Jogar contra o Barcelona de Luis Enrique é difícil por um motivo: é difícil saber o que esperar. Não só pelas diferentes escalações, mas pela alternância de boas atuações, como a vitória categórica sobre o Atlético de Madrid, e outras atuações ridículas, como a derrota para o Celta. Nos últimos jogos, porém, o time parece ter encontrado o caminho das vitórias. Isso tem menos a ver com alguma melhoria do técnico Luis Enrique no time, mais com o alto desempenho do trio de frente. Suárez, Neymar e Messi passaram a se entender muito mais. Com o trio mais entrosado, Messi passou a ter mais chances de decidir. Neste domingo, o time aproveitou os muitos espaços dados pelo Deportivo para dar a bola redonda nos pés de Messi. Com isso, três gols dele e 4 a 0 no placar.
LÍDER: Se a bola não entrava, Benzema criou um lance de gênio e facilitou outra vitória do Real
MURALHA: Diego Alves é um dos melhores pegadores de pênalti do mundo e o vídeo do Valencia mostra isso
MUNDIAL: 10 mitos e verdades sobre o Mundial de Clubes de 2000
Um fator crucial para o sucesso do time passou a ser a adaptação de Luis Suárez. O uruguaio aos poucos consegue fazer o papel de um coadjuvante de luxo, deixando o protagonista que carregou no Liverpool. É um camisa 9 que se movimenta, inteligente, capaz de abrir espaços. Neymar, em grande fase, transforma qualquer jogada em algo perigoso. Arranca com a bola, domina bolas difíceis e faz passes, como no segundo gol de Messi.
O argentino, por sua vez, mostra capacidade goleadora com finalizações muito precisas. No primeiro gol, tocou de cabeça no meio da área, aproveitando que os defensores o assistiram de camarote com pipoca na mão. No segundo, tocou com uma facilidade enorme por cima do goleiro, como se estivesse jogando contra crianças. No terceiro, foi inteligente para transformar um lance normalmente inútil em um gol. Cobrou escanteio curto para receber de volta, entrar na área, ninguém marcá-lo e ele chutar forte no canto, precisamente indefensável.
Messi é letal em qualquer parte do campo ofensivo. Em um jogo que deram espaço para o Barcelona trabalhar, a bola chegou aos pés de Messi com açúcar e com afeto. Ele retribui com seus lances de beleza e simplicidade. O quarto foi do Barcelona no jogo foi só um complemento, em uma jogada de Daniel Alves que a bola bateu como um pebolim em um zagueiro, Sidnei, e entrou.
O Barcelona está a um ponto do líder Real Madrid e mostra que pode não ser o atual campeão da Champions League e do mundo como o rival da capital, mas tem força suficiente para brigar forte pelo título. E assim deve ser até o final.
Drible de Neymar:
GOLS:



