La Liga

Real Madrid x Barcelona: As lições que as goleadas de PSG e Atleti devem ter deixado em Alonso

El Clásico será o terceiro 'teste de fogo' do técnico espanhol nos Merengues -- nos dois anteriores, sofreu duras derrotas

Após mais de quatro meses no cargo de técnico do Real Madrid, Xabi Alonso viverá o momento que mais mexe com aqueles que ficam à beira do campo no Santiago Bernabéu: o primeiro El Clásico contra o Barcelona, marcado para este domingo (26), às 12h15 (horário de Brasília).

O técnico espanhol, substituto de Carlo Ancelotti após quatro anos de reinado do italiano, sabe a importância de vencer o jogo para ter mais tranquilidade no trabalho e amenizar as críticas da resultadista imprensa local — como jogador, atuou em 20 clássicos diferentes, com cinco vitórias, seis empates e nove derrotas.

Para sair vencedor, porém, Alonso precisa entender o que deu errado em suas duas únicas derrotas como técnico até aqui, ambas doloridas, justamente nos dois maiores testes que teve: o 4 a 0 para o PSG que eliminou o time do Mundial de Clubes e o revés por 5 a 2 para o rival da capital Atlético de Madrid há quase um mês.

O que as derrotas para PSG e Atlético de Madrid ensinaram a Alonso e ao Real Madrid

PSG

Asencio em partida do Real Madrid
Asencio em partida do Real Madrid (Foto: Imago)

Claro que, no pré-jogo, já era esperada uma vitória do lado francês, consolidado com duas temporadas de Luis Enrique e, de longe, o melhor conjunto da Europa, campeão da Champions League pouco mais de um mês antes do confronto. Alonso, porém, começou a partida já errando.

A opção de colocar um trio de frente com Vinicius Júnior, Mbappé e Gonzalo García e ainda os instruir a permanecer na mesma posição na fase defensiva custou ao Real Madrid a superioridade numérica nas laterais, gerando dois (ponta + lateral do PSG) contra um (lateral do Real).

Isso gerou um desequilíbrio mortal sem bola, visto que a marcação pressão no campo de defesa do adversário também era insuficiente pela pouca dedicação de Vini e do centroavante francês.

Houve, no outro lado do campo, uma dificuldade grande em lidar o bloco avançado do PSG e sair jogando pelo chão de forma limpa. Tanto Rudiger como Asencio falharam em saídas de bola, erros com leve aspecto coletivo, mas essencialmente individual. Desatenção também vista meses depois.

Atlético de Madrid

Mbappé na derrota do Real Madrid para o Atlético
Mbappé na derrota do Real Madrid para o Atlético (Foto: Imago)

Mais de dois meses e uma pequena pré-temporada separam a goleada dos franceses e a dos Colchoneros. O Atlético, com merecimento, amassou o Real Madrid no Metropolitano mesmo tomando uma virada com 35 minutos de jogo.

A razão, em parte, se dá pelo aspecto anímico: o rival entrou para vencer o dérbi e lutou por cada metro no gramado, os Merengues, desatentos e pouco intensos no meio-campo, trataram como se fosse mais um jogo. A vibração característica de Diego Simeone se mostrou nos gols, em especial em três vindo a partir de jogadas aéreas.

— Nos faltou ritmo. […] Não começamos bem nos duelos, na bola em ataque ao espaço. Estávamos como perdedores. O jogo não fluiu. […] Faltou intensidade e foco. Não competimos o suficiente, não no nível exigido para essas partidas, contra esses adversários. E teremos que aumentar esse nível — assumiu Alonso após o jogo.

Novamente, o técnico tomou decisões questionáveis na escalação, como a escolha por Bellingham como titular mesmo sem ritmo pela recuperação na lesão no ombro e ainda o manter em campo por 70 minutos, o que contribuiu para pouca intensidade do time.

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Lições trazem recados a El Clásico com o Barcelona

Bellingham lamenta derrota para o Barcelona
Bellingham, do Real Madrid, lamenta derrota para o Barcelona (Foto: Imago)

Em uma sequência de quatro derrotas para o maior rival, o Real Madrid conhece bem as valências do Barcelona treinado por Hansi Flick, campeão de LaLiga na última temporada: jogo paciente com a posse, mas que pode ser rápido pelas presenças de Lamine Yamal e Raphinha (este, voltando de lesão, ainda não se sabe se será titular).

Sem bola, a equipe tem a veia alemã do técnico: intensidade a todo custo com uma linha alta de defesa que força impedimentos — arma que Mbappé sofreu na última temporada.

Os problemas do Real Madrid de saída de bola contra o PSG e de pouca intensidade frente ao Atlético seriam perfeitos para o Barça se aproveitar, mas o time da capital espanhola tem evoluído desde então e não é uma garantia que as falhas se repetirão. Ainda mais porque o rival da Catalunha também não vive um grande momento.

As dúvidas serão respondidas a partir das 12h15 (horário de Brasília) deste domingo, quando, após duas horas, algum dos lados pode ter muito a lamentar e uma semana de críticas de todos os lados a aguentar.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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