Champions League

Barcelona pune falha do Porto, vence no Dragão e dispara na ponta do grupo H da Champions

O time catalão sofreu pressão do Porto, mas aproveitou falha de Romário Baró e marcou único gol da partida com Ferran Torres

O Porto fez um grande jogo no estádio do Dragão nesta quarta-feira (4), mas uma falha de Romário Baró deu a vitória por 1 x 0 do Barcelona pela 2ª rodada da Champions League. Ferran Torres, substituindo Robert Lewandowski lesionado, marcou o gol solitário da partida, garantido a liderança isolada do grupo H com seis pontos, seguido pelo próprio time português e Shakhtar Donetsk, ambos com três, e o Royal Antwerp, zerado em pontuação.

A vitória representou a 100ª partida de Xavi como técnico do Barcelona, somando 64 triunfos, 17 empates e 19 derrotas.

Lamine Yamal se torna jogador mais jovem a iniciar como titular na Champions

Apenas 16 anos e 83 dias: essa é a idade do espanhol Lamine Yamal, que atuou como ponta direita titular hoje pelo Barcelona. Ele se tornou o jogador mais jovem a começar uma partida da UEFA Champions League dentre os 11 iniciais. Antes, havia entrado no segundo tempo na vitória 5 x 0 em cima do Royal Antwerp.

O recorde anterior era do ex-lateral-esquerdo nigeriano Celestine Babayaro, que na temporada 1994/95 atuou como titular pelo Anderlecht, da Bélgica, aos 16 anos e 86 dias, no empate em 1 x 1 com o Steaua Bucareste.

Porto vai bem por quase todo primeiro tempo, mas Romário vacila e dá vantagem ao Barcelona

O técnico Xavi continua com os desfalques dos meio-campistas Frankie de Jong e Pedri, além do brasileiro Raphinha, que chegou a ser cortado da convocação da seleção brasileira. Nos minutos iniciais, a estrutura tática da equipe no momento com bola (ou seja, boa parte do jogo) foi de uma forma mais contida. Ao invés do 3-2-5, a equipe ficou mais posicionada no 4-3-3, com João Cancelo e Alejandro Baldé na base da saída de bola e Oriel Romeu apoiando. João Félix (ponta esquerdo) e Yamal (direito) abriam o campo.

O Porto de Sérgio Conceição se fechava no 4-4-2 com o brasileiro Pepê e Mehdi Taremi mais a frente. Como ficou muito tempo sem a bola, a equipe apostava na pressão na saída do Barça e nos contra-ataques rápidos quando recuperava a posse. Em uma dessas roubadas de bola, por pouco Pepê não ficou de frente para Ter Stegen, mas o brasileiro dominou mal dentro da área e deixou escapar a bola.

Outra recuperação de bola perigosa do Porto aconteceu com 12 minutos, quando brasileiro Wenderson Galeno aproveitou o erro de Cancelo e partiu para o ataque em velocidade, parado apenas na falta do português, advertido com cartão amarelo.

O primeiro chute em direção ao gol da partida veio com 16. Ataque bom construído pelo time português desde a defesa, Pepê recebeu no grande círculo e encontrou o elenco surpresa Stephen Eustaquio passando em velocidade. O meio-campista canadense bateu no meio e facilitou a defesa do capitão do Barcelona.

Era notável a dificuldade do Barça em criar. O time rodava a bola, sem objetividade, e com pouca gente no ataque pela forma conservadora de jogar teve problemas. João Félix, perseguido pelas vaias da torcida no Dragão, era um dos poucos mais ligados e exigiu a primeira defesa de Diogo Costa, com a ponta dos dedos.

A partida também tinha um aspecto disciplinar forte. David Carmo deu um forte carrinho em Lewandowski, que teve que sair de campo para ser atendido – o árbitro não marcou nada no lance. Depois, Fábio Cardoso, outro zagueiro do Porto, deu outra entrada pesada, dessa vez em Jules Koundé, e foi amarelado – assim como Ronald Araújo, que correu para reclamar do lance, e Xavi, questionamendo o mesmo lance.

