Haaland: “Estou aqui para tentar ajudar o clube a se desenvolver mais e vencer a Champions League pela primeira vez”
Autor de cinco gols contra o RB Leipzig, Haaland admite que foi contratado para ajudar o time a vencer o título inédito da Champions League pelo Manchester City
O atacante Erling Haaland tomou todas as manchetes sobre a classificação do Manchester City na Champions League. Os Citizens venceram por 7 a 0 com cinco gols do norueguês, em uma partida que marcou uma consagração do jogador, letal em uma noite de recorde.
Logo depois do jogo, Haaland falou à BT Sport. “Está embaçado na minha cabeça. Lembro de chutar, mas não de pensar. Estava muito cansado depois das minhas comemorações”, afirmou o norueguês. “Minha superforça é marcar gols. Posso ser honesto? Muitos gols hoje eu não pensei. Estava apenas tentando colocar a bola no fundo da rede. Muito disso é ser rápido na mente e tentar colocar onde o goleiro não está”, disse.
Mais tarde, na zona mista, o atacante comentou com mais calma sobre o feito dessa partida, mas falou mais do que isso: admite que ele foi contratado para ganhar a Champions League, e não só a Premier League.
“É claro que o clube quer ganhar a Champions League. Eles ganharam quatro dos últimos cinco títulos da Premier League. Eles não me trouxeram para ganhar a Premier League porque eles já sabem como fazer para vencer”, disse o norueguês. “Então, você pode ler entre as linhas. Estou aqui para tentar ajudar o clube a se desenvolver mais e vencer a Champions League pela primeira vez”.
Com os cinco gols que marcou diante do RB Leipzig, Haaland chegou à impressionante marca de 39 gols em 36 jogos em todas as competições na temporada. São 10 gols em seis jogos da Champions League. Ele ainda se tornou o jogador mais jovem a alcançar 30 gols na história da competição, além de ser o jogador com menos jogos a conseguir o feito.
“Eu sabia que iria marcar gols porque, na última temporada, quantos eles fizeram? Provavelmente 100. Quando eu vi eles jogando sem centroavante e eles estavam cruzando a bola, eu ficava: ‘Ah, eu adoraria estar lá!’”, disse Haaland.
“Mas há muito potencial nesse time e acho que podemos melhorar muito. É uma coisa fácil dizer isso, mas eu poderia ter marcado mais gols. Perdi muitas chances. Posso melhorar em tudo. Eu tenho que ser muito melhor: no cabeceio, em combinar as jogadas, tudo”.
O Manchester City teve um desempenho para afastar qualquer desconfiança que tenha surgido depois do empate por 1 a 1 na Alemanha, no jogo de ida. Os cinco gols de Haaland se somaram aos gols de Ilkay Gündogan e Kevin De Bruyne que completaram os 7 a 0 – e um placar agregado de 8 a 1. “O sentimento é incrível. É um recado ao torneio, um torneio que eu amo. Estou realmente orgulhoso e feliz”, afirmou ainda Haaland.
Guardiola: “Se ele tivesse atingido essa marca (duplo hat-trick) aos 22 anos, sua vida seria entediante”
Muita gente se perguntou por que diabos o técnico Pep Guardiola sacou Haaland quando ele tinha igualado o recorde de cinco gols em um jogo, já que eram apenas 18 minutos do segundo tempo. O jogador chegou a cinco tripletas, ou hat-tricks, como chamam na Inglaterra, nesta temporada – três a mais que qualquer outro jogador nas cinco grandes ligas europeias.
“Sim, é muito. E na maior parte do tempo, depois de marcar um hat-trick, depois de 65 minutos eu faço uma substituição. Se ele tivesse atingido essa marca (um duplo hat-trick), o recorde, com 22 ou 23 anos, sua vida seria entediante. Agora ele tem um objetivo para fazer no futuro. Aqui e em qualquer lugar. Foi por isso que fiz a substituição”, explicou o técnico. “Ele marcou cinco gols em quase 60 minutos, talvez fizesse mais se jogasse os 90 minutos, ele faria mais, não sei quantos”.
“Apenas hoje ele marcou cinco gols, mas acho que ele tocou a bola 30 ou 35 vezes. É isso que estamos procurando. Tenho o sentimento que quando você está envolvido no jogo, defensivamente e ofensivamente, quando a bola vem para você, você está mais esperto, mais preciso”, analisou.
“Ele pode fazer isso, mas é difícil marcar um gol quando você não tocou na bola por 40 ou 50 minutos. Às vezes é culpa dele, ele não se mexe. Por exemplo, contra o Crystal Palace, eu disse a ele que ele não jogou bem. Mas em outros dias, é nossa culpa. Por exemplo, contra o RB Leipzig na Alemanha, quando não conseguimos encontrá-lo no segundo tempo”, continuou.
“Ele é um cara incrível e um imenso talento com força e mentalidade. Ele é um vencedor em série e é realmente bom”, continuou Guardiola. “Eu disse muitas vezes, ele é um cara alegre. Seu humor no vestiário é sempre de felicidade”, comentou Guardiola sobre o atacante.



