Champions League

Inter amassou o Benfica no segundo tempo e saiu com vitória até mais magra do que merecia

Lautaro Martínez perdeu algumas chances e Trubin fez defesas importantes, mas a Inter se impôs após uma fraca etapa inicial

A Internazionale começou devagar o seu primeiro jogo em casa pela fase de grupos da Champions League, mas mostrou por que é vice-campeã europeia depois do intervalo ao amassar o Benfica para sair com a vitória por 1 a 0. O placar poderia ter sido muito mais elástico porque Lautaro Martínez perdeu um par de chances claras, e o goleiro Anatoliy Trubin fez defesas importantes.

Enquanto o Benfica está em um belo buraco, sem pontuar após duas rodadas, a Internazionale encostou na Real Sociedad, ambos com quatro pontos na liderança do grupo. O Red Bull Salzburg, que venceu os austríacos na Luz, aparece em terceiro lugar, com três pontos.

Primeiro tempo travado

A Internazionale teve uma goleada sobre a Salernitana no fim de semana, em que Simone Inzaghi conseguiu poupar alguns jogadores. Alessandro Bastoni, Federico Dimarco, Henrikh Mhitaryan e Lautaro Martínez retornaram ao time titular. O Benfica teve mais tempo para descansar. Jogou na sexta-feira um clássico com o Porto, e Roger Schmidt mudou pouco. Felipe Morato entrou na zaga, e Fredrik Aursnes passou à linha de armação, com Juan Bernat na lateral esquerda e um ataque mais móvel, com David Neres. Petar Musa ficou no banco.

Mesmo no San Siro, o Benfica decidiu tentar se impor na posse de bola e teve o controle nos primeiros minutos. A Internazionale estava satisfeita com os contra-ataques porque poderia acionar algumas das suas principais armas, como o ala Denzel Dumfries. Aos três minutos, o holandês escapou e cruzou rasteiro para a segunda trave. Mkhitaryan não alcançou por pouco. Foi marcado impedimento, mas era bem ajustado. O VAR daria uma olhada. Pouco depois, Çalhanoglu fatiou um lançamento paro lado direito da área. Dumfries apareceu cabeceando para fora.

O Benfica não transformou o seu volume em chances claras de gol. Aos 12 minutos, Fredrik Aursnes pegou a defesa desprevenida em uma cobrança de lateral e entrou na área em boa situação. Outra oportunidade importante, já aos 42 minutos, saiu novamente com Aursnes. Recebeu de Di María na linha de fundo e rolou para a batida de frente de Juan Bernat. Sommer também defendeu, mas o gol seria anulado porque Aursnes estava completamente impedido.

Foi, no geral, uma etapa travada. A Inter teve cinco finalizações, contra três dos portugueses. Poucas perigosas como a de Nicolò Barella, aos 42 minutos. Dominou fora da área, abriu à perna direita e bateu firme, por baixo. Anatoliy Trubin caiu para fazer boa defesa.

Inter mostra sua força

A bronca de Simone Inzaghi no intervalo deve ter sido lendária porque a Internazionale voltou com outra pegada imediatamente. Começou forte, trocando passes em velocidade e abafando o Benfica. Aos oito minutos, Lautaro dominou dentro da área tentando girar, mas a bola escapou. Bastoni recolheu, fez linda jogada à linha de fundo e cruzou para Dumfries, que cabeceou para fora. Era um massacre, porém. Dois minutos depois, o gol não saiu por milagre.

Barella chegou pela esquerda e acionou Lautaro, que mandou com a parte de fora do pé. Seria um golaço, no ângulo, se a bola não tivesse pegado no travessão. Thuram foi bloqueado no rebote, e a sobra ainda ficou com Barella, quase em cima da linha. Por ter sido um toque da zaga do Benfica para trás, não havia impedimento, e Trubin fez um milagre à queima-roupa. Um dos responsáveis por impulsionar os italianos, Thuram deu um lindo drible de futsal antes de soltar na medida para Lautaro, que emendou uma bomba de canhota. Na trave.

O gol era uma questão de tempo e demorou apenas um minuto para sair. Barella recebeu no meio-campo e girou e deu o lançamento na direita. Dumfries cruzou rasteiro, e Thuram chegou batendo de primeira para marcar. Dimarco chegou a ampliar, em falha de Trubin que, no geral, foi um dos melhores em campo, mas houve impedimento na jogada. Lautaro chegou a driblar o goleiro do Benfica, mas Otamendi salvou, e depois limpou Morato antes de ficar cara a cara com Trubin, que fez ótima defesa. Após linda jogada de Mkhitaryan pela direita, Lautaro bateu de primeira com gosto, buscando o alívio depois de tantas chances perdidas. Trubin fez outra grande intervenção.

Apesar do volume e da qualidade das chances criadas, a Inter não conseguiu marcar o segundo gol e ficou meio vulnerável a um lance isolado do Benfica que praticamente não atacou no segundo tempo. Uma cabeçada de João Neves na primeira trave, em escanteio, poderia ter sido esse lance isolado, mas Yann Sommer encaixou com muita segurança.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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