La Liga

Real acaba com invencibilidade do líder Atlético de Madrid e ratifica reação na temporada

Dando sequência à Real Madrid conseguiu um enorme resultado ao vencer o arquirrival e líder Atlético de Madrid por 2 a 0, em jogo válido por La Liga. Com uma aplicação defensiva exemplar e muita disciplina para seguir o plano de jogo, os jogadores confirmaram o quanto estão ao lado de Zidane, que vinha relativamente pressionado após um início de temporada irregular.

Especialmente por seu ótimo trabalho defensivo, o Real Madrid teve um primeiro tempo dominante. Lotou o setor central, forçando João Félix para a ponta esquerda, onde o português teve pela frente não só Carvajal como também Lucas Vázquez, que jogou como ponta pela direita, mas manteve a dedicação defensiva de suas partidas como lateral.

Na primeira etapa, os merengues tiveram controle da bola, com 60%, e a supremacia nas chances, finalizando seis vezes contra nenhuma do Atlético de Madrid. A primeira grande oportunidade veio aos dez minutos. Depois de boa construção ofensiva, Benzema finalizou com força, de fora da área, e acertou a trave esquerda, depois de um leve desvio de Oblak.

Aos 15 minutos, os donos da casa abriram o placar em jogada de bola parada. Toni Kroos cobrou escanteio da direita, e Casemiro subiu sozinho na primeira trave, próximo a três marcadores do Atlético de Madrid, para cabecear e fazer 1 a 0.

Claramente insatisfeito com sua equipe na primeira etapa, Simeone voltou para o segundo tempo com três alterações: Renan Lodi, Thomas Lemar e Ángel Correa entram nos lugares de Felipe, Carrasco e Héctor Herrera. Com as mudanças, a equipe saiu de um esquema com três para quatro defensores. Lemar foi para a ponta esquerda, Correa para a direita, enquanto Suárez e Félix permaneceram na frente.

As mudanças, além da postura diferente, permitiram ao Atleti ter mais a bola na segunda etapa e a enfim criar oportunidades. Aos dez minutos do segundo tempo, os colchoneros tiveram sua primeira finalização a gol com Lemar. O francês apareceu na segunda trave para completar cruzamento rasteiro de Llorente, mas pegou mal na bola e mandou na rede pelo lado de fora, desperdiçando grande chance.

João Félix, que tem sido o grande destaque individual do bom início de temporada do Atleti, esteve apagado no dérbi e, mesmo que irritado, acabou substituído já aos 15 do segundo tempo, dando lugar a Saúl. Antes que Simeone pudesse ver uma reação de sua equipe e a diferença que o meia traria, o Real ampliou a vantagem.

Aos 18 minutos, após falta levantada na área, a defesa do Atlético afastou, e Carvajal pegou a sobra de fora da área. O lateral acertou uma bomba e viu a bola bater na trave e nas costas de Oblak antes de entrar. Com o 2 a 0, o Atleti havia sofrido, em pouco mais de uma hora de dérbi, a mesma quantidade de gols que havia sofrido em todos os dez jogos anteriores de La Liga.

Suárez, isolado no ataque e apagado como Félix, foi substituído aos 27 minutos por Kondogbia, e Simeone decidiu avançar Marcos Llorente para uma posição de referência no ataque. As mudanças de Cholo não surtiram o efeito esperado, e o Atleti teve apenas uma chance verdadeiramente boa até o fim do clássico: aos 35, Lodi mandou um cruzamento forte e preciso na cabeça de Saúl, que finalizou bem, mas parou em ótima defesa de Courtois. O Real, por sua vez, quase ampliou para 3 a 0 quando Vázquez apareceu dentro da área e chutou com força, aos 45 minutos, mas Oblak espalmou o perigo para longe.

Se normalmente o Real seria o favorito para o dérbi de Madri, neste caso sua vitória foi uma surpresa. O Atlético de Madrid fazia início impressionante de temporada, invicto após dez rodadas e vindo de uma sequência de sete vitórias em La Liga. A força defensiva mostrada até aqui pela equipe de Cholo foi derrubada pelo Real em duas bolas paradas, enquanto o poderoso ataque liderado por Félix e Suárez foi travado por uma atuação defensivamente aplicada dos merengues.

Como em várias oportunidades ao longo das passagens de Zidane pelo Real Madrid, os jogadores se uniram para jogar por seu treinador e aliviar a pressão sobre o francês. A reação começou na semana passada, com uma importante vitória sobre o Sevilla, colocando fim a uma sequência de três jogos sem vencer em La Liga. Depois, no meio da semana, o triunfo sobre o Mönchengladbach, garantindo a liderança de seu grupo na Champions League, foi a maneira ideal de ganhar impulso para o difícil dérbi deste sábado. Por fim, a vitória inconteste sobre os Colchoneros parece colocar de vez o Real de volta à temporada.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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