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Dominantes na América, argentinos agora também são maioria entre estrangeiros na MLS

A Argentina é um dos países mais respeitados do mundo quando se fala em futebol. O país que revelou craques como Diego Maradona e Lionel Messi, para ficar nos mais estelares, costuma exportar jogadores para tudo quanto é lugar do mundo. Os brasileiros também, tanto domina quando se fala no continente europeu, por exemplo. Mas se falamos da América, os argentinos são maioria nos principais países. Em 2015, passaram a ser maioria em mais uma liga: a MLS, antes de maioria brasileira.

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Os argentinos são maioria entre os estrangeiros na MLS, com 25 jogadores (correspondente a 9,4% do total de estrangeiros na liga). Há mais argentinos na liga do que canadenses (21), mesmo com três times do Canadá na competição (Montreal Impact, Vancouver Whitecaps e Toronto). Os brasileiros têm uma presença forte também, com 19 jogadores. Mas os argentinos dominam e esta não é uma novidade se pensarmos em termos de América. Há também mais argentinos que mexicanos (que são sete na liga). Os ingleses são 21, segundo dados da MLS.

Como país formador de jogadores, a Argentina é o país com mais jogadores em algumas das principais da América. A liga chilena tem 71 jogadores argentinos, o que representa 71,7% dos jogadores. No Equador, são 28 jogadores (52,8% do total de estrangeiros). No Uruguai, são 13 (38,2%). O México, uma das ligas com mais poder financeiro na América, tem 54 jogadores argentinos (35,8%). No Brasil, os argentinos também são maioria. Dos 90 estrangeiros que jogam no país, 25 são argentinos (28%).

O principal motivo que leva tantos argentinos a se espalharem pelo continente (e pelo mundo) é o fato do país ser um grande formador de talentos, que nem sempre têm espaço dentro da própria liga. Neste momento, há um outro fator importante: a crise econômica que a Argentina passa nos últimos anos enfraqueceu os clubes, tornando o exterior um mercado muitas vezes mais atraente para os jogadores argentinos.

Considerando a América como um todo, o fator língua influencia, claro. Os argentinos não precisam de uma adaptação nesse sentido, enquanto os brasileiros sim. De qualquer forma, é impressionante como os argentinos estão espalhados pela América. E parece que a tendência é serem cada vez mais.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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