Espanha

Real Madrid precisava de algo extraordinário para derrubar o Sevilla, e Ronaldo apareceu

O último time que encontrou a fórmula para vencer o Sevilla no Ramón Sánchez foi o Bétis, em março do ano passado, pela Liga Europa. Desde então, foram 34 partidas oficiais e nenhuma derrota. Pelo Campeonato Espanhol, o último a ter o gostinho de vencê-lo em seus domínios havia sido o Barcelona, em fevereiro. Havia. O Real Madrid derrubou essa escrita, neste sábado, com uma vitória imperial por 3 a 2. Graças ao seu principal jogador e artilheiro. Graças a Cristiano Ronaldo.

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Tantos times passaram pelo Ramón Sánchez nesse período de um ano que abrigou uma das mais espetaculares sequências invictas do Sevilla e todos falharam. O Real Madrid sabia que precisava levar o seu melhor jogo para superar o adversário. Algo de extraordinário, e Cristiano Ronaldo tem o costume de ser extraordinário contra o Sevilla, seu maior algoz na Espanha. Entrou em campo com 18 gols marcados contra o rival e saiu com 21. Fez todos os três gols da importantíssima vitória do seu time, que continua na cola do Barcelona. Dois pontos separam os gigantes, a três jogos do fim.

As circunstâncias ajudaram um pouco o Real Madrid. Ronaldo marcou dois gols em dois minutos exatamente no período em que o volante Krychowiak estava sendo atendido fora de campo. Com um a menos, o Sevilla foi presa fácil. Isco caiu pela ponta esquerda e cruzou com precisão na cabeça do português. Foi mortal. Logo depois, foi James quem cruzou, desta vez da direita, Chicharito Hernández desviou e Ronaldo teve a presença de área para completar.

Era um jogo muito mais brigado que bem jogado, o que não significa que era feio. As duas equipes estavam com muita vontade de vencer, o que sempre torna o jogo interessante. Sergio Ramos, de volante, ia bem até devolver o Sevilla para jogo ao cometer um pênalti um pouco bobo na ponta da área. Se o time da casa não tem Ronaldo, tem Carlos Bacca, que chegou a 20 gols com uma cobrança calma e perfeita.

Com Krychowiak de volta ao campo, no segundo tempo com uma máscara de plástico, o jogo voltou a ser equilibrado. Até Ronaldo mais uma vez provar que é letal como centroavante. Bale havia entrado no lugar de Hernández. Voltava de lesão. Da ponta direita, achou Cristiano Ronaldo lá no outro lado, e o camisa 7, mesmo sem ângulo, cabeceou com perfeição e efeito, por cima de Sergio Rico.

Era para ser o golpe de misericórdia, mas o Sevilla não ficou 34 partidas invicto em casa à toa. Foi em busca de pelo menos o empate e conseguiu assustar, com um gol de Iborra, a 11 minutos do fim. Mas a sua sequência incrível de partidas sem perder dentro de casa chegou ao fim porque, neste sábado, o extraordinário estava do outro lado. Estava dentro de Cristiano Ronaldo, que pela quinta vez na carreira marcou três gols no Sevilla em uma única partida. Só assim mesmo para alguém vencer no Ramón Sánchez hoje em dia.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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