‘Preferia ficar na Championship a ir para LaLiga para ganhar menos, não perdoo nem 1 euro’
Roque Mesa contou bastidores de quando estava no Swansea City e foi procurado pelo Sevilla na janela de transferências
Para o torcedor, futebol é paixão, porém, para a maioria dos jogadores, é um mero trabalho. Roque Mesa é grande exemplo dessa máxima ao revelar os bastidores de quando agiu como um profissional de qualquer área: priorizou o aspecto financeiro antes de aceitar uma nova oportunidade.
Em entrevista ao programa “Offsiders”, o volante relembrou de quando deixou o futebol espanhol pela primeira vez no início de 2017/18, quando foi contratado pelo Swansea City. À época, Mesa trocou o Las Palmas, que vinha de campanhas de meio de tabela em LaLiga, para brigar contra o rebaixamento na Premier League.
Em meio a altos e baixos na primeira metade daquela temporada, o jogador espanhol foi procurado por Betis e Sevilla para retornar à terra natal. Entretanto, Roque Mesa dificultou as conversas com os rivais da Andaluzia porque queria receber os mesmos valores acordados com o Swansea.
— O (Joaquín) Caparrós (então treinador do Sevilha) me queria, mas eu disse que o problema era o meu contrato. Preferia ficar na segunda divisão da Inglaterra a ir para o Sevilla se fosse para ganhar menos.

O volante espanhol explicou que o Betis o procurou primeiro, porém, ofereceu pagar apenas “70% do salário”. Mesa recusou a oferta, pois “não ia perdoar nem um euro”. Em janeiro de 2018, o Sevilla fechou empréstimo até o final da temporada e, em julho, o contratou em definitivo por 6 milhões de euros (cerca de R$ 37,4 milhões na cotação atual).
— (Sevilla) me ofereceu um contrato que cobria os dois anos que me restavam em Inglaterra, mais um. Fui coroado — concluiu o veterano de 36 anos.
Ao final de 2017/18, o Swansea City foi rebaixado para a Championship, onde permanece até hoje. Já o clube da Andaluzia terminou na 7ª posição do campeonato e garantiu vaga na Liga Europa da temporada seguinte.
Passagem de Roque Mesa pelo Sevilla
Enquanto esteve emprestado pelo clube ganês, o atleta espanhol não teve tanto espaço. Contudo, já em 2018/19, Roque Mesa se tornou uma espécie de 12º jogador do Sevilla. Só que tudo mudou com a volta de Monchi como dirigente em julho de 2019.

No início dos anos 2000, Monchi assumiu como diretor com o objetivo de levar a equipe de Andaluzia à primeira divisão da Espanha. Seis anos depois, o Sevilla conquistou seu primeiro título da Europa League. Com o dirigente, foram mais quatro títulos do torneio até 2017, quando ele decidiu ir para a Roma.
Sem sucesso na Itália, Monchi retornou à Andaluzia e decidiu que o volante não estava em seus planos. Mesa, por sua vez, cobrou que o Sevilla pagasse tudo que devia para ir embora ou continuaria no elenco. Em 2019/20, ele foi emprestado ao Leganés, que arcou com todo o salário.
— Acabei emprestado ao Leganés porque era o único clube que assumia a totalidade do meu contrato. Aquela equipe não jogava nada e, sinceramente, me custava ir treinar — confessou o espanhol.

Após a passagem medíocre pelo Leganés — que jogava LaLiga –, Roque Mesa ainda tinha mais um ano de vínculo com o clube andaluz. No último dia da janela de transferências de outubro de 2020, o volante foi para o Real Valladolid depois de firmar um acordo com o Sevilla por uma saída amigável, mas justa.
— Avisei (à diretoria) que, se quisessem que eu saísse, teriam que me pagar o último ano de contrato na íntegra. Acabaram pagando e eu assinei por três anos com o Valladolid.
Nas três temporadas que ficou no clube, Mesa jogou duas edições na elite e uma na divisão inferior. Em 2023/24, o jogador espanhol foi para o Sporting Gijón, em LaLiga 2. Esteve por último no Johor FC, da Malásia, e, agora aos 36 anos, está livre no mercado.



