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A MLS voltou e as falhas da defesa do Chicago mostram algo que ainda precisa melhorar

A abertura da temporada 2015 da MLS contou com o campeão, Los Angeles Galaxy, vencendo o Chicago Fire por 2 a 0. Se a empolgação pela nova temporada é enorme pela estreia de times como o Orlando City de Kaká e o New York City de David Villa, algumas coisas continuam iguais. As falhas defensivas ridículas, por exemplo, como as que a defesa do Fire cometeu na noite de sexta no estádio StubHub Center, em Carlson, na Califórnia.

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A falha do primeiro gol é grotesca. O Galaxy atacava pela direita, após lançamento do zagueiro Omar González para Ishizaki, que cruzou bola perigosa para a área. Jeff Larentowicz tentou cortar, mas chutou a bola no peito de Lovel Palmer. O lança pastelão fez a bola sobrar limpa para José Villarreal, meia ofensivo que ganhou espaço para 2015. Ele marcou o primeiro gol do Galaxy, aos 20 minutos.

Depois, já aos 36 minutos, Omar González fez novo lançamento, Baggio Hudosic deu uma casquinha de cabeça para Robbie Keane, veterano, capitão e estrela do Galaxy, encher o pé e cravar o 2 a 0 no placar, que seria o resultado final do jogo. Mesmo com muita gente na defesa do Fire, Hudosic conseguiu ajeitar de cabeça e Keane estava completamente livre. Um buraco que uma defesa um pouco melhor não deixaria.

Keane, aliás, é o ponto positivo do Galaxy, que não fez uma grande partida no StubHub Center. O atual campeão ainda é um time desconexo e deixou a desejar, apesar de ter criado muitas chances. A maioria delas não foi tão clara. Só que o Galaxy nem precisa se preocupar muito porque a MLS tem como virtude o fato de ter um limite salarial estabelecido e equilíbrio financeiro nas contas da liga e dos clubes. Por outro lado, o desnível técnico mesmo dentro dos elencos é gritante. Há jogadores de nível internacional, como Robbie Keane, mas também jogadores que não teriam espaço em time nenhum de um campeonato mais forte, como o Brasileiro. Este é um aspecto que a MLS precisa trabalhar para vencer esse gargalo que impede o seu crescimento e que nós já falamos por aqui, dizendo que o limite salarial terá que aumentar se a liga quiser mesmo subir mais degraus. O desafio é aumentar a receita.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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