Champions League

Graças à fúria de Alexis e Özil, o Arsenal fará decisão contra o Olympiacos na rodada final

O Arsenal ainda vive uma situação difícil na Liga dos Campeões. Os Gunners partem para a última rodada enfrentando uma verdadeira decisão contra o Olympiacos, diante do tradicional caldeirão proporcionado pelo Estádio Karaiskakis. No entanto, os londrinos trataram com a vontade necessária as chances de milagre que ainda têm. E, como se pedia, devoraram o Dinamo Zagreb no Estádio Emirates. Desta vez, a equipe de Arsène Wenger esteve distante de reviver o mesmo pesadelo da visita ao Estádio Maksimir. Alexis Sánchez e Mesut Özil lideraram a equipe em uma noite agressiva, anotando 3 a 0 no placar e elevando o moral para a viagem à Grécia na rodada derradeira.

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Desde os primeiros minutos, o Arsenal mostrou sua superioridade ao Dinamo Zagreb. Porém, a ofensividade dos Gunners demorou um pouco a se converter em chances e gols. Durante a primeira meia hora, o time esteve aquém de criar os espaços que precisava, mesmo tendo mais ímpeto. Até que Alexis Sánchez, já jogando muito bem, começou a destoar. O chileno fez jogada espetacular aos 33, dando ótimo cruzamento para Özil completar de cabeça. E, diante da pressão dos londrinos, Nacho Monreal roubou a bola no campo de ataque e permitiu ao próprio chileno anotar o segundo.

Mesmo com a vitória vantajosa, o Arsenal não deixava de partir para cima dos visitantes. Iam parando em boas defesas do goleiro Eduardo. No começo do segundo tempo, o Dinamo Zagreb até teve seu momento, mas não mostrava forças para competir com os Gunners. Joel Campbell, outro que tinha boa atuação, ganhou destaque com uma assistência magistral para o terceiro tento: enfiou a bola entre quatro zagueiros, milimétrica, para Sánchez apenas matar do goleiro. No fim, os londrinos puderam tirar o pé do acelerador, enquanto Cech ainda operou um milagre para não dar nem o gol de honra aos croatas.

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O sangue nos olhos de Alexis Sánchez e Özil, principalmente, é o que se cobra do Arsenal na Champions, mas nem sempre acontece. A raça para fazer a camisa do time pesar e a superioridade técnica preponderar, contra adversários muitas vezes inferiores. E a torcida espera que isso se repita no reencontro com o Olympiacos, na visita à Grécia. Os Gunners não devem se deixar abalar pela pressão da torcida – e, afinal de contas, também não podem sucumbir aos seus próprios erros, como aconteceu no primeiro duelo no Emirates.

O desafio, de qualquer maneira, é duro. Dentro dos critérios de desempate da Champions, com o confronto direto prevalecendo, o Arsenal precisa vencer por dois gols de diferença ou, caso marque pelo menos três vezes, por um de diferença. Missão ingrata, mas não impossível. E que se torna bem mais palpável se Alexis Sánchez, Özil e os outros destaques do time de Arsène Wenger jogarem com fúria igual a desta terça.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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