No reencontro com Sergio Ramos, Real Madrid só empata com valente Sevilla em jogo quente
Ídolo histórico do Real Madrid quase marcou contra ex-clube, mas parou em grande defesa de Kepa, que garantiu o 1 a 1
Confusões, grandes chances para os dois lados e dois gols em quatro minutos. Mais de 41 mil torcedores no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán viram um jogo quente entre Sevilla e Real Madrid, que terminou empatado em 1 x 1 pela 10ª rodada de La Liga neste sábado (21). Mesmo com o placar igualado, os dois gols vieram de jogadores do time da capital da Espanha: David Alaba, contra, e Daniel Carvajal. A partida marcou o reencontro do ídolo madridista Sergio Ramos, zagueiro do time da Andaluzia, com Real dois anos após a saída.
Com o empate, o Madrid pode ver o Girona igualar em pontos (25) na liderança, mas manterá a ponta da tabela pelos critérios de desempate. Para o Sevilla, a igualdade no placar é boa pelo contexto, visto ser a estreia do técnico uruguaio Diego Alonso logo contra o líder da competição.
Primeiro tempo tem muitas chances, alternância de domínios e dois gols anulados do Real Madrid
O italiano Carlo Ancelotti mandou a campo o time no 4-4-2 com uma mudança tática já vista nas partidas anteriores. Jude Bellingham e Federico Valverde eram os meias pelos lados do campo para dar melhor recomposição ao time, mas no momento com bola tinham muita liberdade para centralizar, enquanto Toni Kroos e Aurélien Tchouaméni atuavam como volantes. A dupla de ataque ficava com os brasileiros Vinicius Júnior (este, podendo abrir pelo lado esquerdo) e Rodrygo.
O Sevilla na estreia de Diego Alonso manteve a estrutura da equipe com dois pontas (Lucas Ocampos e Dodi Lukebakio), dois volantes bem alinhados (Boubakary Soumaré e Djibril Sow), enquanto Ivan Rakitic tinha liberdade para jogar como um meia atrás do atacante Youssef En-Nesyri.
Praticamente por toda etapa inicial, o Real Madrid encontrou espaços para acelerar o jogo por dentro e encontrar Vini Júnior apostando na linha alta do Sevilla. Logo nos primeiros minutos, o brasileiro conseguiu escanteio. Na cobrança, o time da capital espanhola abriu o placar pelos pés de Fede Valverde, aproveitando falhas seguidas da defesa adversária, que afastou mal a bola e o goleiro Orjan Nyland saiu desengonçado, deixando o gol aberto. O VAR checou o lance e viu que Bellingham, quem deu o passe antes da conclusão do uruguaio, estava impedido.
Pouco depois, o Madrid ampliou – e de novo não valeu. Em dividida no campo de defesa entre Antonio Rudiger e Ocampos, o Real contra-atacou de forma veloz, Rodrygo limpou o goleiro e deu para Belligham marcar. Porém, o árbitro já havia parado o jogo para atendimento de Ocampos com um apito muito baixo, no início da jogada, para muita reclamação dos dois lados.
A partir dos 15, 20 minutos, o time de Alonso enfim entrou de vez no jogo e acumulou chances. Na primeira, Ocampos, cortando por dentro, serviu Rakitic na área. O croata deixou Kroos no chão e bateu colocado de canhota, superando Kepa Arrizabalaga, mas não Daniel Carvajal, que tirou a bola quase de dentro do gol. No rebote, Ocampos teve nova chance, de longe, e chutou próximo à meia-lua, dessa vez o goleiro do Real defendeu.
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— Sevilla Fútbol Club (@SevillaFC) October 21, 2023
Agora em jogada pela direita, novamente o argentino Ocampos foi essencial saindo da ponta para dentro e dando um toque que deixou En-Nesyri em condições de marcar dentro da área, mas a finalização do marroquino passou à direita da meta de Kepa.
Após os baques que sofreu no jogo, de novo o Madrid apostou na bola longa para Vini Júnior. Rudiger, sem sofrer pressão, deu lindo lançamento para o brasileiro, já dentro da área, obrigando defesa de Nyland.
Um duelo inusitado do primeiro tempo foi entre Sérgio Ramos, ídolo histórico do Madrid e agora no Sevilla, e Rudiger. Os dois se estranharam mais de uma vez, com alguns xingamentos trocados e até um aperto do espanhol nas bochechas do zagueiro do Real. Apesar disso, ninguém foi punido com cartão.
Em quem vcs apostam?
