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Torres: “Me faltava algo para sonhar e só poderia ter no Atlético de Madrid”

A volta de Fernando Torres ao Atlético de Madrid é a primeira grande história de 2015. A contratação foi confirmada nos últimos dias de 2014, depois de muita especulação e a apresentação aconteceu neste domingo, no estádio Vicente Calderón. Mesmo local onde ele deve estrear, na quarta-feira, quando os Colchoneros recebem o rival Real Madrid pela Copa do Rei. Torres falou com emoção sobre a volta, ressaltou que precisava sonhar e o Atlético é o único lugar para isso.

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“Faz pouco mais de sete anos que estávamos nos despedindo, mas todos tínhamos a esperança que seria um até logo. É um dia muito especial para mim, um dia feliz em que vai ser difícil não me emocionar, venho para uma equipe campeã à altura da sua história”, disse Torres ao ser apresentado pelos dirigentes. Foi dado a ele o número 19, que estava designado a Angel Correa, atacante argentino que veio do San Lorenzo. Correa teve um problema no coração, passou por cirurgia e ainda não estreou pelo clube. Deve receber um outro número.

“Eu sentia falta de sonhar e só poderia ter isso aqui. O Atlético precisava de um reforço no ataque, tudo encaixou, todo lutamos na mesma direção até que vimos que poderia acontecer”, explicou Torres sobre a transferência. “Fora de campo aconteceram muitas coisas desde que saí. No âmbito pessoal, estou mais maduro, tenho a minha família. Em nível profissional, antes era um garoto de 24 anos que entendeu que precisava sair para que o clube pudesse crescer e eu também. Isso foi o mais duro. O tempo nos deu razão, consegui os títulos que buscava e o clube também, agora quero ganhá-los aqui”, explicou Torres.

Torres ainda comentou sobre Simeone, com quem jogou no Atlético entre 2003 e 2005, quando o argentino já era um veterano. “Cholo foi muito importante, me deu confiança. Se era exigente como companheiro, suponho que como treinador será mais. Estou aqui para somar, entendo que tenho uma responsabilidade extra por todo que estou vivendo e as pessoas que estão aqui fora. Quero jogar, que passem os dias de tanto falar”, disse ainda o jogador falando sobre a sua ansiedade pela estreia.

Diante dos torcedores, Fernando Torres se emocionou. Chutou bolas para a torcida e fez um discurso emocionado.  “Que bonito é voltar para casa. Algum dia vocês terão que me dizer o que eu fiz para que me tratem tão bem. Estou desejando voltar a jogar e voltar ao Calderón vestido de rojiblanco”, disse o jogador, chorando, em campo.

Quarta-feira todos os olhos estarão sobre Fernando Torres e sua reestreia pelo Atlético de Madrid. O time que ele encontra é bem diferente do que deixou, há sete anos. Se ali o clube tinha acabado de se recuperar da queda. Agora o Atlético é umt IME que briga ffrente a frente com Real Madrid e Barcelona, atual campeão espanhol, finalista da última edição da Champions League. Torres chega com a responsabilidade de um ídolo, precisa render, mas também com o apoio irrestrito das arquibancadas, por todos os serviços já prestados. Ele pode não estar mais no mesmo nível de quando saiu, mas chega de graça ao clube, que pagou com o empréstimo de Alessio Cerci, que não se firmou. Há muito mais aspectos positivos que negativos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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