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Por que o Chelsea corre o risco de não conseguir inscrever Estêvão e outros reforços na Champions

Clube é multado pela Uefa por ferir normas do fair play financeiro e pode dar problemas para Enzo Maresca definir o plantel

O Chelsea já conquistou quase 60 milhões de libras (R$ 444,3 milhões) com a campanha semifinalista no Mundial de Clubes, mas esse valor não ajuda a aliviar situação delicada no fair play financeiro da Champions League.

O clube londrino foi multado em 31 milhões de euros (R$ 198 milhões) por descumprir normas financeiras da Uefa, e isso interfere diretamente na chegada de reforços como Estêvão, Andrey Santos, João Pedro, Jamie Gittens e Liam Delap. A equipe só pode registrar novos jogadores se o saldo na entidade europeia for positivo nos documentos enviados ao órgão no dia 3 de setembro.

Chelsea se complica na Champions com fair play financeiro da Uefa

O cerne dessa questão é a chamada Lista A, que compreende à última relação de atletas que os Blues inscreveram na Conference League (em fevereiro de 2025). Na época, os nomes de Romeo Lavia e Wesley Fofana não foram incluídos porque ambos se recuperavam de problemas físicos.

Dessa forma, além dos cinco citados anteriormente, Enzo Maresca também tem a dupla para inscrever. Outros atletas que podem aumentar a dor de cabeça do técnico neste caso são Dario Essugo, Mamadou Sarr e Mike Penders.

Maresca vive a primeira temporada à frente do Chelsea
Maresca vive a primeira temporada à frente do Chelsea (Foto: Imago)

Registrar um reforço na Uefa leva em consideração o valor da transferência e o salário. No total, são 10 nomes pendentes de inscrição na Champions 2025/26, o que infla a coluna de entradas do Chelsea.

Delap, por exemplo, custou 30 milhões de libras, e o montante é dividido por cinco — prazo máximo de contrato para a entidade. Assim, são 6 milhões de libras referentes à temporada 2025/26. Já a transação de João Pedro com os Blues foi de mais de 50 milhões de libras, enquanto Gittens custou 48,5 milhões de libras.

Apenas os preços das transferências fazem o Chelsea precisar de mais de 60 milhões de libras para estar apto a inscrever novos jogadores na Champions League, segundo apurou o jornal “The Times”.

A barca de saídas tende a ajudar a equipe de Stamford Bridge. João Félix, Raheem Sterling, Ben Chilwell, Renato Veiga e Axel Disasi não estão na Lista A do clube na Uefa, mas podem ser adicionados à relação antes do prazo final da janela apenas para serem negociados. Isso proporcionaria melhor saldo ao time.

Christopher Nkunku, Trevoh Chalobah e Noni Madueke também têm chances de deixar os Blues e equilibrar ainda mais a balança.

João Félix não tem espaço no Chelsea Foto: (Imago)
João Félix não tem espaço no Chelsea (Foto: Imago)

No entanto, o Chelsea não está preocupado com a situação, conforme informações do jornal. Os dirigentes inclusive não descartam contratar mais reforços neste mercado.

Mohamed Kudus, do West Ham, é um potencial alvo em caso de saída de Madueke. “Mas está bem claro que vendas precisam ocorrer antes de qualquer outro negócio“, enfatizou o texto do “Times”.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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