La Liga

O Barcelona teve outra atuação horrível e precisa agradecer a Ter Stegen pelo 0 a 0 com o Cádiz

As defesas de Ter Stegen foram providenciais e impediram a derrota do Barça na visita ao Cádiz

O Barcelona vinha de uma atuação muito ruim na segunda-feira, quando dependeu do gol tardio de Ronald Araújo para buscar o empate contra o Granada dentro do Camp Nou. Já nesta quinta-feira, os blaugranas precisaram dar-se por satisfeitos com o empate por 0 a 0 na visita ao Cádiz. Não fossem as defesas providenciais de Ter Stegen, o resultado poderia ter sido bem pior. Os jogadores do Barça parecem não mais confiar em Ronald Koeman e apresentaram um futebol bastante burocrático, de raríssimas chances de gol – as melhores delas desperdiçadas por Memphis Depay. Frenkie de Jong ainda foi expulso e os Piratas botaram pressão na reta final, acreditando na vitória. Diante de outra apresentação risível dos catalães, a demissão de seu treinador soa mais próxima.

O primeiro tempo deixou bem claras as diferenças de estratégia entre as equipes. O Barcelona tinha a bola, mas encarava um Cádiz bem postado no campo de defesa, em busca dos contragolpes. E seria um jogo bastante travado, com a proposta dos anfitriões prevalecendo. Os blaugranas apresentavam outra vez um futebol burocrático, de parca criatividade e raros lances de perigo. Enquanto isso, os Piratas esporadicamente saíam ao campo de ataque e forçariam uma ação providencial de Gerard Piqué aos dez, fazendo o desarme para cima de Rubén Sobrino dentro da área.

O Barcelona contava com Gavi na organização e Sergiño Dest aparecia bastante na lateral esquerda, mas o time era estéril. Somente por volta dos 30 minutos é que os catalães tiveram um pouco mais de profundidade. Até rolaram uns cruzamentos fechados, mas nada que representasse tanto perigo. Os blaugranas finalizaram míseras três vezes em toda a primeira etapa, e só uma no gol. Do outro lado, o Cádiz também não fazia muito para responder, sem que os pivôs de Álvaro Negredo tivessem continuidade.

A volta para o segundo tempo foi suficientemente perigosa ao Barcelona, que trouxe Sergi Roberto para o lugar de Yusuf Demir. Quase o Cádiz abriu o placar no primeiro ataque. Numa bola ajeitada na entrada da área, Negredo chutou bonito de trivela e Marc-André ter Stegen precisou voar para espalmar o tiro rumo ao ângulo. Aos seis minutos, quando o Barça tentou responder, Memphis Depay perdeu um gol feito. Luuk de Jong cruzou com açúcar e o compatriota furou a bola na risca da pequena área. Quando Memphis se redimiu e acertou o pé da meia-lua, o goleiro Jeremías Ledesma buscou no canto.

O Barcelona apresentava um ritmo mais alto no segundo tempo, mas o próprio Cádiz se sentia mais à vontade para se soltar e acelerar no ataque. E a situação dos blaugranas piorou aos 20, quando Frenkie de Jong tomou dois amarelos em curtíssimo intervalo, indo para o chuveiro mais cedo. Philippe Coutinho entrou na equipe logo depois, na vaga de Luuk de Jong. Neste momento, o jogo ficava mais aberto, com a própria torcida auriazul inflamada pela situação favorável aos Piratas.

Faltava só um pouco mais de qualidade ao Cádiz, que perdeu presença de área com a substituição de Negredo ainda antes da expulsão. Quando Sobrino finalmente conseguiu cabecear, aos 30, pegou mal na bola e mandou por cima. Já a grande chance surgiu aos 36, numa bola perdida por Riqui Puig, que tinha acabado de entrar. Alfonso Espino acelerou e Salvi ficou de frente para o gol, mas Ter Stegen realizou uma defesa primordial no mano a mano. A sobra ainda ficou com Sobrino, que errou o alvo no susto.

Raros eram os avanços do Barcelona ao campo de ataque, e também pouco produtivos quando aconteciam. O abafa na reta final era do Cádiz, que não apenas se valia da vantagem numérica, como também demonstrava mais interesse no jogo. Os Piratas eram bem mais vivos em campo e faziam por merecer um resultado positivo. Quando o Barça chegava perto da área, era por intermédio de bolas paradas, mas nada contundente. A melhor tentativa veio com Coutinho mandando ao lado da trave, aos 45.

Já os acréscimos guardariam uma correria enorme, com chegadas de ambos os times. O Barcelona ainda poderia ter achado a vitória, mas não era a noite de Memphis. Primeiro, num cruzamento, ele preferiu ajeitar de cabeça para o meio da área e a zaga rasgou. Depois, acionado por Piqué num contragolpe cara a cara com o goleiro, o atacante mirou o canto e mandou seu chute rente ao poste. No fim, um lance bizarro ainda aconteceu. Com duas bolas em campo, Salvi tentava a jogada pela ponta direita, quando Busquets chutou a outra bola no adversário. O lance rendeu o amarelo ao veterano e garantiu uma falta ao Cádiz. Todavia, Stegen realizou mais uma intervenção para garantir o empate. Koeman seria expulso por reclamação.

O Barcelona é apenas o sétimo colocado em La Liga. Soma nove pontos em cinco rodadas, ainda invicto, mas com três empates. O líder Real Madrid já abre sete pontos de vantagem sobre os rivais, que fizeram uma partida a menos. Já o Cádiz é o 14° colocado, com seis pontos faturados. Poderia ter vencido mais uma nesta quinta, não fosse Stegen.

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Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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