La Liga

Xavi sobre o Barcelona: “Perdemos o modelo de jogo e temos que trazer de volta”

Com apostas na base, Xavi diz que o Barcelona precisa voltar a ter um estilo que se perdeu com o tempo

O Barcelona sob o comando de Pep Guardiola entre 2008 e 2012 marcou época. Foi com ele que a imagem que temos atualmente do clube se moldou e se consolidou. Ainda que fosse um clube vencedor, era com outro estilo que os blaugranas venceram em 2006, com Ronaldinho, por exemplo. Xavi, que era jogador do clube até 2015, agora quer retomar aquele estilo que se perdeu com o tempo. O agora treinador diz que encontrou um cenário bastante diferente do que ele viveu na época que subiu das categorias de base. Ele comentou sobre isso na vitória sobre o Elche neste sábado, que teve altos e baixos, mas mostrou ótimos jogadores da base.

“Perdemos o modelo de jogo e temos que trazer de volta”, afirmou Xavi depois do jogo. “Não estou aqui por seis anos e há coisas que me surpreenderam taticamente. Não estava aqui, então não sei quem era responsável por isso, mas está tornando o trabalho mais difícil para nós”.

Um dos pontos que Xavi criticou acaba endereçado ao trabalho de categorias de base do clube, a famosa – às vezes até superestimada – La Masia. “A grande maioria não entende o jogo posicional. Há mecanismos que entendi com 11 anos e os jogadores aqui não trabalharam neles”, continuou o agora técnico.

Xavi usou vários jogadores das categorias de base e o principal deles foi o jovem Gavi, de apenas 17 anos, que brilhou e foi decisivo com um golaço e a assistência para o gol da vitória. “Você só pode tirar o chapéu pelo desempenho de Gavi”, afirmou Xavi. “É espetacular como ele joga. Junto com Nico, Abde (Ezzalzouli), (Ronald) Araújo, (Alejandro) Baldé… Eles são o futuro do clube”.

“Joguei aqui quando tinha 18 anos e tinha medo. Esses garotos estão cheios de personalidade. Estou encantado com esta geração, Gavi é especialmente empolgante”, disse Xavi. “O que é mais surpreendente sobre Gavi é a sua idade, ele tem 17 anos. Olhe como ele está competindo. Hoje (sábado) ele fez toda diferença com um gol e uma assistência. Não quero comparar ele com ninguém, apenas garantir que ele não pise no frio porque ele não tem teto”.

O ex-jogador está empolgado pela geração que vê emergir no clube. “Estamos falando sobre sete jogadores em um nível muito bom que podem fazer a diferença. Quando eu digo fazer a diferença, não é uma mensagem para os veteranos, mas sim os garotos marcando os gols e os criando”, disse o treinador.

O Barcelona sofreu mais no jogo do que precisava. Depois de abrir 2 a 0 em um jogo absolutamente controlado, o time sofreu o empate. No final, porém, Gavi fez a jogada junto com Ousmane Dembélé e Nico González marcou o gol da vitória.

“Espero que este seja um ponto de inflexão. Complicamos as coisas para nós mesmos. O Elche sobreviveu aos nossos erros e isso não pode acontecer. Temos que aprender a ser mais responsáveis”, disse o treinador. “Estava um pouco irritado [quando o Elche empatou] porque não imaginava não ganhar o jogo. Merecíamos muito mais, mas na situação que estamos, esses são três pontos de ouro”.

O Barcelona volta a campo na próxima terça-feira, 21, diante do Sevilla, que é o segundo colocado de La Liga. O Barcelona, neste momento, é apenas o sétimo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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