Não são só falhas individuais que explicam massacre do PSG sobre o Real Madrid
Campeão europeu expõe abismo tático contra os Merengues e poderiam ter vencido mais do que por quatro gols
Em mais uma exibição reforçando que é o melhor time do mundo, o PSG massacrou o Real Madrid nesta quarta-feira (9) na semifinal do Mundial de Clubes. O time parisiense, frente a um adversário apático, fez 4 a 0, acumulou chances criadas e poderia ter saído com uma goleada muito maior no MetLife Stadium — mais até que os cinco que cravou na Internazionale na final da Champions League.
É verdade que o resultado começou a ser construído a partir de falhas individuais do lado espanhol, mas isso não é o que explica o que aconteceu em Nova Jersey. Em menos de dez minutos, Asencio errou um domínio na área e cedeu a chance que Fabián Ruiz não desperdiçou, enquanto Rudiger, ao tentar recuar para o goleiro, deu para Dembélé cravar o segundo.
São erros que estão na conta da dupla de zaga do Madrid e minam a confiança do time cedo. Só que, ao mesmo tempo, expõem a diferença dos trabalhos dos treinadores — Xabi Alonso foi anunciado há pouco mais de um mês e Luis Enrique acabou de completar dois anos em Paris. A pressão que o lado francês impõe contra seus rivais sufoca e tornam mais frequentes os erros.
Ficou ainda mais claro o abismo tático entre Real e PSG no terceiro gol, também no primeiro tempo. Em saída de bola desde o goleiro, de pé em pé, o campeão europeu atraiu o adversário, encontrou espaço para sair em velocidade e chegou na outra área em superioridade numérica. Hakimi cedeu e Ruiz fez mais um no dia.
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— FIFA Club World Cup (@FIFACWC) July 9, 2025
Além da qualidade técnica e coletiva dos franceses, os Merengues têm uma participação no massacre. Passivos na marcação, mostraram o grande trabalho de mobilização que Alonso precisará fazer para que seus jogadores se dediquem mais no momento sem bola, especialmente Kylian Mbappé, que teve postura defensiva lamentável.
O técnico basco também tem leve contribuição no resultado,como optar por manter Gonzalo García mesmo escalando Mbappé e Vinicius Júnior. Com isso, perdeu em recomposição pelos lados do campo e foi devidamente punido. São algumas lições a serem tiradas para 2025/26.
A leve melhora no segundo tempo, quando o PSG até poupou titulares visando a final, até piorou a humilhação. Aos 42 minutos, brincando de tocar na área espanhola, Gonçalo Ramos dominou, girou e cravou próximo à marca do pênalti.
Agora, é hora do time de Luis Enrique, após dominar a Europa, tentar o mundo ao enfrentar o Chelsea, que superou o Fluminense, no próximo domingo (13), às 16h (horário de Brasília), também no MetLife Stadium.
PSG brinca de bobinho no 1º tempo
Os primeiros cinco minutos de jogo deram uma falsa impressão de que seria equilibrado. Nesse período, o Real finalizou uma vez com Tchouaméni de fora da área e Mbappé puxou um contra-ataque promissor que foi desperdiçado, enquanto o PSG obrigou duas defesas espetaculares de Courtois em finalizações de Ruiz e Nuno Mendes.
O primeiro gol vem justamente na virada do quinto para o sexto minuto, seguido pelo segundo, aos oito. A partir daí, só um lado jogou. Hakimi arriscou de fora da área, passando perto do gol, e também armou a jogada do terceiro, com 23 no relógio, em uma saída de bola perfeita, de uma área a outra.
Nem a parada técnica deu respiro ao Madrid. Kvaratskhelia saiu sozinho na área, deixou Asencio na saudade e chutou colocado para foda. Nuno Mendes, em sobra de escanteio, chutou para outra intervenção de Courtois, que também teve que trabalhar em um cruzamento de Dembélé que surpreendeu.
Nas raras vezes que subiu, o time de Alonso ficou no quase. Vinicius Júnior recebeu lançamento e ia chutar na cara do gol, mas Nuno correu e bloqueou. Mbappé também puxou jogada solitária, deixando marcadores para trás até chegar na área, mas o chute saiu com desvio para defesa fácil de Donnarumma.

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Real Madrid tem leve melhora na etapa final
Em três minutos do retorno do intervalo parecia que o jogo manteria o ritmo anterior. Doué chegou a ampliar ao chutar na saída do goleiro, mas Dembélé estava impedido no início da jogada. Na sequência, o ponta francês cruzou com força e Courtois teve que espalmar para área.
O Real, porém, voltou mais agressivo e conseguiu incomodar mais. Mbappé isolou boa chance que teve trama de passes na direita. Donnarumma ainda precisou trabalhar em cruzamento que veio na área. Nos minutos finais, Éder Militão, que entrou bem no jogo, cabeceou para fora.
Mesmo que tenha substituído titulares e se poupado, o PSG soube incomodar em ataques rápidos. Em sua jogada característica de fora para dentro, Kvaratskhelia mandou para fora. Gonçalo Ramos, na cara do gol, chutou para fora. Hakimi também teve oportunidade na área, mas optou pelo passe ao invés do chute e foi interceptado por Militão.