— ?? ???? ?? ???? (@LaLigaBR) October 21, 2023
Sérgio Ramos ou Rudiger?pic.twitter.com/9zetlRB21Y
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Jogo quente tem dois gols em quatro minutos e termina igual
Ancelotti e Alonso gostaram do que viram e não promoveram alterações no intervalo. Como no primeiro tempo, os 10 minutos iniciais foram de chances para os dois lados. O Sevilla detinha mais a posse da bola e teve na cabeça de Rakitic a primeira finalização. Já o visitante seguia sua fórmula de contra-atacar e conseguiu nos pés de Kroos um chute perigoso de longe.
Após os 10, o Real começou a apostar em um jogo de maior posse, saída de bola desde os zagueiros e buscando espaço na defesa adversária. Em uma jogada com a defesa adversária postada, Valverde cruzou na medida para Rodrygo receber na grande área. Com espaço, o brasileiro finalizou em cima de Nyland. O embate entre o camisa 11 madridista e o goleiro do Sevilla teve novo capitulo na sequência, com o atacante recebendo de Vini e tentando uma cobertura, mas a finalização não foi em direção ao gol.
Além do embate Rudiger-Ramos, o jogo foi esquentando pelo árbitro deixar seguir em faltas claras para ambos os lados, resultando em reclamações efusivas, incluindo de Vinicius.
Com pouco mais de 20 no relógio, os dois técnicos mudaram simultaneamente. No Real, Luka Modric e Eduardo Camavinga entraram nos lugares de Valverde e Tchouaméni. Pelo lado do time de Andaluzia, Lukebakio deu a vaga para Suso, titular nos dois jogos anteriores.
Dos que entraram no jogo, quem teve a primeira participação foi Modric, ao receber bola de Bellingham após grande jogada do inglês. O chute de canhota do croata na entrada da área, porém, não fez jus a jogada, passando por cima do gol.
Há um tempo sem assustar o Madrid, o Sevilla conseguiu finalmente finalizar no gol na etapa final. Cruzamento de Marcos Acuña chegou em Ocampos, que cabeceou em cima de Kepa. O time de Ancelotti respondeu na sequência, com Rodrygo, em chute torto.
O Sevilla pegou gosto de atacar após perder o controle do jogo e encontrou o caminho do gol novamente pelo alto. Aos 27, Acuña de novo pela esquerda cruzou, Ocampos tentou triscar na bola e ela bateu em David Alaba, que dividia com El-Nesyri e superando Kepa de surpresa. Logo na sequência ao gol, mudança na defesa: Nemanja Gudelj saiu e Loic Badé entrou.
Parecia que sofrer um gol era o que o Real Madrid precisava para enfim desencantar. Carvajal recebeu lançamento pela ponta direita e sofreu falta. Na cobrança, Kroos mandou na primeira trave para o próprio lateral-direito antecipar e igualar o placar.
O centroavante Joselu, presença certa em quase todos os jogos do Real, entrou na partida no lugar de Rodrygo para dar melhor presença aérea no ataque. Mas o ataque do visitante pouco veria a bola nos minutos seguintes.
A partida esquentou e uma história anterior veio a tona. Conseguiria Ramos marcar em seu ex-clube? Bom, ele tentou, ao dar uma linda testada em (outro) cruzamento de Acuña, e Kepa se esticar todo para defender – a bola ainda beijou a trave ainda de sair pela linha de fundo.
Melhor no jogo, o Sevilla tentou com Jesús Navas cruzando a partir da linha de fundo. A defesa adversária desviou, e Ocampos bateu mal de fora da área.
A temperatura alta pelas chances de gols também se transformou em confusão. Em busca da bola para bater o escanteio, Vinicius Júnior se irritou com os jogadores da casa segurando a bola, empurrou o goleiro Nyland e iniciou uma briga generalizada, com “ajuda” da torcida atirando todo tipo de objeto no gramado. Por isso, o brasileiro e o volante Sow foram advertidos com cartões amarelos.
Para esfriar os ânimos, Ancellotti tirou Vinicius (para uma chuva de vaias no Ramón Sánchez Pizjuán) e Ferland Mendy para as entradas de Brahimi Diaz e Fran Garcia. Com mais sete de acrécismo, o embate perdeu o ritmo anterior, mas o Sevilla queria a vitória. Em falta cobrada por Suso pela direita, quase dentro da área, Sérgio Ramos antecipou Kepa, mas mesmo com o gol quase aberto, cabeceou por cima da trave, terminando com qualquer possibilidade de gols nos minutos finais.



