‘O Real Madrid me tratou mal, eu estava desesperado para sair de lá’
Era dos 'Galáticos' causou frustração em jogadores que tiveram poucos minutos no Santiago Bernabéu
Durante a era Galática do Real Madrid nos anos 2000, com o desembarque de enormes grandes como Figo, Zidane, Ronaldo e Beckham, a administração do elenco, formado por estrelas e garotos da base, ganhou o nome de “Zidanes e Pavones“, como referência ao craque francês e também a um jovem formado pelos Merengues.
Era Paco Pavón, zagueiro que estreou no time profissional em 2001 e serviu para ilustrar aquela fase do gigante da capital espanhola. O ex-jogador contou ao podcast “Offsiders” sua grande frustração no clube: a não transferência ao Villarreal em 2006.
— Eles (Real Madrid) me trataram mal. Eu tinha uma oferta de [José Manuel] Llaneza [ex-dirigente] para ir ao Villarreal e estava tudo acertado. Depois houve troca de presidente [no Real Madrid], chegou o [Ramon] Calderón [mandatário entre 2006 e 2009] e tudo foi interrompido no último momento — revelou.
— Me reuni com o Mijatovic [diretor dos Merengues na época] na pré-temporada na Áustria, porque vi que tinha chegado o [zagueiro Fábio] Cannavaro, etc., e que eu não iria jogar. Ele me disse: ‘não, você vai jogar aqui’. E joguei dois jogos o ano inteiro. Me disseram que contavam comigo. Para quê? Para me colocar o colete nos treinos? Dava pena, mas, esportivamente, eu estava desesperado para sair dali — completou.
O então jovem defensor, após mais de 160 jogos pelo Real Madrid e títulos de LaLiga e Champions League, só sairia da equipe no ano seguinte, rumo ao Zaragoza, clube que atuou por três temporadas até ser negociado com o AC Arles-Avignon, da França, onde se aposentou em 2011.

Ex-zagueiro gosta do lema ‘Pavones e Zidanes’ do Real Madrid galático
Ter o nome para definir uma era no Real Madrid é motivo de orgulho para Pavón. “Muita gente me conhece porque me associa ao nome do Zidane”, disse.
— Foi o Florentino Pérez quem disse que essa seria a política a ser seguida. Daí surgiu o lema. Para mim, era motivo de orgulho, porque o lema me colocava como referência da base — contou ao podcast.
O ex-jogador também relembrou que a outra parte do “slogan”, o craque francês, precisou superar um início difícil até se tornar um ídolo merengue.
— No começo, as coisas não saíam bem para o Zidane, mas eu o via nos treinos e ele era espetacular. Eu pensava: ‘ele é o melhor, com uma diferença enorme…’. Foi a pressão de chegar ao Madrid. Depois ele fez o que fez — finalizou.



