Espanha

Situação de Bale é “insatisfatória para todos”, diz Toni Kroos

Uma das imagens do título espanhol do Real Madrid foi uma perfeita representação do momento de Gareth Bale no clube. Quase todos os jogadores celebravam Zinedine Zidane, menos o galês, de braços cruzados, olhando de longe, com um sorrisinho no rosto.

Um dos jogadores mais caros e famosos do mundo, além de muito bom de bola quando está em forma, sendo praticamente reserva é uma situação que não agrada a ninguém, confirmou o meia Toni Kroos, em entrevista ao podcast Lauschangriff, segundo o Goal.

“Não tem como escapar. A situação é insatisfatória para todos. Ele certamente não foi contratado para jogar tão pouco quanto vem jogando”, disse o alemão. Bale fez 20 partidas por todas as competições nesta temporada, 14 desde o início, e entrou em algumas polêmicas, como a faixa que dizia “Gales, golfe e Madrid, nesta ordem”, mostrada na comemoração da vaga da seleção galesa à Eurocopa de 2020 – adiada a 2021 por causa da pandemia.

O Real Madrid poderia ter evitado esses problemas se sancionasse a venda de Bale ao Jiangsu Suning, da China, no começo da temporada, mas abortou a operação de última hora. “Eu acredito que ele queria sair e o clube sinalizou com sim em um primeiro momento e depois disse não. Eu não sei se ele ainda está um pouco bravo sobre isso. É um assunto difícil”, disse Kroos.

Ainda assim, o meia acredita que a questão tem sido exagerada e que não causa tantos problemas nos vestiários quanto a imprensa faz parecer. “Certamente não é tão extremo quanto fazem parecer. Tudo está ok no time. Eu o conheço há seis anos e vencemos várias coisas grandes juntos”, disse.

Primeiro jogador de € 100 milhões, Bale conquistou quatro títulos da Champions League pelo Real Madrid, quatro mundiais, duas edições de La Liga e uma Copa do Rei.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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