Champions League

A Juventus encontrou em Dybala a faísca para transformar seu domínio em vitória categórica

A Juventus começou o jogo de ida das quartas de final da Champions League de maneira avassaladora: finalizou duas vezes em três minutos e abriu o placar aos 7 minutos. Sem ver a cor da bola, o Barcelona mal reagiu e se viu perdendo por 2 a 0 antes da metade do primeiro tempo. A faísca responsável pela combustão que moveu os italianos na direção da classificação às semifinais foi Paulo Dybala, autor desses dois gols, com belas finalizações, na vitória por 3 a 0, em Turim.

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Foi uma partida separada entre duas fases para a Juventus. Na primeira, quando aproveitou a escalação ofensiva de Massimiliano Allegri para atacar o Barcelona, Dybala brilhou com seu instinto matador. Encontrou um espaço que não existia para bater curvado, após receber a bola de Cuadrado, pela direita, e bateu de primeira da entrada da área para completar a assistência de Mandzukic, pela esquerda. Foi muito eficiente: deu três chutes e marcou dois gols – o outro foi bloqueado.

Compensou a noite pouco produtiva de Higuaín, com quatro finalizações, todas para fora, e desempenhou bem o seu papel ofensivo quando a Juventus fechou-se, de propósito, em um 4-4-2 para se defender, pressionando a saída de bola do Barcelona ao lado do argentino. Foi assim durante boa parte do segundo tempo, com Chiellini responsável pelo terceiro gol, em uma cobrança de escanteio. Dybala roubou duas bolas, número inferior apenas ao de Mandzukic entre os homens de frente.

A temporada passada foi a primeira do argentino de 23 anos com a camisa da Juventus, e Dybala foi muito bem no Campeonato Italiano, com 19 gols em 34 partidas, muitos deles decisivos. Entre novembro e janeiro, marcou oito vezes em dez jogos. Mas, na Champions, só foi às redes no empate com o Bayern de Munique, nas oitavas de final.

Nesta época, foi titular em apenas 20 das 31 partidas da Juventus na Serie A – ficou um mês e meio afastado por lesão -, com oito tentos, mas conseguiu ser decisivo na Champions League. Chegou a quatro gols na atual edição do torneio europeu, depois de deixar sua marca contra o Dínamo Zagreb e o Porto, nas oitavas de final.

E, claro, contra o Barcelona, justamente a equipe que mais aparece entre as especulações sobre uma potencial venda de Dybala. O argentino teve a primeira grande noite europeia da sua curta e promissora carreira, deixando a Juventus bem próximo das semifinais. A derrocada do PSG coloca uma pulga atrás da orelha, mas foi tão especial justamente por ser tão difícil de acontecer. Graças aos gols de Dybala, a classificação italiana está bem encaminhada.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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