Rüdiger: “Só posso dizer que é uma grande honra para mim que um treinador como Ancelotti me queira”
Rüdiger deu uma longa entrevista, em que falou sobre o orgulho de defender o Real Madrid
O Real Madrid campeão europeu se promete mais forte para a próxima temporada. Um indicativo disso foi dado com o anúncio da contratação de Antonio Rüdiger. O zagueiro vem de dois ótimos anos com o Chelsea, amadurecendo seu futebol e ganhando consistência. Melhor ainda aos merengues, chegou sem custos ao Estádio Santiago Bernabéu, ao final de seu contrato com os Blues. Aos 29 anos, o alemão oferece mais opções na montagem da defesa e também variações, sem que a equipe fique tão dependente das presenças de David Alaba e Éder Militão no miolo da zaga.
Rüdiger ainda não foi apresentado, enquanto trabalha com a seleção da Alemanha na Data Fifa. Ainda assim, o defensor falou com o jornal Marca sobre a mudança a Madri. O zagueiro não escondeu a empolgação pela oportunidade de defender os merengues e também por trabalhar com alguns grandes nomes do clube. Também não teve medo de apontar este como o maior passo de sua carreira. Abaixo, destacamos os principais trechos:
O peso da transferência
“Estou muito orgulhoso e neste momento ainda não me dei conta do que significa tudo isso, porque ainda não estive em Madri. Irei com toda a minha família quando acabar a concentração com a Alemanha e logo creio que me darei conta de verdade o que significa esta assinatura com o Real Madrid. Creio que, tanto no futebol quanto na vida, tudo são capítulos e este é um novo para mim. Obviamente, este novo capítulo é muito grande, é um grande passo para mim. Provavelmente é o maior de toda a minha carreira”
As negociações
“Neste período tive muitas conversas, mas eu só considerava o Real Madrid ou o Chelsea. A primeira vez que escutei falar do Real Madrid, imagine… Foi como ‘uau!’ A primeira vez que me contataram foi em setembro ou outubro. Um clube como esse não te procura muitas vezes, foi incrível”
A ida ao Bernabéu com o Chelsea pela Champions
“Foi minha primeira vez no Santiago Bernabéu e, no dia anterior, fizemos o reconhecimento do gramado. Você olha para cima e vê toda a estrutura do estádio… Você se dá conta que é um lugar especial e que deseja jogar esse tipo de partida, nesse tipo de estádio. Não só contra o Madrid, também quer estar ali. Infelizmente, neste dia as coisas não saíram como queríamos e logo eles foram campeões. Então meus aplausos para eles”
O fato de ser pedido por Ancelotti
“Todo mundo sabe o que é Ancelotti no mundo do futebol. É um treinador de primeira e voltou a demonstrar isso, ganhando La Liga e a Champions. Não preciso falar muito sobre ele e só posso dizer que é uma grande honra para mim que um treinador como Ancelotti me queira. Eu o vejo na televisão desde que era menino. É uma honra. Falei com ele, me deu boas vindas. Ele me disse que todo mundo estava muito feliz em contar comigo no Madrid, e isso me deixa muito contente. Está claro que Ancelotti é uma das pessoas que fazem o Real Madrid muito forte, mas não só ele. Estão Benzema, Kroos, Modric, Casemiro…”
O comportamento além da bola
“Sou o contrário do que se vê em campo. Não me vejo como uma superestrela, sou uma pessoa normal. Sou um privilegiado porque tenho uma boa vida, porque jogo em clubes muito grandes, e por isso gosto de devolver à comunidade muito do que as pessoas e o futebol me dão. Gosto de ajudar os hospitais, estar presente em Serra Leoa. Cresci num entorno diferente do que posso ter agora. Não éramos gente de dinheiro, mas sempre me senti rico porque estive com minha família. Para mim, a verdadeira riqueza é a família”.
Os ídolos de infância
“Como quase todas as crianças, tinha vários ídolos. Mas, se tiver que escolher, fico com dois em particular: George Weah e Ronaldo Nazário. Weah é o único africano que ganhou a Bola de Ouro, então é um grande ídolo para todos. E o brasileiro era… incrível. Quando era pequeno, eu era atacante. Continuei assim até os 16 anos, quando comecei a jogar na defesa. No fim, percebi que foi uma boa decisão”



