Máquina do Liverpool é avassaladora, mas Atlético de Madrid expõe ferida aberta
Ingleses precisaram de mais um gol nos acréscimos para vencer na estreia da Champions League
No papel, o Liverpool tem um dos melhores elencos do planeta. Entretanto, a equipe de Arne Slot ainda está com dificuldades de colocar sua dominância em prática. O Atlético de Madrid buscou uma reação em Anfield, mas coube a Virgil Van Dijk salvar os Reds nos acréscimos da estreia na Champions League.
Nesta quarta-feira (17), o Liverpool venceu os Colchoneros por 3 a 2, pela 1ª rodada do torneio europeu. O sistema ofensivo do técnico neerlandês abocanhou a equipe de Diego Simeone, que não conseguiu impedir os avanços durante a partida.
Na estreia de Alexander Isak, o torcedor dos Reds ganhou motivos de sobra para se animar com o futuro. Mesmo sem o entrosamento ideal, o centroavante sueco se movimentou entre os espaços e deu uma nova dinâmica com Mohamed Salah, Florian Wirtz, Cody Gakpo e companhia.
Por outro lado, o Atlético de Madrid tirou proveito da recomposição desajustada do Liverpool. Como Slot prega linhas altas para tentar recuperar a bola no último terço, os Rojiblancos conseguiram causar certo perigo quando encaixaram subidas rápidas.
O Atlético de Madrid ainda aproveitou uma bobeira na defesa dos Reds para empatar um jogo que tinha tudo para ser definido antes. Contudo, como tem sido comum em 2025/26, o Liverpool não desistiu da vitória até o apito final e acabou recompensado.
Como foi Liverpool x Atlético de Madrid?

Se alguém achava que o Atlético de Madrid iria montar uma retranca histórica em Anfield, faltou avisar ao Liverpool, que não deu tempo para os adversários pensarem. Em questão de cinco minutos, os Reds abriram dois gols de vantagem sobre os Colchoneros.
Diego Simeone não conseguiu estacionar o ônibus, pois Arne Slot orientou seus comandados a pressionarem a saída de bola desde o goleiro. Com a posse, o Liverpool encurralou o Atlético de Madrid perto da grande área, principalmente no lado direito de ataque.
Jeremie Frimpong puxava um marcador até a linha de fundo, enquanto Ryan Gravenberch e Mohamed Salah faziam combinações rápidas. Primeiro, o meia neerlandês foi parado com falta, cuja cobrança do atacante egípcio desviou em Andrew Robertson antes de parar no fundo da rede.
Depois, Gravenberch conseguiu a tabela com Salah, que nem ligou para a marcação dupla para superar Jan Oblak. Dali para frente, os Reds se permitiram diminuir ou aumentar o ritmo na marcação da primeira linha dos Rojiblancos, que tiveram muitas dificuldades em passar do meio-campo.
O problema é que, pouco antes do intervalo, o Atlético de Madrid começou a gostar do jogo e, em rara escapada em velocidade, conseguiu descontar com Marcos Llorente. O vacilo do Liverpool serviu para dar esperança ao adversário.
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Faltou matar o jogo

Na etapa final, a partida ficou mais aberta, porém, as principais chances de gol foram dos Reds. O problema é que os donos da casa pecaram (e muito) nas finalizações. E por não matar o jogo, o Atleti deu uma dura resposta.
Llorente, mais uma vez, encontrou um chute da meia-lua que encobriu Alisson após desvio na defesa. O espanhol marcou seu quarto gol em Anfield. Um carrasco improvável que puniu o Liverpool por não saber aproveitar sua hegemonia dentro de campo.
Os Reds seguiram fuzilando a defesa do Atlético de Madrid e, graças à bola parada, conseguiu trazer alívio com um gol de cabeça de Van Dijk. Vitória importantíssima para buscar a classificação na Champions, porém, poderia ter sido bem mais tranquilo para o Liverpool.
Liverpool não aprendeu com início de temporada

Nos três primeiros jogos da temporada, o Liverpool viveu roteiro semelhante do que aconteceu contra o Atlético de Madrid: fazer dois gols e deixar o adversário encostar. Foi assim contra Crystal Palace, Bournemouth e Newcastle.
Na Supercopa da Inglaterra, os Reds acabaram perdendo o título nos pênaltis para os Eagles. Já pela Premier League, o Liverpool acabou buscando o triunfo contra Cherries e Magpies nos minutos finais da partida.
Aliás, os gols tardios têm virado uma marca registrada de Slot em 2025/26. As vitórias contra Arsenal e Burnley também foram assim. A abordagem ainda dá certo, mas é muito arriscado não definir o placar com o volume de chances criadas.



