MLS

Árbitros da MLS entram em locaute e temporada deve começar com substitutos

Associação de Árbitros de Futebol Profissional, sindicato que representa profissionais na América do Norte e no Canadá, votou contra o acordo de negociação coletiva

A partir deste domingo (18), a Organização de Árbitros Profissionais (PRO), instituição responsável pela arbitragem da MLS, vai bloquear os juízes da liga americana. Isso porque a Associação de Árbitros de Futebol Profissional (PSRA), sindicato que representa esses profissionais na América do Norte e no Canadá, votou contra o acordo de negociação coletiva (CBA) com mais de 95% de rejeição.

Agora, a PRO tem um plano pronto para ser executado substituir os árbitros na MLS, que terá início na próxima quarta-feira (21). Segundo fontes do site The Athletic, a organização de árbitros tem 66 funcionários à disposição para suprir os juízes afastados. Do montante, 26 podem ser designados como árbitro central ou quarto árbitro e os demais 29 atuam como assistentes.

Dos árbitros centrais, 11 possuem experiência nas três principais ligas e divisões do Brasil, Turquia, Espanha, Itália, Jamaica, México e Polônia. Dez são ex-árbitros ou ainda estão em atividade nos EUA, mas atuando no futebol universitário.

Além disso, o gerente geral da PRO, Mark Geiger, estará disponível como árbitro assistente de vídeo. Geiger arbitrou na MLS entre 2004 e 2019, sendo parte do quadro da Fifa de 2008 a 2019. Geiger foi o primeiro americano a apitar uma partida eliminatória da Copa do Mundo, em 2014. Por fim, ele esteve na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, pouco antes de se aposentar.

Demais gestores da PRO, que foram certificados pelo International Football Association Board (IFAB), órgão que regulamenta as regras do futebol, no passado, ou que trabalharam no VAR em competições da Fifa, também serão utilizados nessa função. Já as partidas organizadas por qualquer um dos três clubes canadenses da MLS serão atendidos pela Canada Soccer.

Vale lembrar que o último caso de afastamento entre PRO e PRSA foi em 2014. Sete árbitros que entraram como substitutos naquele ano seguiram com a carreira profissional depois. Geiger foi um dos árbitros centrais naquela temporada, e Peter Manikowski, presidente e atual mediador da PSRA, era assistente.

Negociações acontecem desde janeiro

No dia 22 de janeiro, os membros da PRSA votaram de forma unânime a autorização da greve. Anteriormente, os mesmos associados apresentaram um relatório de práticas laborais abusivas ao Conselho Nacional de Relações Laborais dos EUA (NLRB), alegando que a PRO se envolveu em “negociações diretas”, contornando a liderança sindical e comunicando-se diretamente com os membros do PSRA.

– Vivemos para o jogo, dedicamos 100% da nossa experiência, preparo físico e habilidade. O crescimento vertiginoso da MLS aumentou significativamente as exigências mentais e físicas dos dirigentes e, como tal, aumentou as exigências tanto do nosso tempo profissional como pessoal – disse Peter Manikowskio em comunicado.

– Nossos membros estão pedindo não apenas uma compensação justa num momento em que a liga relata um crescimento recorde, mas também a capacidade de cuidar de si mesmos na estrada e em casa para continuar a arbitrar no mais alto nível que este esporte exige – completou.

A PRO anunciou que os aumentos nos salários para o primeiro ano incluíram: até 33% para árbitros, de 75 a 104% para assistentes e 15 a 100% árbitros de vídeo, bem como aumento de taxas de jogo para árbitros regulares da temporada e dos playoffs. O acordo também incluiu viagens aéreas em primeira classe ou classe executiva para os playoffs.

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