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Às vezes a vaga na Copa pode acabar em atitudes bem idiotas

A classificação à Copa do Mundo é um momento de festa, certo? É hora de comemorar, de exaltar a unidade nacional, de deixar a população ir às ruas. Bem, nem sempre. Assim como pode ser usada para boas coisas, também serve de pretexto para a intolerância. E, na caminhada rumo ao Mundial de 2014, quem deixou isso mais evidente foi a Croácia.

Após a vitória sobre a Islândia, que garantiu a vinda dos croatas ao Brasil, o defensor Josip Simunic tomou o microfone no estádio em Zagreb. Mas para puxar cânticos em referência ao nazismo: o grito “por nossas terras”, seguido pela resposta “prontos”. Embora as frases não pareçam ter nenhum conteúdo abusivo, elas eram símbolo do Ustase, regime pró-nazista que comando o país durante a Segunda Guerra Mundial e que liderou o holocausto na região. Em 1945, quando os aliados tomaram a Iugoslávia, o grupo foi banido do país.

“Algumas pessoas deveriam aprender um pouco de história. Eu não tenho medo. Eu não fiz nada de errado. Estou apoiando minha Croácia, meu país. Se alguém tem algo contra isso, o problema é da pessoa”, respondeu Simunic, depois de ser indiciado pela Fifa. Na penúltima rodada das Eliminatórias, a entidade já tinha punido os croatas por gestos fascistas durante a partida contra a Bélgica. Não serviu de lição.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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