essa métrica. Um futebol envolvente de alto nível.
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O atual bicampeão europeu teve algumas saídas de jogadores na última janela de transferência — os reservas Bradley Barcola, Gonçalo Ramos, Lee Kang-in e Ibrahim Mbaye. Talvez seja esse o maior trunfo recente do clube. Soube segurar suas principais peças, evitou um possível desmanche e a veia competitiva de Luis Enrique não deixa o nível dos jogadores baixar nos principais jogos. O elenco é curto, mas esse desafio tem sido manejado pelo treinador espanhol.
O PSG ainda tem um longo caminho pela frente se quiser o tricampeonato europeu. Além dos adversários da última quarta, Arsenal, Barcelona e Bayern são outros três favoritos. São perfis diferentes de candidatos à taça, mas de alto nível e que querem interromper o domínio recente do PSG na competição.
Levantar o troféu da Champions League três vezes seguidas elevaria o patamar deste PSG. É uma competição marcada pelo equilíbrio neste século — só o Real Madrid de Toni Kroos, Luka Modric e companhia conseguiu o feito. Se repetir o nível de futebol apresentado contra o City, vai ser difícil impedir o PSG de alcançar mais uma final de Liga dos Campeões.
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