A pegada de Carmo em Lewandovski foi realmente forte e o atacante polonês, com muitas dores, foi substituído aos 33. Ferran Torres entrou no lugar dele.

Aos poucos, o time catalão foi tomando mais o controle da partida e se instalava no campo adversário, agora sim no 3-2-5 bem definido e ofensivo. Com isso, o Porto tinha ainda mais espaço. Aproveitando campo pela esquerda, Galeno viu Wendell passar e serviu o compatriota. Na linha de fundo, o lateral cruzou rasteiro e quase Ter Stegen soltou.

O Barça tinha muita dificuldade em criar e só tinha assustado o goleiro do Porto uma vez. Neste cenário, para abrir o placar aos 46 minutos, precisou da ajuda do adversário Romário Baró, que recebeu no meio-campo e deu passe curto para defesa, dando de graça para Gundogan. O alemão tocou em profundidade para Ferran Torres marcar na saída de Diogo Costa.

Melhor no jogo, Porto não consegue furar bloqueio catalão

Foram 30 segundos para o Porto mostrar que veio ligado para etapa final. João Cancelo vacilou, e Romário impôs velocidade no ataque português. O lateral-direito João Mário recebeu e arriscou de fora da área, passando muito perto do gol catalão.

Os minutos iniciais novamente mostraram como a partida, apesar de bem jogada, tinha um aspecto quente nas faltas e nos cartões pelo árbitro. Koundé e Félix foram amarelados e o Barcelona chegou aos cinco jogadores advertidos.

Com sete minutos, o Porto conseguiu encontrar um grande espaço em lançamento para Pepê, que ficou de frente para Ter Stegen, mas esperou tanto para tomar uma decisão que Koundé conseguiu chegar e desarmar o jogador. As bolas longas pareciam um caminho para equipe portuguesa, e o atacante brasileiro recebeu de novo, porém foi novamente bloqueado, dessa vez por Araújo.

Com 20, melhor no jogo, o técnico Sérgio Conceição colocou o atacante brasileiro Evanilson no lugar de Romário Baró, que falhou no lance do gol. Logo após a mudança, Ter Stegen teve que trabalhar em chute de Wendell após jogada toda brasileira com Evanilson e Galeno. O alemão voltou a ter que intervir em chute de Taremi.

Precisando respirar, Xavi colocou Sergi Roberto e Fermín López nos lugares de João Félix e Oriol Romeu. As mudanças não surtiram o efeito imediato e o time do Dragão seguia melhor. Em uma rápida escapada, Galeno tentou colocar no ângulo um chute colocado, mas Ter Stegen fez uma linda defesa.

Com 30 minutos, a partida teve um momento inusitado. Conforme informado na transmissão da TNT Sports, Lamine Yamal saiu em direção ao vestiário, sem ser substituído, e o Barcelona jogou com um a menos por um período. Nesse momento, um lançamento na defesa do Barça teve a intervenção do braço de Cancelo, dentro da área, e o pênalti foi marcado no campo. O árbitro Anthony Taylor teve que ir ao VAR e viu que Eustaquio tocou com o braço antes da jogada, anulando a penalidade. Após tudo isso, Marcos Alonso entrou como ponta esquerda no lugar de Yamal, ainda no vestiário, e Fermín ficou no lado direito.

A pressão portuguesa seguiu e um golaço de bicicleta foi anotado por Taremi após grande cavadinha de Pêpe, mas o atacante estava impedido. Faltando cinco minutos, Sérgio Conceição efetuou quatro entradas de uma vez: Francisco Conceição, Danny Namaso, Nico Gonzáles e Iván Jaime.

A intensidade dos donos do estádio do Dragão permaneceu, e Gavi, um dos amarelados, fez falta besta no meio-campo e sofreu o segundo cartão, expulso. Foram mais de oito minutos de acréscimos e muito sufoco para o Barcelona, que se segurou e confirmou a magra vitória.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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