Champions League

Baila comigo: Messi, Suárez e Neymar jogam futebol que faz torcida do Barcelona sonhar acordada

Vencer é bom, mas vencer dando um baile é o que mais dá prazer ao torcedor. O que o Barcelona jogou nesta terça-feira é para empolgar seus fãs. Mesmo aqueles mais céticos. Lionel Messi voltou a ser titular e, além de tudo, foi capitão do time. O ataque com Messi, Suárez e Neymar fez a defesa da Roma ficar de um lado para outro, sem conseguir acompanhar. Uma festa no Camp Nou, com um placar de 6 a 1. Um futebol tão bonito que faz o torcedor pensar em ganhar tudo, mais uma vez, como ninguém nunca fez. Um futebol que faz do time um dos mais belos de se assistir neste momento.

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O que mais impressionada no Barcelona é a facilidade com que o time envolve o adversário. Uma troca de passes intensa e veloz, difícil de acompanhar. Os gols do time mostram um pouco isso. Foram três chances de gol até os 14 minutos. Ali, o Barcelona marcou o gol. Neymar achou um passe preciso do meio-campo para Daniel Alves, que tocou para Suárez, embaixo do gol, marcar 1 a 0.

O segundo gol foi um dos mais belos do dia – e foram muitos. Uma troca de passes intensa entre Messi, Neymar e Suárez. O uruguaio, no fim, dá uma cavadinha para Messi, que, por sua vez, dá outra cavadinha por cima do goleiro. Um golaço e 2 a 0 no placar. Já estava claro que viria uma goleada. E veio mesmo. O 3 a 0 chegou aos 44 minutos, quando Neymar cruza, a bola é afastada por Keita, mas Suárez pega de primeira, pelo alto, e marca outro golaço.

O modo pelada já estava acionado. E até a regra do futebol de rua valeu: vira três, acaba seis. Aos 10 minutos, Suárez fez belo passe, Messi pegou livre na direita e cruzou rasteiro para Piqué, embaixo das traves, mandar para o gol. Eram 4 a 0. O quinto viria logo depois: aos 15, Neymar faz o passe, Suárez desvia, Messi finaliza. O goleiro Szczesny defende, mas Messi mesmo completa para o gol.

O sexto gol poderia ser de Neymar. Em um pênalti que ele mesmo sofreu, o brasileiro cobrou mal, Szczesny defendeu e Adriano, o lateral brasileiro, encheu o pé para estufar a rede e cravar o 6 a 0 no placar. O placar até poderia ter sido diminuído com Dzeko, que teve em um pênalti a chance mais clara da Roma. Ele bateu no canto, mas Ter Stegen defendeu. Já nos acréscimos, veio o chamado gol de honra, em um toque de cabeça do próprio Dzeko, que nem comemorou.

O Barcelona faz lances difíceis parecerem fáceis. Viradas de jogo, domínios de bola, troca intensa de passes. O time é muito bem armado, defensiva e ofensivamente, trabalha bem coletivamente e mostra isso em diversos momentos.

Quer um exemplo? Aos 19 minutos, o Barcelona já vencia por 5 a 0, mas tomou um contra-ataque da Roma. Messi correu para recuperar a bola. Acompanhou o jogador até o final. Vendo que não teria como alcançar, deu um carrinho por trás, tentando pegar a bola, mas consciente que faria a falta e matéria a jogada. Falta. O capitão Messi, camisa 10, craque do time, deu um carrinho por trás para matar o contra-ataque com um 5 a 0 a favor. Espírito sul-americano presente na Champions League.

A pergunta que os torcedores do Barça se fazem é se o tie consegue manter esse nível de futebol a temporada toda. Há uma marca significativa de nenhum time ter conseguido ser bicampeão neste formato. O Barcelona larga como favorito e tem no Bayern de Munique, neste momento, o grande concorrente em termos de futebol jogado em campo. Daqui até maio tem muito jogo e muito tempo. Mas são os dois times a serem batidos neste momento na Europa. Nenhum time ganhou a Champions League, neste formato, em dois anos seguidos. O Barcelona parece, mais uma vez, um grande candidato a fazer isso.

À Roma, resta vencer o Bate Borisov na última rodada. Se empatar, terá que torcer para o Bayer Leverkusen não vencer o Barcelona – o que, olhando para este jogo, parece relativamente tranquilo. Assim como, em tese, a tarefa de vencer o Bate em casa não é tão difícil assim. Ou não deveria ser. Ao menos para quem quer se classificar.

Os gols do jogo:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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