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Galaxy dá um jeitinho para pagar Giovani dos Santos, mas será uma boa para o clube e a MLS no geral

O Los Angeles Galaxy confirmou nesta quarta-feira de Giovani dos Santos, estrela da seleção mexicana e que estava no Villarreal na última temporada. Tecnicamente, uma contratação que faz todo sentido: aos 26 anos, o jogador tem potencial para render bem em campo e, além disso, conseguir algo que a MLS tem dificuldade: atrair a atenção do público dentro dos Estados Unidos.

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Muitos amantes de futebol no país não assiste à MLS. O valor das cotas de TV do campeonato são inferiores ao que é pago pelas emissoras para transmitir a Premier League, que é o grande campeonato nacional de futebol em audiência nos EUA. Trazer um jogador que é estrela da seleção mexicana tem tudo para alavancar a atenção que o Los Angeles Galaxy recebe na TV e nos estádios.

A seleção mexicana de futebol atrai mais atenção na TV americana que a própria seleção dos Estados Unidos. Somando isso ao valor baixo pago pelo jogador, US$ 7 milhões segundo o Los Angeles Times, torna a contratação um acerto. Tecnicamente pode contribuir em uma liga como a MLS, que ainda tem um nível bem abaixo da Espanha; atrai a atenção por ser uma estrela da seleção mexicana jogando em Los Angeles, atrai a atenção do público para os jogos do Galaxy na TV, e torna o jogador uma atração nos estádios pela liga.

O problema é que os times da MLS só podem ter três jogadores designados – que recebem um salário acima do piso anual (US$ 436.250 por temporada, pouco mais de US$ 36 mil por mês). Para resolver esse problema, o Galaxy vai usar um sistema recentemente introduzido na MLS: o dinheiro alocado, um dinheiro extra permitido pela liga para aumentar o salários dos jogadores para além do limite, sem integrar no teto salarial.

Com este dinheiro de alocação, US$ 500 mil imediatamente e mais US$ 100 mil por ano, o Galaxy vai aumentar o salário de Omar González, um dos três jogadores designados. Com isso, ele deixará de ser designado e abre espaço para Giovani dos Santos assumir o posto. Assim, o mexicano pode receber um salário ilimitado.

O jogador só se apresenta em agosto, depois da Copa Ouro. Mas a sua entrada torna o Galaxy mais forte, mas sobretudo, torna a MLS mais atraente. E isso é fundamental para uma liga que, embora seja de um esporte que cresce no país, ainda sofre com os baixos contratos de TV e pouco audiência que gera.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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