Escócia reclama do protecionismo da Uefa com ligas maiores: “Tem que agir em nome de todas”
Junto à definição das chaves da Champions League 2016/17, a Uefa anunciou transformações significativas no formato da competição, decorrentes de longos diálogos com os principais clubes europeus. Da temporada 2018/19 em diante, o número de acessos diretos para a fase de grupos aumentará nas quatro maiores ligas do continente. Isto é, La Liga, Premier League, Bundesliga e Serie A passam a ter quatro vagas diretas aos times. Uma mudança que beneficia esses campeonatos em detrimento de outros, o que reforça o protecionismo da Uefa com quem mais gera dinheiro e atende aos seus interesses. E é justamente isso que a liga escocesa criticou em nota publicada em seu site oficial.
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“É necessário que haja um equilíbrio mais forte entre mérito esportivo e pressões comerciais. Caso contrário, corremos o risco de um declínio inexorável rumo a um sistema fechado como o da NFL. Nós sabemos que muitos de nossos correspondentes em outros países partilham da mesma preocupação sobre a natureza do processo de tomada de decisões e a falta de consulta às ligas europeias.
A Uefa tem o dever de agir em nome de todos, e não só se alguns, de clubes e ligas selecionados pela entidade, e deve assumir esse dever de forma muito mais séria se não for para arriscar presidir uma fragmentação nociva ao futebol. Como dissemos recentemente, nós continuaremos sendo rígidos e francos quando necessário na luta para proteger os melhores interesses do futebol escocês sobre esta questão, com a demonstração de que a maioria das outras ligas europeias compartilha da nossa visão”
Para Neil Doncaster, chefe-executivo da SPFL, as alterações, além de serem o espelho do protecionismo do organismo que rege o futebol europeu, são um tanto regressivas. Posição esta que concorda com a manifestada pela Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL), que chegou até a ameaçar romper relações com a Uefa sob a alegação de que as mudanças na Champions League só deixarão as diferenças financeiras entre os clubes mais fortes da Europa e os restantes ainda maior.
Com as quatro grandes ligas (Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália) com quatro vagas cada, 16 times, metade da fase de grupos, é preenchida com estas equipes. A Uefa ainda não informou como serão distribuídas as outras 16 vagas. O anúncio será feito no fim do ano, segundo a entidade que dirige o futebol europeu.
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