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Por estes lances que a torcida do Atleti se empolga tanto com a provável volta de Torres

Atlético de Madrid ou Milan ainda não anunciaram o acordo. No entanto, a imprensa europeia crava o primeiro grande negócio da janela de transferências de janeiro: Fernando Torres está de volta ao Vicente Calderón. Os últimos detalhes dependem de Alessio Cerci, que deve seguir ao San Siro em contrapartida, ambos cedidos até julho de 2016. Nada que deva barrar o retorno de um dos maiores xodós da história colchonera ao Atleti.

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As duas partes se desfazem de jogadores que não engrenaram nos últimos meses. Enquanto Cerci não conseguiu ter uma sequência em Madri, longe de apresentar boas condições físicas, em Milão a paciência com Torres se esgotou rapidamente. A chance de recuperação na Serie A nunca se concretizou e, acumulando mais gols perdidos, o centroavante foi parar no banco de Pippo Inzaghi. Em dez partidas pelos rossoneri, o espanhol anotou só um tento.

O negócio parece bem mais vantajoso ao Milan. Aos 27 anos, Cerci parece ter muito a render na carreira e retorna ao seu país, aproveitando a brecha no time titular que Keisuke Honda dará durante a Copa da Ásia. Entretanto, por mais que os últimos anos da carreira de Fernando Torres não deem motivo para tanto, o Atleti deverá renovar as esperanças com seu antigo ídolo. A mobilidade maior que a de Mandzukic, podendo se encaixar bem na equipe, ou os problemas de adaptação dos atacantes recém-contratados são alguns motivos para ver com bons olhos o retorno do espanhol. Além do mais, o negócio seria um pedido do próprio Simeone, que atuou ao lado do prodígio entre 2003 e 2005. De qualquer forma, não explicam sozinhos a empolgação da torcida colchonera.

Os 12 anos de casa representa muito mais para Fernando Torres. O menino que vestiu a camisa rojiblanca pela primeira vez aos 11 anos, e acabou vendido aos 23, adorado pelos muitos gols, lances plásticos e o resgate do orgulho de um gigante que estava na segunda divisão do Campeonato Espanhol. El Niño, mais do que o fenômeno que causava tempestades em campo, era o garoto que os colchoneros viram crescer. No Calderón, o centroavante terá o carinho e a paciência necessários para reerguer a carreira, apesar da péssima forma recente. Aos 30 anos, provavelmente a última chance de provar que ainda pode jogar em alto nível.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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