Champions League

Jogadores sem vacina de Real Madrid e Chelsea devem ser impedidos de jogar a Champions League na França

Lei aprovada no país exige passaporte sanitário para todos que entrarem em arenas esportivas, franceses ou estrangeiros

A Uefa alertou que Real Madrid e Chelsea deverão ficar sem seus jogadores sem vacina em jogos fora de casa nas oitavas de final da Champions League. Isso porque a França aprovou uma mudança para uso do passaporte sanitário no país e só será permitida a participação em grandes eventos de pessoas vacinados ou que tenham contraído e se recuperado recentemente de COVID-19.

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Segundo a Ministra do Esporte da França, Roxana Maracineanu, afirmou na semana passada que a lei se aplicará a “todos os espectadores, atletas, franceses ou estrangeiros”. Com isso, jogadores que não se vacinaram de Real Madrid e Chelsea, que enfrentam PSG e Lille, respectivamente, não poderão entrar nos estádios. Não se sabe se há jogadores não vacinados e nem quantos eles são nesses dois elencos.

A Uefa afirmou em comunicado nesta quinta-feira que os clubes terão que aderir às regras de cada país, mas ainda poderão ter discussões sobre possíveis exceções quando for adequado. “A Uefa está em contato com as partes interessadas relevantes em toda a Europa antes do reinício das competições de clubes europeias em fevereiro. As condições específicas em que as partidas serão jogadas em cada país estão sujeitas às decisões das autoridades competentes naquele país”, diz comunicado da Uefa, citado pela ESPN.

“Cada time, a princípio, obrigada a cumprir as regras aplicáveis no país onde se realiza o jogo, mas as exceções, ainda em elaboração, que conterá regras especiais para a COVID-19 aplicáveis à fase eliminatória, irão fornecer mais orientação nesse sentido”, continua a Uefa.

É possível que um país neutro seja definido para receber o jogo caso haja problemas para um dos times, como foi feito na temporada 2019/20 e é algo previsto dentro das orientações da Uefa sobre a questão da COVID-19, que o time da casa deve apresentar um local alternativo caso haja restrições para o time visitante. Não ficou claro se a Uefa colocará isso em prática para casos de jogadores que optaram, voluntariamente, por não se vacinar.

Segundo dados relados pela própria Premier League em dezembro, 16% dos jogadores ainda não tinham tomado nenhuma dose de vacina. A Uefa ainda está conversando com o governo francês, mas o caso Novak Djokovic na Austrália levantou preocupações sobre possíveis problemas.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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